Em 2005, cerca de 21% da população brasileira navegou pela Internet, esta é uma das conslusões da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Orkut uma das redes de relacionamentos mais popular dos últimos tempos faz com que os internautas passem horas conectados. Hoje são mais de 30 milhões de internautas que acessam o Orkut. O Brasil é o país que tem mais popularidade, por média de 75% dos participantes.
Foi pensando nisso que as comunidades Orkut que apóiam Lula resolveram patrocinar boicotes contra os meios de comunicação contários ao governo Lula. E está dando resultado. Prova disso o leitor pode observar no Jornal Nacional da Rede Globo. Isso mesmo. O pessoal do Orkut enviou milhares de e-mails para a Globo .....prestem atenção como a Globo mudou. Está mais light, diremos. Mas os jovens das comunidades Lulistas querem mais. Essa semana eles farão um dia de protesto não assistindo ao Jornal Nacional. Outra medida será contra a imprensa marrom a Revista Veja. O Orkuteiro Luan da comunidade " Nós votamos Lula 13 (aqui) está a frente do manifesto "Protesto contra a veja" que diz" Está na cara que a revista VEJA, usa seu poder de comunicação para induzir os eleitores a votar do candidato Alkimin." Vamos protestar a favor de uma mídia neutra, que simplesmente passa os fatos para as pessoas com imparcialidade. Mande um e-mail para as caixas dos Editores da VEJA, como forma de protesto. Diga à eles o papel da uma revista!
Da moçada das comunidades do Orkut, vem o recadinho para o blog. Vale a pena dar uma força para o manifesto dos orkuteiros... Eu vou aderir e você?
Aproveitando a idéia do que foi feito no dia 9 de outubro, vamos continuar fazendo um boicote à globo, por causa da sua parcialidade indecente contra o LULA. Assim no dia 20/10/2006 não vamos assistir ao Jornal Nacional e nem ao Globo Repórter. Não vamos quebrar a Globo, mas certamente podemos tirar uns pontinhos no IBOPE dela. Peça isso para seus amigos no ORKUT, no MSN, por e-Mail simples, por telefone e falando com amigos em geral. Essa será certamente uma corrente do bem. Estamos indignados com a forma pela qual a "Rede Bobo" está se dirigindo ao presidente LULA. Estão querendo fazer com ele a mesma coisa que fizeram em 1989 e desta vez nós não permitiremos mais.
Indenização "A concessionária de transportes coletivos da Baixada Santista entrou na Justiça contra o Estado reclamando indenização pelo prejuízo e lucro cessante pela perda de 80 ônibus nas ações levadas a efeito nos últimos meses por uma facção criminosa. Se a empresa ganhar a ação, serão alguns milhões de reais que sairão dos cofres do Estado. Ou seja, dinheiro dos impostos que pagamos com muito sacrifício. Como aceitar então que o ex-governador, de um partido que nos últimos 12 anos não conseguiu debelar a ação do bando, tenha a coragem de dizer que vai implementar a segurança pública no restante do Brasil?" URIEL VILLAS BOAS (Santos, SP)
Extraído da FSP "Painel do leitor", postada pelo blogodita DJ MOisés
A ekipekonômica de Alckmin queria vender o carro (ao seu jeito) para comprar gasolina
LULA EXAGERA mas não mente quando vincula Geraldo Alckmin à privataria que torrou R$ 200 bilhões do tesouro da Viúva entre 1995 e 2002. Dois lances recentes, ocorridos em São Paulo com o patrimônio da índia Bartira, indicam que os privatas aninharam-se na ekipekonômica que o candidato do PSDB deixou na administração do Estado. Uma, a privatização de 20% do banco Nossa Caixa foi cancelada há duas semanas, na boca da pequena área, pelo governador Cláudio Lembo. Destinava-se a recolher R$ 1 bilhão no mercado para calafetar contas públicas. A outra aconteceu há quatro meses, com a venda de um pedaço da Cesp. Anomalias típicas da má gestão: queimar propriedades para cobrir buracos. Nas palavras de Noel Rosa: "Vendeste o carro para comprar gasolina". Nos dois episódios ocorreram fenômenos paranormais durante o processo de privatização. Em geral, quando uma empresa lança ações no mercado, elas sobem. Foi o que aconteceu com a TAM. Com a Cesp e a Nossa Caixa, caíram. No dia em que se anunciou a venda do lote da Cesp, elas estavam a R$ 24,11. Quando os papéis chegaram ao mercado, valiam R$ 16,20. Um tombo de 32%. Com a Nossa Caixa, valiam R$ 47,36 no anúncio e, no dia em que Lembo salvou o gol, estavam a R$ 43,10, uma desvalorização de 14%. Ações sobem, ações caem e a vida segue. Se a Cesp e a Nossa Caixa não encontravam quem pagasse mais pelos seus papéis, problema delas. O patrimônio de Bartira perdeu peso num período em que as casas Bradesco, Itaú e Unibanco valorizaram-se 3%. Novamente, é o jogo jogado. Nas duas iniciativas do governo de São Paulo, deu-se um fenômeno adicional. Depois do anúncio da operação, houve uma enorme demanda de aluguel de ações da Cesp e da Nossa Caixa. É o tal do mercado a descoberto, no qual um operador aposta na queda do valor de uma ação. Coisa assim: aluga-se um papel cotado a R$ 100 por 90 dias, pagando uma taxa de 5% ao ano. Vende-se a ação a R$ 100, coloca-se o dinheiro em outro negócio (juros de 14% ao ano do Copom, por exemplo) e espera-se. Se ao fim do contrato a ação estiver a R$ 90, ganha-se 10% sobre o investimento. Dinheirinho fácil. Feito o anúncio das duas privatizações, ocorreu um surto de febre locatária de ações da Cesp e da Nossa Caixa. Quando não se falava no negócio, o mercado tinha 718 mil ações da Cesp alugadas. Quando a transação foi concluída, as ações alugadas eram 3,7 milhões, um aumento de mais de 400%. A mesma coisa aconteceu com a Nossa Caixa. No dia do anúncio, as ações alugadas eram 400 mil. Quando Lembo suspendeu a operação, havia na praça 1,7 milhão de papéis alugados. O mercado financeiro é muito mais complexo e menos demoníaco do que parece ao ser observado pelo retrovisor. Mesmo assim, se alguém teve a inspiração divina de alugar ações confiando e colaborando na queda do valor dos papéis da Cesp e da Nossa Caixa, fez um bom negócio. Admitindo-se que uma pessoa tenha apostado R$ 10 milhões em cada privataria e tenha lucrado apenas a metade do que lhe foi proporcionado pela queda das ações, faturou R$ 1,6 milhão com a Cesp. No caso da Nossa Caixa, se as ações fossem ao mercado na cotação do dia em que Lembo acabou com o jogo, a desvalorização teria rendido uns R$ 500 mil. O feliz locatário teria ganho R$ 2,1 milhões sem uma gota de suor ou um ceitil de seu patrimônio. Só com uma idéia, e uma fé. Nos dois casos, quando a transação chegou ao fim, a febre locatária baixou e o número de ações das duas empresas no mercado a descoberto voltou ao normal. Os locatários das ações da Nossa Caixa micaram, pois nos dias seguintes ao cancelamento da operação o papel subiu 17%. Passada a febre locatária, as ações subiram de volta ao patamar em que estavam. Na privataria paulista ocorreu uma mistura de oportunismo (vender o patrimônio para calafetar contas públicas), astúcia (torrar um pedaço de um banco no lusco-fusco do fim de governo) e onipotência (achar que ninguém estava prestando atenção). Pelo menos na Nossa Caixa, Bartira deve gratidão a Lembo.
Raimundo Pereira sempre teve compromissos políticos. Mas manteve intacto o compromisso com o jornalismo, que desenvolveu desde os tempos brilhantes da revista “Realidade”.
Sua matéria na “Carta Capital” sobre a cobertura da imprensa das fotos do dinheiro que seria pago pelo “dossiê Vendoin” é uma aula de jornalismo sobre o antijornalismo que parece ter tomado definitivamente conta da mídia.
Nos últimos anos houve vários exemplos de matérias encomendadas, várias evidências de mistura de jogadas empresariais e reportagens, e várias coberturas em que se misturavam cumplicidade com a polícia e autodefesa de jornalistas – como no caso do Bar Bodega, em que muitos jornalistas conviveram por um mês com um delegado que, depois se soube, torturou meninos injustamente acusados do crime, e nenhuma das testemunhas jamais veio a público denunciar o complô.
Mas em nenhum desses casos houve uma abrangência tão grande de veículos e uma falta de limites tão acentuada – independentemente da gravidade dos episódios cobertos – quanto a cobertura da foto dos maços de notas que seriam utilizados para a compra do “dossiê Vendoin”.
A reportagem de Raimundo não é partidária, não é militante, não é raivosa, não trata a falta de escrúpulos com falta de escrúpulos – como tem sido a marca desses tempos de escuridão, nessas batalhas absurdas de capas atacando Lula e atacando a oposição. É fria e lógica como uma cirurgia de especialista. Não desperdiça palavras, não gasta acusações, apenas confronta princípios básicos de jornalismo com a atitude de cada veículo, repórteres e direção, no episódio em pauta.
Menciona gravações do delegado que vazou os maços de nota, a cumplicidade com jornalistas, jornais acobertando mentiras, como a versão de que as fotos haviam sido furtadas – versão divulgada a pedido do proprio delegado, conforme gravações preservadas por repórteres indignados e impotentes.
A exemplo de tantas campanhas absurdas dos anos 90, não adianta invocar a presença do “inimigo”, do crime a ser combatido pouco importando os meios. Os atingidos pela cobertura não foram Lula, nem os “aloprados”, nem mesmo o primeiro turno das eleições: foi o exercício do jornalismo, pelas mãos de algumas pessoas que, pelo cargo que ocupam, deveriam ser os maiores guardiões desses princípios.
Os 67 mil exemplares da “Carta Capital” não se equiparam à tiragem das grandes publicações. Mas cada exemplar com a matéria de Raimundo ficará pairando no ar, como um alerta sobre o que ocorre com jornalistas e publicações, quando colocam paixões e interesses acima dos princípios jornalísticos.
PSDB tenta esconder pesquisa que mostra Ana Júlia na frente
Uma liminar da Justiça Eleitoral, solicitada pela Coligação União pelo Pará , impediu a divulgação da primeira pesquisa Ibope com a intenção de votos para o Governo do Estado, no segundo turno.
Segundo a liminar, nenhum dado desta pesquisa pode ser divulgada em sites, rádios e emissoras de TV.
A alegação da coligação União pelo Pará (PSDB, PFL, PTB, PL, PP, PV, PTC, PRTB, PRP, PTdoB, PAN, PMN, PHS, PSC e Prona), é que a pesquisa não teria cumprido requisitos da lei eleitoral, como o nome dos municípios onde foram feitos os levantamentos.
A pesquisa foi encomendada pela TV Liberal e registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará, sob o protocolo 18369/2006 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo 22175/2006.
A liminar foi concedida pelo juiz Paulo Jussara, mas não impediu que os resultados fossem publicados na manchete principal do jornal “O Liberal”, deste domingo, 15 de outubro de 2006, edição que está nas ruas desde a tarde de sábado.
A pesquisa mostra a candidata Ana Júlia (PT) com 53% dos votos contra 43% do atual governador Almir Gabriel (PSDB), que disputa a reeleição. Em votos válidos, Ana Júlia tem 56% e Almir Gabriel 44%.
ESCÂNDALO: REVISTA REVELA CONLUIO DA IMPRENSA PARA PREJUDICAR LULA
Reportagem de capa da revista Carta Capital desta semana revela o submundo da trama armada por um delegado da Polícia Federal, em conluio com alguns dos principais veículos de comunicação do país – entre eles a TV Globo e os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo – para prejudicar o PT e a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do primeiro turno. A revista conta em detalhes como os meios de comunicação omitiram as informações de como o delegado Edmilson Pereira Bruno obteve e repassou, aos próprios jornalistas, as fotos do dinheiro apreendido com duas pessoas ligadas ao PT num hotel de São Paulo. Bruno chegou a confessar sua ação criminosa aos repórteres, afirmando que irá forjar um roubo para justificar o fato de a imprensa estar de posse das imagens. Saiba mais
Marco Aurélio Garcia divulga nota à imprensa Leia nota divulgada neste sábado (14) pelo coordenador-geral da campanha da Coligação A Força do Povo:
NOTA À IMPRENSA
A edição e as manchetes da entrevista coletiva que ofereci à imprensana última sexta-feira procuram atr ibuir-me a defesa deuma política de contenção dos reajustes salariais dos servidores públicos nos próximos anos.
Falso. Foi o atual governo que rompeu com o arrocho dos oito anos da era FHC e concedeu aumentos salariais expressivos que permitiram recompor as perdas passadas. Ao mesmo tempo reestruturou carreiras, como parte de um programa mais amplo de reforma do Estado e dignificação da função pública. Os aumentos salariais prosseguirão e, para isso, o governo contará com recursos e commecanismos de negociação que foram construídos no primeiro mandato do Presidente Lula.
Diferentemente do que pensaram outros governantes, os funcionários públicos para nós não são problema, mas solução. Eles são essenciais para conduzir o processo de mudança socialcom o qual estamos comprometidos e que estamos realizando.
O equilíbrio fiscal que o atual governo logrou com muito sacrifício e seriedade será mantido, posto que a economia crescerá em ritmo mais acelerado, os juros cairão econtinuará a melhoraria da qualidade do gasto público.
Marco Aurélio Garcia
Presidente do Partido dos Trabalhadores e
Coordenador-Geral da Campanha da Coligação a" Força do Povo"
Recomendamos vivamente a leitura do programa de governo da candidatura Alckmin.
Lendo, fica clara a diferença entre nós e eles.
Vejamos, por exemplo, o que propõe Alckmin para as pessoas com deficiência.
O tema é fundamental. Apesar disso, as menções a ele são esparsas, inseridas apenas em alguns dos tópicos, configurando ações isoladas e descontextualizadas, que não expressam o que de fato será realizado.
Não se dá destaque, tampouco visibilidade, à problemática da exclusão das pessoas com deficiência. E não se atende minimamente as demandas do movimento social.
Vejamos alguns exemplos disto.
No item Direitos Humanos e Justiça, a proposta para pessoas com deficiência se reduz a adotar medidas para permitir o acesso ao mercado de trabalho e circulação aos espaços públicos.
Não se reflete em profundidade sobre a temática dos direitos humanos, que é base para a construção de uma política de justiça social e valorização da diversidade.
Além disso, a proposta é evasiva, pois não aponta concretamente quais medidas serão adotadas e também não apresenta compromisso com o cumprimento do Decreto de Acessibilidade.
No item Educação, não se explicita uma diretriz político-pedagógica para inclusão educacional das pessoas com deficiência e, conseqüentemente, não se apresenta uma proposta para organização dos sistemas de ensino, nem o compromisso com a formação inicial e continuada, a implantação de recursos e serviços e as adequações para acessibilidade na escola.
O programa de Alckmin não aborda o paradigma atual da educação inclusiva e da educação especial enquanto modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino. O tema só aparece quando se fala do ensino médio, no qual se propõe à implantação de centros de referência para atendimento a portadores de necessidades especiais e formação profissional, sem definição conceitual, estratégia de implantação e abrangência dos mesmos.
Em resumo, Alckmin mostra total distanciamento das elaborações referentes à relação intrínseca entre educação e desenvolvimento inclusivo.
Ao falar de Saúde, o programa de Alckmin não configura uma proposta de expansão e consolidação das redes de serviços de prevenção, detecção, tratamento e reabilitação.
Apesar da óbvia relação entre a área da saúde e as necessidades das pessoas com deficiência, o programa tucano não apresenta nenhum avanço, resumindo-se a oferecer atendimento integral aos portadores de deficiência, incluindo próteses e a possibilidade de cirurgias corretivas, ou seja, reporta-se ao que já consta na política nacional de saúde.
Mais uma vez, a proposta é evasiva, já que não indica a ampliação das áreas de atendimento, não introduz novas abrangências e não define as prioridades de investimento em relação aos programas de atenção integral à saúde das pessoas com deficiência.
No tópico Política Social, o programa de Alckmin fala apenas de ampliar e aperfeiçoar os programas de transferência de renda, dentre eles o Benefício de Prestação Continuada e consolidar a Rede de Proteção Social formada por instituições, dentre elas as que atuam com pessoas com deficiência física.
O programa não apresenta proposta de desinstitucionalização das pessoas com deficiência, nem o reordenamento do financiamento público para projetos não assistencialistas, não segregacionistas e de tutela.
E quando se refere à Rede de Proteção Social, indica somente a deficiência física, ignorando os portadores de deficiência sensorial (visual e auditiva) e mental. Assim, a proposta representa um retrocesso nas políticas públicas, ao não adotar a elaboração do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, o qual redimensiona os serviços sócio-assistenciais, fortalecendo a inclusão social das pessoas com deficiência.
No item de Transporte Coletivo e Urbano, o programa de Alckmin defende estimular os governos estaduais e municipais a realizarem obras destinadas a pessoas portadoras de dificuldade de locomoção, sem definir apoio para ações de implantação de sistemas de transporte acessíveis, eliminação de barreiras arquitetônicas, difusão do conceito de desenho universal, desenvolvimento tecnológico e garantia da acessibilidade às pessoas com restrição de mobilidade.
Mais uma vez, além de não apontar avanços na política, representa um retrocesso com relação à proposta do Programa Brasil Acessível implementado pelo atual governo para apoiar projetos de acessibilidade universal.
Quando fala de Esporte, o programa de Alckmin sinaliza apenas incrementar o Para-Desporto e recuperar a idéia do Esporte para Todos; no Trabalho e Emprego, fala em combater a discriminação contra os trabalhadores, inclusive os portadores de deficiência; ao tratar de Turismo, Cultura, Ciência e Tecnologia, não menciona quaisquer ações referentes à efetivação dos diretos e atendimento às necessidades das pessoas com deficiência.
Já o Programa de Governo Lula Presidente 2007-2010, apresenta um caderno específico, com as propostas de atenção às pessoas com deficiência nas diferentes áreas, elaboradas a partir da concepção de sociedade inclusiva, trazendo uma nova abordagem das políticas públicas com enfoque na cidadania e na acessibilidade.
Clique aqui e confira a íntegra do Programa Setorial de Pessoas com Deficiência.
Extraído do boletim anti-vírus, postado pelo blogodita DJ Moisés
Abel e os tucanos: PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
PARAÍBA: SERVIDORES USAM CARRO OFICIAL EM EVENTO POLÍTICO
A Polícia Federal prendeu dois funcionários do DER (Departamento de Estradas de Rodagens) da Paraíba sob acusação de utilizar carro oficial para participar de reunião da coligação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato à reeleição. Os servidores foram autuados e liberados, mas o carro foi apreendido. Fiscais do TRE notaram a presença do veículo do DER perto do local de uma reunião da coligação e encaminharam os funcionários para a sede da superintendência da PF na capital. Foram autuados Vandemberg Araújo e Geraldo Silva Filho. Segundo o depoimento, eles estavam no local aguardando um plano de trânsito para o feriado. A PF vai levar o caso para o TRE.
Extraído da FSP , postado pelo blogodita DJ MOisés
Lula foi alvo de 257 matérias negativas nos maiores jornais do país, enquanto Alckmin foi objeto de apenas 17 referências negativas. Isto significa, uma diferença de mais de 1.500% !!... Eles sabem que estão numa guerra. Por isso, para formar uma barreira - como quem junta sacos de areia contra a enxurrada e a lama - construímos com alguns amigos um manifesto que tem os seguinte objetivos:
1) Denunciar a todos os eleitores a parcialidade da mídia; 2) Servir de instrumento junto ao TSE e ao MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL para a punição desta imprensa nos termos da legislação eleitoral; 3) Mostrar a mídia que o tempo do eleitorado manipulado como massa de manobra já passou. 4) Prevenir e deter os esquadrões da mídia no segundo turno.
Todos devem saber que quanto mais assinaturas conseguirmos, mais forças teremos para deter estas oligarquias viciadas. Por isso, é importante que quem queira trabalhar numa equipe de divulgação - que enviará o link do MANIFESTO para entidades, sindicatos, ongs, universidades, amigos, etc - deve escrever para mim que estou assumindo a tarefa de coordenar este trabalho. Algumas pessoas já se prontificaram, mas precisamos do máximo. O tempo é curto e é um tempo de decisão. O Manifesto foi traduzido em espanhol e em inglês, porque temos que alertar a opinião pública internacional sobre o que ocorre no Brasil.
A Justiça Federal determinou a apreensão da agenda que o prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), utilizava quando era secretário-executivo e ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso, entre 2001 e 2002, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. Barjas é investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento com a máfia dos sanguessugas. O esquema envolvia a venda superfaturada de ambulâncias. Barjas substituiu o governador eleito de São Paulo, José Serra, no Ministério da Saúde.
Segundo a PF, a agenda pode fornecer dados a respeito dos contatos de Barjas, que serão cruzados com a movimentação financeira do Ministério da Saúde. O jornal ainda informou que a Justiça pediu cópia dos recursos empenhados em 2002 pela pasta.
“A Justiça Federal determinou a apreensão da agenda que o prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), usava na época em que exerceu as funções de secretário-executivo e de ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso, no período entre 2001 e 2002.
Barjas está sob investigação da Polícia Federal e da Procuradoria da República porque o chefe da máfia dos sanguessugas, Luiz Antonio Vedoin, envolveu seu nome em um capítulo da trama que lesou em R$ 110 milhões o Tesouro.
(...) A apreensão da agenda foi requisitada pelo Ministério Público Federal. A Justiça também mandou o Ministério da Saúde entregar cópias dos empenhos liquidados em 2002. O MP quer confrontar os dados da agenda com as planilhas da movimentação de recursos da pasta.
Na agenda do ex-ministro - se ainda não foi deletada, porque já se passaram quase 4 anos -, a PF e a procuradoria esperam encontrar pistas sobre os contatos de Barjas.
(...) Inicialmente, eles suspeitam que Abel teria sido o maior beneficiário de uma transação com a Prefeitura de Jaciara (MT) para a construção de um hospital municipal com verbas da pasta da Saúde.” Leia mais aqui.
Enviada por Albano, postada pelo blogodita DJ Moisés, com informações pinçadas no: Terra, Estadão e Noblat.
Reportagem de capa da revista Carta Capital desta semana revela o submundo da trama armada por um delegado da Polícia Federal, em conluio com alguns dos principais veículos de comunicação do país – entre eles a TV Globo e os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo – para prejudicar o PT e a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do primeiro turno.
A revista conta em detalhes como os meios de comunicação omitiram as informações de como o delegado Edmilson Pereira Bruno obteve e repassou, aos próprios jornalistas, as fotos do dinheiro apreendido com duas pessoas ligadas ao PT num hotel de São Paulo. Bruno chegou a confessar sua ação criminosa aos repórteres, afirmando que irá forjar um roubo para justificar o fato de a imprensa estar de posse das imagens.
Embora a confissão tenha sido gravada em áudio, sem que ele soubesse, nenhum veículo a publicou. Alguns – como a Folha e o Estadão – ainda produziram textos procurando inocentá-lo pelo vazamento das fotografias.
Leia abaixo os trechos iniciais da matéria, transcritos pelo site do PT. A reportagem completa está na revista que começou a chegar nesta sexta-feira (13) às bancas;
OS FATOS OCULTOS A mídia, em especial a Globo, omitiu informações cruciais na divulgação do dossiê e contribuiu para levar a disputa ao 2º turno
Por Raimundo Rodrigues Pereira
Pode-se começar a contar a história do famoso dossiê que os petistas teriam tentado comprar para incriminar os candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin pela sexta-feira 15 de setembro, diante do prédio da Polícia Federal, em São Paulo. É uma construção pesada, com cerca de dez pavimentos, de cor cinza-escuro e como que decorada com uma espécie de coluna falsa, um revestimento de ladrilho azul brilhante, que vai do pé ao alto do edifício, à direita da grande porta de entrada. Dentro do prédio estão presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao Partido dos Trabalhadores e com os quais foi encontrado cerca de 1,7 milhão de reais, em notas de real e dólar, para comprar o tal dossiê. Mas essa notícia é ainda praticamente desconhecida do grande público.
É por volta das 5 da tarde. A essa altura, mais ou menos à frente do prédio, que fica na rua Hugo Dantola, perto da Ponte do Piqueri, na Marginal do rio Tietê, na altura da Lapa de Baixo, estaciona uma perua da Rede Globo. Ela pára entre duas outras equipes de tevê: uma da propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin e outra da de José Serra.
Com o tempo vão chegando jornalistas de outras empresas: da CBN, da Folha, da TV Bandeirantes. E a presença das equipes de Serra e Alckmin provoca comentários. Que a Rede Globo fosse a primeira a chegar, tudo bem: ela tem uma enorme estrutura com esse objetivo. Mas como o pessoal do marketing político chegou antes? Cada uma das duas equipes tem meia dúzia de pessoas. A de Serra é chefiada por um homem e a de Alckmin, por uma mulher. As duas pertencem à GW, produtora de marketing político. Seus donos foram jornalistas: o G é de Luiz Gonzales, ex-TV Globo, e o W vem de Woile Guimarães, secretário de redação da famosa revista Realidade, do fim dos anos 1960. Entre os jornalistas, logo se sabe que foi Gonzales quem ligou para a Globo, avisando do que se passava na PF.
E quem avisou Gonzales? Foi alguém da Polícia Federal? Foi alguém do Ministério Público, de Cuiabá, de onde veio o pedido para a ação da PF? Uma fonte no Ministério da Justiça disse a Carta Capital que as equipes da GW chegaram à PF antes dos presos, que foram detidos no Hotel Ibis Congonhas por volta da 6 da manhã do dia 15 e demoraram a chegar à sede da polícia. Gente da equipe da GW diz que a empresa soube da história através de Cláudio Humberto, o ex-secretário de imprensa do ex-presidente Collor, que tem uma coluna de fofocas e escândalos na internet e que teria sido o primeiro a anunciar a prisão dos petistas.
Pode ser que sim, o que apenas leva à pergunta mais para a frente: quem avisou Cláudio Humberto? Mesmo sem ter a resposta, continuemos a pesquisar nessa mesma direção: a de procurar saber a quem interessava a divulgação da história do dossiê e como essa divulgação foi feita. Para isso, voltemos à região do prédio da PF duas semanas depois.
É 29 de setembro, vésperas da eleição presidencial, por volta das 10h30 da manhã. Sai do prédio da PF na Lapa de Baixo o delegado Edmilson Pereira Bruno,m 43 anos, que estava de plantão no dia 15 e foi o autor da prisão de Valdebran e Gedimar. Ele convida quatro jornalistas para uma conversa: Lílian Cristofoletti, da Folha de S.Paulo, Paulo Baraldi, de O Estado de S.Paulo, Tatiana Farah, do jornal O Globo, e André Guilherme, da rádio Jovem Pan. Bruno quer uma conversa reservada e propõe que ela seja feita a cerca de um quarteirão dali, na Bovinu’s, uma churrascaria. Um dos jornalistas argumenta que ali “só tem policial”. O grupo acaba conversando perto da Faculdade Rio Branco, que não se avista da frente da PF, mas é também ali por perto. Ficam na rua mesmo. O delegado não sabe, mas sua conversa está sendo gravada.
Bruno diz que quer passar para os jornalistas cópia das fotos do dinheiro apreendido com os petistas, que estavam sendo procuradas há muito, por muita gente. Leva um CD com as imagens; 23 fotos; e três CDs em branco para que eles copiem as imagens de modo a que cada um tenha uma cópia. Fala que eles devem dizer “alguém roubou e deu para vocês”, para explicar o aparecimento das fotos. Diz que ele próprio vai dizer coisa parecida a seus chefes na PF, que os jornalista é que roubaram: “Doutor, me furtaram. Sabe como é que é, não dá para confiar em repórter”. Recomenda que as fotos sejam editadas em computador com o programa Photoshop para tirar detalhes, como o nome da empresa na qual as cédulas foram fotografadas,a fim de despistar a origem do material.
Algumas pessoas têm a fita de áudio com a conversa do delegado Bruno com os quatro repórteres. Mais pessoas ainda a ouviram. Uma delas é o repórter Luiz Carlos Azenha, que tornou público vários de seus trechos no seu site pessoal na internet “Vi o mundo, o que nunca você pode ver na tevê” (http://viomundo.globo.com/). Azenha, que é repórter da TV Globo, não quis dar entrevista a Carta Capital. Pediu para que se procurasse a emissora. Para o que mais interessa ao desenrolar da nossa história, dos trechos da fita, deve-se destacar a preocupação de Bruno em fazer com que as fotos chegassem no dia aoJornal Nacional. “Tem alguém da Globo aí?”, pergunta ele. Um dos quatro responde: “Não é o Tralli? O Tralli está muito visado”, Bruno diz, referindo-se a César Tralli e ao incidente, conhecido de muitos, de esse repórter da TV Globo ter podido acompanhar, praticamente disfarçado de Polícia Federal, a prisão de Flávio Maluf, filho de Paulo Maluf.
Mas a preocupação principal de Bruno é a que ele reitera nesse trecho: “Tem de sair hoje à noite na TV. Tem de sair no Jornal Nacional”.
As fotos são divulgadas, como veremos no capítulo seguinte, com imenso destaque, no dia 29, vésperas das eleições, repita-se, no JN. Mas não apenas no JN. Veja-se a Folha de S.Paulo, por exemplo, Lá também a divulgação foi, pelo menos na opinião de alguns, espetacular: “Que primeira página mais linda, a de 30/9. É por isso que eu não consigo me separar da Folha”, escreveu o leitor Euclides Araújo, no dia seguinte. “A glosa, a irreverência, a fina ironia falaram mais alto, mostrando aquela montanha de dinheiro em cima e, embaixo, Lula, sendo abraçado por uma mão morena e cobrindo o rosto, como se fosse um meliante, conduzido ao distrito, tentando esconder a identidade. O que eles querem, o Pravda ou o Granma? Valeu, Folha!”
A Folha publicou, com grande destaque na primeira página, a foto na qual o dinheiro está empilhado de forma que as notas apareçam com a frente voltada para cima, que é a que mais dá a impressão da “montanha de dinheiro” citada pelo admirador do jornal. E não divulgou que as fotos lhe tinham sido passadas por um policial visivelmente emprenhado em fazer com que elas tivessem um uso político claro, de interferir no pleito de 1º de outubro.
A Folha também tinha a fita de áudio, que foi levada por sua repórter. A editora-executiva do jornal, Eleonora de Lucena, não quis responder por que omitiu as informações dessa fita, a nosso ver tão relevantes. Alguns dos quatro repórteres que receberam as fotos do delegado Bruno, ouvidos para esta matéria, disseram em defesa da tese de que o áudio não deveria ser divulgado, com o argumento de que o jornalista deve preservar o sigilo da fonte, com o que concordamos. Mas perguntamos a Eleonora: por que ela não deu a informação de que se tratava de uma intervenção política no processo eleitoral, publicando os trechos da fita de áudio, que tornam isso explícito, mas sem citar o nome da fonte?
O mais curioso, para dizer o mínimo, é que a Folha publica, junto com as fotos do dinheiro, uma matéria (“Imagens foram passadas em sigilo à imprensa”) na qual conta o que o delegado Bruno disse depois, na tarde do mesmo dia 29, ao conjunto de jornalistas, na frente da PF. No texto, assinado pela repórter do jornal que recebeu as fotos de Bruno pela manhã, se diz: “O delegado Bruno disse, ontem, em coletiva à imprensa, q2ue o CD com as fotos havia sido furtado de sua sala, na PF – e que ele estava sendo injustamente acusado de ter repassado o material aos jornalistas”. Pergunta-se: qual é o sentido de publicar uma informação que a jornalista sabia que é evidentemente mentirosa e, no caso, ainda ajudava o policial a tentar enganar a própria imprensa?
O Estado de S.Paulo do dia 30 publica a mesma foto, das notas em posição de sentido. E com um texto, assinado por Fausto Macedo e Paulo Baraldi, ainda mais incrível, também para dizer o mínimo. O texto é praticamente uma diatribe contra o PT e em defesa de José Serra. Diz que a publicação das fotos é a abertura “de um segredo que o governo Lula mantinha a sete chaves”. Diz que o dinheiro vinha de quem “pretendia jogar Serra na lama dos sanguessugas”. É também uma espécie de defesa do delgado Bruno, em favor do qual são ditas algumas mentiras. O texto diz que as fotos foram feitas por “um policial da Delegacia de Crimes Financeiros (Delefin)”, na sexta-feira dia 15 de setembro. E que o delegado Bruno comandou uma perícia nas notas, a serviço da Polícia Federal, na sala da Protege AS, Proteção de Transporte de Valores, em São Paulo. De fato, como se saberia no mesmo dia 30 em que o texto de Macedo e Baraldi sai publicado, as fotos foram feitas pelo próprio delegado Bruno, depois de enganar os peritos que analisavam as notas, dizendo-se autorizado pelo comando da PF. Pela infração, o delegado está sendo investigado por seus pares.
Tanto o Estado como a Folha dividem a primeira página do dia 30 entre a notícia das fotos do dinheiro e uma outra informação espetacular: a da queda do Boeing de passageiros da Gol com 154 pessoas, depois de um choque com o Legacy da Embraer, o jatinho executivo a serviço de empresários americanos. No dia 29, no Jornal Nacional, da Globo, no entanto, não há espaço para mais nada: a tragédia do avião da Gol não entra; o noticiário eleitoral, com destaque para a foto do dinheiro dos petistas, é praticamente o único assunto.
É uma omissão incrível. O Boeing partiu de Manaus às 15h35, hora de Brasília. Deveria ter chegado a Brasília às 18h12. Quando o JN começou, a notícia do desastre já corria o mundo. No site Terra, por exemplo, às 20h10 uma extensa matéria já noticiava que o avião da Gol havia desaparecido nas imediações de São Félix do Araguaia, na floresta amazônica; e a causa apontada era o choque com o avião da Embraer.
Qual a razão da omissão do JN? A emissora levou um furo, como se diz no jargão jornalístico, ou decidiu concentrar seus esforços no que lhe pareceu mais importante?
Qualquer que seja o motivo, o certo é que a questão da divulgação das fotos mobilizou a cúpula do jornalismo da tevê dos Marinho. Como vimos, Bruno fora informado pelos jornalistas que Bocardi, da TV Globo, estava entre os jornalistas diante da PF no dia 29. Bocardi é Rodrigo Bocardi, repórter da TV Globo, que atendeu Carta Capital com muita má vontade. Disse que a matéria acabara sendo apresentada por César Tralli e não por ele; e não quis dar mais informações. De alguma forma, no entanto, tanto a fita de áudio como a conversa de Bruno com os jornalistas quanto ao CD com imagens do dinheiro foram passados à chefia de jornalismo do JNem São Paulo e de lá foram levadas a Ali Kamel, no Rio.
Kamel é uma espécie de guardião da doutrina da fé, o Raztinger da Globo, como dizem ironicamente pessoas da organização dos Marinho, que criticam o excesso de zelo deste que é um editor em última instância de todo o noticiário político da emissora carioca. A crítica lembra o papel do cardeal Joseph Raztinger, atualmente papa Bento XVI, no papado de João Paulo II.
Compreende-se por que a decisão sobre o que fazer com o áudio e com as fotos tivesse de ser tomada pelas mais altas autoridades da emissora. Se divulgasse o conteúdo exato das duas informações, a Globo estaria mostrando que o delegado queria usar a emissora para os claros fins políticos que manifesta e que a emissora tinha feito a sua parte nesse projeto. A saída de Kamel – aparentemente, segundo relato de terceiros, ouvidos por Carta Capital, já que ele mesmo não quis se manifestar – foi a de omitir qualquer referência à existência do áudio: “Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos, não a temos”, teria dito Kamel. A informação complicava a Globo. A informação sumiu.
Mais iinformações na revista Carta Capital desta semana.
Da Carta Capital , Postado pelo blogodita DJ MOisès
Os tucanos enlouqueceram ou tiveram recaída aristocrática?
Na propaganda tucana no horário eleitoral ontem à noite, apareceu a afirmação de que Alckmin é "sangue bom, boa pessoa, competente, joga limpo, manda bem". Alguém poderia me explicar qual é o significado dessa expressão "sangue bom" que não seja racismo puro? O que deu nos tucanos?
Já na entrevista ao Valor Econômico na sexta-feira passada, o coordenador do programa de governo de Alckmin, João Carlos de Souza Meirelles, dizia que Geraldinho representa um "sujeito sempre decente, limpo, direitinho, com cara higiênica, barbeadinho, tudo certinho, sempre arrumado, nunca está estrupiado". Os tucanos enlouqueceram ou estão tendo uma recaída aristocrática e racista? Isso mesmo, acredite se quiser.
Pesquisas divulgadas hoje confirmam vitória de Lula
PesquisaIbope, divulgada há pouco pelo Jornal Nacional, ouviu 3.010 eleitores anteontem e ontem. Margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Total de votos
Lula - 52%
Alckmin - 40%
Brancos e nulos - 4%
Indecisos - 4%
votos válidos, descontados nulos, brancos ....
Lula - 57%
Alckmin - 43%
O governo Lula é considerado ótimo e bom por 45% dos entrevistados (eram 44% e 43% nas duas pesquisas anteriores); regular por 33% (antes, 35% e 36%) e ruim e péssimo por 20% (antes, 21% e 20%).
Pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada pelo Jornal da Band:
Lula - 51%
Alckmin - 41 %
Considerando somente os votos válidos
Lula 55%
Alckmin 45 %
Postado com muita satisfação pelo blogodita DJ Moisés
Picolé,sente o golpe e como sempre, sai de fininho
Alckmin recebe críticas de Suplicy por seu comportamento em debate
EPAMINONDAS NETO da Folha Online
O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu críticas nesta quinta-feira do senador reeleito Eduardo Suplicy (PT-SP) por seu comportamento no debate do último domingo, na TV Bandeirantes.
Ambos conversaram com a imprensa após a missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (167 km a nordeste de São Paulo).
Durante a conversa, Suplicy fez críticas diretas e indiretas ao tucano. "Espero que ambos [Lula e Alckmin] possam estar no próximo debate como dois irmãos diante de sua mãe", afirmou.
Questionado sobre seu pedido durante a missa, o senador respondeu: "Meu pedido é que ambos os candidatos venham a ter um debate esclarecedor, onde cada um possa trazer para o povo brasileiro a melhor luz".
Suplicy também "corrigiu" uma crítica de Alckmin ao programa Bolsa Família e que supostamente não exigiria contrapartida. "Eu só pediria para ele ler com atenção a Lei 2.836, que, diferentemente do que ele disse no debate, exige contrapartida."
O senador ainda afirmou que foi testemunha que Lula e Alckmin já tiveram "conversas mais construtivas e do interesse público". "Eu torço muito para que isso aconteça no próximo debate."
Vossa imagem surge limpa e à salvo das calúnias baixas, V. Ex.a. conquistou o coração de vosso povo. V. Ex.a. fulgura na festa democrática da Pátria e está preparado para presidi-la uma vez mais, com dignidade e garbo, como atesta o apreço dos eleitores e o justo reconhecimento internacional a um Brasil que cresce com justiça e auto-respeito.
Quem, como V. Ex.a, poderia melhor cuidar do Brasil, quem teria a sensibilidade, a competência e o respeito para tratar as demandas sociais, as pressões que provém das camadas mais necessitadas e buscar atendê-las de maneira gradual e possível, sem perder o controle das circunstâncias econômicas, sociais e administrativas ou conjunturais da realidade que vivemos?
Imaginemos, por um só momento, o candidato da oposição, parlamentando com o MST, com os sindicatos, com outros movimentos sociais. Quem o representaria: o comandante da Polícia Militar? Ou o pitbull que ainda é secretário da segurança pública do estado de S. Paulo?
Com o PCC é outro papo, trata bem, negocia e faz acordos. Isso é que é experiência! Competência! Choque de gestão!
E os grevistas, como seriam tratados? Como os petroleiros, no início do período FHC?
E às pressões internacionais? E às pressões dos amigos e assessores, para privatizar, privatizar, privatizar? E a abortar os projetos sociais?
Quem, como V.Exa., teria a habilidade para resistir às pressões, mais fortes ainda, das camadas que se acostumaram através dos séculos a tudo ter e a tudo poder e que estão inconformadas com a perda desse poder, sem recorrer à violência, à truculência, à ação policialesca ditatorial e brutal? Ou ao conchavo, à subordinação abjeta, à corrupção, à concessão desbragada à custa do Tesouro?
Permita-me que, em gratidão pelo trabalho que V. Ex.a realiza pelo bem do povo brasileiro, que vos diga que a estrela da pátria, tão feliz desde vossa posse, está ameaçada pela mais vergonhosa e imperdoável traição.
Ah, todos os que se juntam às práticas da baixa política, à volúpia do poder, aos amigos da inquisição e da tirania, à malandragem, à desonestidade, à ambição desmedida, à imaginação enlouquecida, ao rancor, aos sonhos de, como caudilho militar, meter as botas na nação, querem extinguir nas gargantas os gritos de “verdade” e “justiça”, sob o pretexto mentiroso e sacrílego, de saber “o que é melhor para o país”.
É um crime que se apóia na imprensa corrupta e corruptora, que se faz defender pela canalha de aluguel, como os Reinaldos, os Mainardis, as Leitões, canalha que, insolente, se vê triunfante, devido a imunidades indevidas e à impunidade que, ainda, impossibilitam obrigá-la a comprovar o que afirmam.
É um crime que envenena às crianças, aos jovens, aos mais simples, que exaspera as paixões com o preconceito, o ódio e a intolerância.
É um crime que faz com que grande parte do esforço do governo a favor do povo e da Nação se perca nos meandros e disputas mesquinhas dos interesses primários e subordinados de parlamentares e seus asseclas ou seus mandantes.
É um crime que faz com que grande parte dos brasileiros ainda moureje e sofra na miséria, devido à insensibilidade dos que detém o poder econômico e a capacidade de acumular.
É um crime que se consubstancia no bloqueio e no travamento do processo legislativo, em manobras escusas e espúrias, a dano do mais alto interesse da pátria, para satisfazer às mesquinharias e às ambições politiqueiras de grupelhos e clãs de âmbito nacional ou de província.
É um crime que merece reprovação, que merece julgamento, que merece ser castigado e que o será, sem dúvida, pelo voto dos brasileiros que os banirá da vida pública.
EU ACUSO a chamada “grande imprensa” brasileira, notadamente os grandes jornais das capitais – O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, Correio Brasiliense, Diário de Minas etc., e revistas semanais de informação e “opinião” (Veja et alii) de pregação e associação criminosa e apoio à tentativa de desmoralizar à presidência de república e ao presidente em exercício, de maneira a justificar o golpe contra as instituições e contra o Brasil e o povo brasileiro;
EU ACUSO os líderes e candidatos da oposição (Jereissati, Heráclito, Virgílio, A.C. Magalhães, Pauderney, Jorge, Serra, Alckmin, Dias e outros menos expressivos) de mentir, de pregar e tentar instaurar a desordem, o pânico e o golpe contra as instituiçõese contra a vontade popular;
EU ACUSO lideranças irresponsáveis de empresários comerciais, industriais, financeiros, de meios de comunicação e assemelhados, de conspiração criminosa com as demais categorias já acusadas para a subversão da ordem e para o descumprimento da vontade popular expressa nas urnas;
EU ACUSO a toda esse escumalha de se compor para tentar tornar impossível governar o Brasil e justificar atos de ruptura institucional, legal e da ordem pública;
EU ACUSO a toda essa quadrilha de provocar prejuízos morais e econômicos imensos e irrecuperáveis aos interesses do Brasil e de seu povo;
EU ACUSO a todos esses de TRAIÇÃO e de CRIMES contra a nação e o povo brasileiros.
Quanto às pessoas físicas que acuso, não os conheço, não os vi jamais, não tenho contra elas rancor ou ódio. Não são para mim mais que entidade voltadas para o maligno no social. As acusações que faço aqui são um meio ativo e cidadão de trazer à luz a verdade e a justiça. Não tenho mais que uma paixão, aquela do esclarecimento, em nome da humanidade que sofre tanto e que tem o direito viver bem e em paz. Meu protesto inflamado não é mais que o grito de minha alma.
Albano Fonseca.
(Zola... mesmo as coisas menores que tenha escrito, têm muito que ensinar... que dizer, então, das coisas maiúsculas, da “opera magna”, quando todo seu espírito de homem e de humanista vem à tona, se manifesta indicando o caminho... é esse caminho que temos que trilhar agora, é dessa lição que nos apropriamos e fazemos nossa, para promover tudo aquilo que Zola buscava, a verdade... a justiça... o amor...)
Escrito por Albano Fonseca para o Rede da Legalidade,postado pelo blogodita DJ MOisés
Vedoin diz que deu propina a Abel, que liberou R$ 3 milhões
Está na Folha (para assinantes) de hoje: Luiz Antonio Vedoin, acusado de ser o chefe da máfia dos sanguessugas, disse à Justiça que o empresário Abel Pereira, depois de receber propina, liberou R$ 3 milhões em verbas do Ministério da Saúde em 2002, quando a pasta era chefiada por Barjas Negri (PSDB), amigo de 30 anos de Abel Pereira. Barjas Negri estava no cargo porque sucedeu o também tucano José Serra, que saiu para ser candidato a Presidente e derrotado por Lula em 2002.
A Justiça já determinou a quebra dos sigilos de Abel Pereira. Segundo a Folha, "Vedoin diz acertou pagamento de propina de 6,5% a Abel por verba liberada. Ele afirma ainda que Abel indicava empresas em cujas contas deveria ser depositado dinheiro. Ele apresentou quatro comprovantes de depósitos de dezembro de 2002 a janeiro de 2003, que somam R$ 183,5 mil, além de três cópias de cheques".
Esses documentos são os mesmos que saíram na revista IstoÉ, quando Vedoin disse que o esquema das ambulâncias era "mais fácil" na gestão dos tucanos Serra e Barjas Negri. É também a parte do tal dossiê que o PSDB, Serra e Geraldinho não queriam que fosse investigada. Parece que o assunto não vai ficar parado, pelo menos na Justiça – deveria, como já disse, ser aprofundado na CPI dos sanguessugas, assim como as acusações contra o senador Antero Paes de Barros (PSDB). A conferir.
Extraído do blog do Zé Dirceu, postado pelo blogodita DJ Moisés
"Partido prepotente", que "não gosta de dividir o poder". A crítica, vinda do Partido da Frente Liberal (PFL), contém um elemento inusitado. O alvo dos ataques é o PSDB, tradicional aliado político desde 1994. O deputado estadual José Caldini Crespo (PFL), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, afirma que "tucanos xiitas" relutam em aceitar o PFL como "efetivo parceiro", segundo a Agência Carta Maior.
Crespo é autor do requerimento para a formação de CPI com a finalidade de auxiliar o Ministério Público na investigação de 973 contratos irregulares firmados pela administração estadual entre 1997 e 2005, durante a gestão Covas e Alckmin. Todos os contratos foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Metrô (Companhia do Metropolitano), Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) e Banco Nossa Caixa (NCNB) foram os setores da administração estadual que mais irregularidades cometeram. Crespo estima que o prejuízo ao tesouro paulista pode chegar a R$ 2 bilhões.
Em entrevista à Carta Maior, Crespo explica a maior crise da história da aliança PSDB-PFL. Leia a íntegra:
CM - É o caso de ruptura?
CC - Pelo menos neste ano, não. Nossa insatisfação não é no campo ideológico e programático. O PSDB tornou-se, cada vez mais, um partido que não quer dividir o poder. Quando surgiu um primeiro momento delicado, cadê os tucanos? Sumiram. Covas e Alckmin vinham dizendo que não havia PCC, que era um problema lá do Rio de Janeiro. Se fosse há dez anos atrás, você poderia resolver o problema com menos dificuldades. Esse foi o desabafo do professor Lembo. Quando estávamos ao lado deles, nos desgastando, eles mal agradeceram. Agora, em que poderiam estar do nosso lado, eles desapareceram. Nem telefonema deram. Se os tucanos não tomarem um banho de humildade, a ferida vai aumentar e um dia poderá haver uma ruptura.
CM - Como o PSDB conseguiu barrar todos os pedidos de CPIsem São Paulo?
CC - O problema deles é a prepotência de boa-fé. Estão no governo há tanto tempo, que se consideram acima de qualquer suspeita. Isso não é verdade. Eles não são melhores que nenhum partido. Sou autor de uma dessas solicitações de CPI. Ela deve ser instalada, doa a quem doer, porque se ela for leviana, a sociedade e a mídia vão perceber, então a própria CPI será condenada. O regimento prevê que só possam existir cinco CPIs simultaneamente. Nós não temos nenhuma! A prepotência do PSDB nestes últimos anos coincide com a eleição do Rodrigo. No governo Covas os tucanos ainda não eram tão prepotentes. Tínhamos algumas CPIs que levantaram suspeitas sobre atitudes deles. Mas essa prepotência aumentou de tal forma, que eles realmente estão acreditando que são melhores do que os outros. Alguém tem de mostrar para eles. Nós estamos tentando, mas eles estão no poder. O Lembo está terminando um governo eleito há três anos atrás. Não seria ético ele fazer uma mudança radical. Equipes de tucanos estão lá, algumas vezes, trabalhando em favor de Alckmin, e não de Lembo.
CM - Quais as denúncias que justificam a instalação da sua CPI?
CC - Acabei me tornando, em razão da eleição do Rodrigo, o presidente da comissão mais importante da Casa, a Comissão de Finanças e Orçamento. Chegando lá, descobri estantes lotadas de processos do Tribunal de Contas, cuja função é analisar contratos de repartições estaduais. Eram quase mil documentos sobre irregularidades que estavam escondidos. Então, dei parecer em todos eles e os despachei para o Ministério Público, pedindo providências cíveis e criminais cabíveis. Na CDHU, principalmente, estavam as estripulias do senhor Goro Hama. Elas foram tão grandes, que o governador Covas, que o queria tão bem, deu sumiço nele. O Goro Hama não foi punido. Nem sei se ele mora no Brasil ainda. São 973 contratos irregulares levantados pelo TCE. Por que isso nunca veio a público? Porque o caminho eram os contratos irregulares levantados pelo TCE, mas os tucanos sempre mandaram na Assembléia. Não dá pra dizer que foi uma falha. É crime. Há todas as provas, são calhamaços de meio metro de altura, em cada um desses processos.
CM - Há desvio de verbas?
CC - Há superfaturamento e irregularidades na licitação. Algumas vezes, não se fez a licitação como deveria, outras vezes a licitação favorece uma empresa em relação à outra, o que também é crime. Em outros casos você superfatura, há aditivos maiores que 25%. Não sei qual vai ser a atitude do Geraldo Alckmin se a CPI for instalada e chegar nos seus resultados. De duas uma: ou ele assume pra si, ou vai dizer que não sabia de nada, vai colocar a culpa em alguém, o que também é possível. Que o governo dele cometeu crimes, cometeu, tenho certeza disso.
CM - O ex-governo Alckmin foi mal assessorado ou praticou atos de corrupção?
CC - Houve corrupção dentro do governo Alckmin. Pelo menos 973 casos garanto que teve, porque foram os que eu analisei. Agora, se o governador estava envolvido ou não, por enquanto não posso dizer. Por isso estou pedindo uma CPI.
PERNAMBUCO: IBOPE APONTA CAMPOS COM 61% DOS VOTOS VÁLIDOS
Pesquisa Ibope sobre o segundo turno da eleição ao governo de Pernambuco, divulgada ontem pela TV Globo, mostra o candidato Eduardo Campos (PSB) com 61% dos votos válidos, contra 39% de José Mendonça Filho (PFL). No segundo turno, Campos recebeu o apoio de Humberto Costa, candidato do PT derrotado na disputa estadual, e também do PTB.
“ - Non pasarán! – os mineiros têm a obrigação de dizer. A trajetória política do Lula serviu para provar que a alma humana é que atrapalha todos os mais nobres planos de salvação de um povo. A verdade é que ninguém, mas ninguém mesmo, ama o povo. É tudo conversa.”
“As pessoas se movem em torno do poder e só depois é que descobrem uma causa para justificar sua luta por ele (o poder). Enquanto o ser humano, como indivíduo, mover-se em função do rancor, da carência afetiva e da inveja, não haverá possibilidade de êxito para qualquer causa coletiva.”
“Mas isso é outra história. O Luis Fernando Veríssimo descobriu a pólvora: Lula é o sertão – vejam sua vitória no Norte e Nordeste; na alma do povo ele é mais de lá do que de São Bernardo – e o Alckmin é da Daslu.”
“Delenda Daslu! Não é possível que nós, mineiros – depois de termos cometido o erro que o Itamar cometeu, este de inventar essa deletéria figura do Fernando Henrique – vamos agora eleger o Alckmin.”
“ - Um erro, nós admitimos, dois, não. – como diria o macaco que não devolveu o troco a mais na primeira compra e exigiu o troco a menos na segunda.”
Artigo de Ziraldo para o jornal mineiro O Tempo, em 7 de outubro.
Lu Alckmin levou pitbull para passear de helicóptero: Despesa paga pelo povo
A família de Geraldo Alckmin usou um helicóptero do governo de São Paulo para levar um cachorro de estimação em passeio até Campos do Jordão, residência de descanso oficial do governo.A revelação foi feita à Folha em abril por dona Renéa, mulher do governador Cláudio Lembo (PFL-SP) e primeira-dama do Estado. Ela mostrava à colunista as dependências internas do Palácio dos Bandeirantes para um perfil que seria feito sobre o governador.
Ao passar pelo canil do Palácio, dona Renéa lembrou de Tito, o pitbull da família Alckmin. E relatou a vez em que viajou com o pitbull no helicóptero do governo. "Fui com ela [a ex-primeira-dama Lu Alckmin, mulher do candidato à Presidência] para Campos do Jordão. O pitbull foi junto. Ele botava o rabo no meu colo. Dava um medo...", disse a atual primeira-dama. A informação nunca foi desmentida por Lu.
Postado pelo blogodita DJ MOisés, com informações da Folha de São Paulo
Tática suicida do Chuchú à vinagrete derrete picolé
Lula amplia para 11 pontos a vantagem sobre Alckmin
Após debate, tucano sofre perdas em vários segmentos e nas regiões Sul e Nordeste
Entre pesquisa realizada na sexta passada e ontem, Alckmin perdeu 9 pontos entre os eleitores que votaram em Heloísa Helena
FERNANDO CANZIAN DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou de 7 para 11 pontos a vantagem sobre o seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), no segundo turno da eleição presidencial, revela pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país. Neste levantamento, o primeiro após o debate na TV Bandeirantes no domingo e o segundo realizado na reta final da eleição, Lula oscilou de 50% para 51%, considerando o total de votos declarados pelos eleitores. Alckmin caiu três pontos, de 43% para 40%. Considerando os votos válidos, Lula oscilou de 54% para 56% e Alckmin, de 46% para 44% ambos dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos votos válidos, portanto, a diferença entre os dois adversários aumentou quatro pontos. Subiu de oito no último dia 6 de outubro para 12 agora. Vencerá a eleição no próximo dia 29 quem conseguir mais de 50% dos votos válidos. A pesquisa revelou ainda que Lula e Alckmin tiveram desempenho semelhante no debate de domingo. Para 43% dos que viram o debate, o tucano venceu. Lula foi o melhor para 41%. Mas Alckmin perdeu mais pontos nos segmentos que deram mais audiência e repercussão ao evento. (Quem sabe no próximo , ele apresenta pelo menos uma proposta de Governo ao invés de se comportar como "policial", como fez no último debate, desrespeitando a instituição da Presidência da República e o povo interessado, com afirmações e denúncias exdrúxulas)
Perdas em várias frentes O levantamento captou uma diminuição das intenções de voto em Alckmin em vários segmentos importantes do eleitorado e nas regiões Sul (onde o tucano ainda vence por larga margem) e no Nordeste (onde Lula já liderava). O tucano também sofreu um significativo "desembarque" dos eleitores da terceira colocada, Heloísa Helena (PSOL), que pretendiam votar nele. Entre a pesquisa realizada na sexta passada e a de ontem, Alckmin perdeu nove pontos percentuais entre os ex-eleitores de Heloísa Helena (tem 39%), enquanto Lula ganhou quatro (foi a 36%). O restante se dividiu entre brancos/nulos e indecisos. Na região Sul, a única onde o tucano está à frente de Lula, Alckmin perdeu três pontos e Lula ganhou cinco. No Nordeste, o petista ganhou mais quatro pontos, enquanto Alckmin perdeu também quatro. O tucano também perdeu oito pontos entre os eleitores com idade entre 25 e 34 anos (cerca de 24% do eleitorado), enquanto Lula ganhou cinco. O ex-governador de São Paulo acumulou ainda perdas entre os eleitores mais escolarizados e de maior renda, justamente os segmentos onde a audiência e o acesso às repercussões do debate foram maiores, segundo o levantamento. Os eleitores que ganham mais de 2 salários mínimos no Brasil representam 52% do total do eleitorado. Segundo a pesquisa, Lula ganhou e Alckmin perdeu pontos em todas as faixas de renda familiar mensal acima dos dois mínimos. Entre os eleitores que recebem entre 5 e 10 salários mínimos, por exemplo, Lula cresceu de 41% para 45% (mais quatro pontos), enquanto Alckmin caiu de 51% para 48 (menos três pontos). Já entre os com ensino médio (cerca de 39% do eleitorado), Lula ganhou quatro pontos e Alckmin perdeu cinco. Entre os com ensino superior, o petista oscilou positivamente dois. O tucano perdeu três. A pesquisa revelou também que 89% dos eleitores de Lula souberam dizer corretamente o número que devem digitar no dia 29. Entre os eleitores de Alckmin, 79% responderam corretamente qual é o número do candidato do PSDB a ser digitado na urnas. (Mas os eleitores do Alckimin não são os mais inteligentes ?)
Extraído da FSP, postado e remixado com textos em vermelho pelo blogodita DJ MOisés
Entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, a semana dos ataques do PCC, 492 pessoas foram mortas por armas de fogo no estado de São Paulo. A polícia admite 126 mortes em confronto direto e a Ouvidoria encaminhou para investigação outros 71 casos de autoria desconhecida. Os laudos de muitos dos 295 restantes nunca foram divulgados, porém sabe-se que a maioria não tinha antecedentes criminais, e eram negros ou pardos, e pobres. Tudo indica a presença de grupos de extermínio comandados pela polícia. Suspeita-se que a resposta violenta da polícia aos ataques do PCC tenha sido uma maneira de mostrar serviço à sociedade e salvar a candidatura de Geraldo Alckmin. Um massacre sem precedentes e, até hoje, 5 meses depois, sem esclarecimentos. E a mídia silenciou. Foi tudo acobertado? Confira um trecho da reportagem “Mean Streets of São Paulo“ realizada pela Produção do Programa Dateline, do canal SBS da Austrália, que causou comoção naquele país, e tire as suas próprias conclusões – quem é o verdadeiro culpado?
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, é um dos homens mais ricos do mundo. Ele fez a fortuna com um produto que ajuda as pessoas a ficarem ricas: é o serviço de informações econômicas que leva seu nome, “Bloomberg”. prefeito da cidade duas vezes, sem usar dinheiro público – torrou o próprio (clique aqui para ouvir). Não há nada mais capitalista que Bloomberg.Bloomberg, porém, é daqueles capitalistas espertos. Muito espertos. Que sabem que se o sistema capitalista for bom só para os ricos vai pro brejo.Ele está preocupado com o número muito grande de pobres em Nova York. Por isso, resolveu fazer o quê?Aplicar o “bolsa-família” em Nova York.
Segundo o colunista Bob Herbert, do New York Times, onde li a informação, a beleza do “bolsa-família” é que ele tem condicionalidades: a mãe só recebe o dinheiro se a criança for à escola e se submeter a tratamento médico. Fiquei abismado com a informação: mas, não tem gente no Brasil que diz que o “bolsa-família” é o atraso, que não tem “saída”: quem entra nele não sai mais; que é anti-capitalista, porque é “assistencialista”? O Michael Bloomberg, positivamente, não tem nada a aprender com os “capitalistas” brasileiros.
Ainda bem que Geraldo Alckmin disse e repetiu que não vai acabar com o “bolsa-família”, se for eleito.Não pretende fazer como um governador do Rio, Moreira Franco, que se elegeu porque disse, entre outras coisas, que ia continuar com o Brizolão. E fez tudo para acabar.Hoje, Moreira Franco é um político que tem a mesma propriedade do Jorge Bornhausen: faltam-lhe votos. E todos os candidatos a governador do Rio, em 2006, no debate promovido pela TV Record, elogiaram o Brizolão...Quem sabe o Bloomberg faz um Brizolão no Harlem?
Marta afirma que novo Datafolha mostra vantagem maior de Lula
Por Carmen Munari
SÃO PAULO (Reuters) - A ex-prefeita petista de São Paulo Marta Suplicy afirmou que a pesquisa do Datafolha, realizada nesta terça-feira, mostrou um aumento na vantagem do presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).
"Vocês estão preparados para o Datafolha? O Lula cresceu 4 pontos", disse Marta em um encontro de Lula com movimentos sociais e políticos, na capital paulista, referindo-se à diferença favorável a Lula.
Segundo ela, a nova pesquisa mostra o petista com 56 por cento dos votos válidos contra 44 por cento de Alckmin.
A nova pesquisa do Datafolha está prevista para ser publicada na edição de quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo, mas é comum as equipes dos candidatos receberem os números com antecedência.
Se os dados forem confirmados, a vantagem de Lula terá passado de 8 para 12 pontos percentuais, considerando-se os votos válidos, que excluem nulos, brancos e eleitores indecisos. Levantamento do instituto, divulgado na última sexta-feira, mostrava o presidente com 54 por cento dos votos válidos e o tucano com 46 por cento.
Considerando a margem de erro tradicional dos levantamentos nacionais do Datafolha, de 2 pontos percentuais, esses números mostrariam que os dois candidatos tiveram variações no limite da margem de erro, mas enquanto Lula oscilou para cima, Alckmin o fez para baixo.
Segundo o registro feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o instituto deveria ouvir 3 mil pessoas nesta terça-feira.
Texto da agência Reuters, postado pelo blogodita DJ MOisés
Depois de Elio Gaspari no domingo, hoje foi a vez de Gustavo Ioschpe (pág. A6) pedir desculpas por ter acusado Freud Godoy de estar envolvido na trama do dossiê dos Vedoin. É o segundo colunista da Folha que pede desculpas públicas. O jornal não deveria também se manifestar sobre o assunto?
Segundo o "Estado", "Defesa muda versão de Gedimar para o caso - Alegação agora é que ex-agente da PF foi coagido a citar nome de Freud". A ver.
Texto da coluna de 10/10/2006 de Marcelo Beraba, ombudman da Folha de São Paulo
No debate da Bandeirantes falou-se até demais do passado e muito pouco do futuro. Houve algum esforço de Lula para trazer à baila os planos de governo, mas em vão: Alckmin devastou a minha paciência com suas exaustivas referências ao seu respeito pelos eleitores por ter participado de debates anteriores, ao avião presidencial, ao famoso dinheiro destinado ao pagamento do famigerado dossiê, à pretensa ignorância do presidente em relação aos escândalos, e por aí afora. Ladainha insuportável. O debate, no entanto, não foi inútil, mostrou com notável clareza a diferença entre os dois cidadãos. O ex-médico Alckmin é velha guarda sem imaginação, o ex-metalúrgico Lula é um ser contemporâneo. Alckmin pretende demonstrar a incompetência do adversário, como presidente e indivíduo, e o acusa de ler as perguntas. Quem parece, porém, com boneco de ventríloquo é ele mesmo, na sua imitação implacável de Buster Keaton, nos seus desempenhos mais felizes. Falta-lhe um único, escasso resquício de senso de humor. Este não falta a Lula, que sabe usá-lo, conforme não pode ter escapado a quem não se deixa manipular pela mídia mais facciosa do mundo.
MÍDIA OMITE PASSADO DE BARJAS NEGRI Veja esquece de Jorginho, irmão de Barjas, e seus “favores” para o EMS,
o maior fabricante de genéricos
A revista Veja faz qualquer negócio para eleger Geraldo Alckmin presidente, nem que, para isso, seja levada a imitar FHC no “esqueçam o que escrevi”. A memória seletiva da revista esqueceu o que publicou quatro anos atrás sobre Barjas Negri e negócios suspeitos de seu irmão, “Jorginho”. O texto traz o dono do laboratório EMS, Carlos Sanchez, dizendo que “deu um presente em dinheiro” para Jorge Negri por ele “ter aberto as portas do Ministério da Saúde” ainda na gestão de José Serra. Na época, o colunista Cláudio Humberto publicou uma nota venenosa, como de costume, dando conta que “o papel de ‘Jorginho’ já foi documentado até em gravações telefônicas”. Os Negri foram vitais para a ascensão do EMS, que hoje é o segundo ou terceiro maior laboratório farmacêutico do Brasil.
O EMS, de Emílio Sanchez, seu fundador, nasceu como uma farmácia de Santo André, em 1950. Em 1964, tornou-se laboratório e, com os genéricos, viu seu faturamento multiplicar-se. A ajuda de “Jorginho” consistia em aproximar a empresa ao PSDB, então o partido do pode, e obter autorizações para a produção de genéricos antes dos demais, em um período – frise-se – que esses remédios começaram a concorrer com preço menor com os chamados “medicamentos éticos”, justamente os que podem ser comprados sem receita e de maior vendagem. “No auge de seu trabalho”, publicou a revista, “Jorge Negri conseguiu marcar uma audiência de Carlos Sanchez com o então ministro da Saúde José Serra, hoje candidato à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. A festa de inauguração foi um sucesso.”
Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba, reapareceu como um fantasma para o PSDB, por suas ligações com o empresário Abel Pereira, suspeito – e sob investigação da Polícia Federal – de ter sido beneficiado ilegalmente com dinheiro público com cheques assinados por Negri. Agora prefeito, ele se enroscou novamente com Abel Pereira, que esteve em Cuiabá para negociar, pelo PSDB, o dossiê fajuto dos Vedoin.
No debate da Bandeirantes, Lula lembrou Alckmin da existência da assombração. Não como secretário de Serra e depois ministro da Saúde, nem como prefeito, mas em outra circunstância. Barjas Negri foi secretário de Habitação de Alckmin. Saiu do cargo porque irregularidades apontadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) forçou sua demissão. Como prêmio de consolação, Bagri recebeu a estrutura e dinheiro do PSDB para eleger-se prefeito. A rapinagem na Cohab gerou mais de um escândalo nos doze anos de governo do PSDB e resultou em processos por improbidade na Justiça, mas, ao final, fortaleceu-se a regra de que, no Brasil, a punição da lei varia de acordo com os “subsídios advocatícios”.
O comportamento da revista Veja de simplesmente esquecer de mencionar Barjas Negri, em sua festiva edição pós-eleição, repete-se, em menor ou maior grau, em toda a mídia. No conjunto, a ideologia moralizante em voga mostra-se apenas como uma questão de conveniência. O discurso construído pelas notícias imprecisas e seletivas pretende transformar o candidato aliado da direita atrasada e corrupta como o paladino que vai nos libertar da bandalheira. Nada mais contraditório.
Empresas não têm ideologia, têm negócios. A mídia é poderosa e têm instrumentos para nos enganar, como mostram exemplos recentes da história. Seguem dois: o da edição do debate no Jornal Nacional, às vésperas da eleição Collor x Lula; e, noutra dimensão, o da Escola Base, onde as vítimas foram pessoas comuns. O engodo que agora pretendem nos passar é a de que a corrupção é de exclusividade do PT, onde se aninham bandoleiros chefiados por Luiz Inácio Lula da Silva. Não é bem assim. A mídia brasileira é a mais facciosa do mundo.
O laboratório campeão de genéricos… …adora pedir conselhos a “Jorginho”, o polêmico irmão do ministro da Saúde Alexandre Oltramari
Legenda da foto com prédio industrial no destaque: O laboratório EMS, no interior de São Paulo: inauguração cheia de tucanos
O mercado brasileiro de remédios genéricos, aqueles que fazem o mesmo efeito e têm a vantagem de ser mais baratos que os de marca, é uma promessa de potência. Desde que o Ministério da Saúde começou a autorizar sua circulação no país, em 2000, esse mercado só cresceu. Hoje, já fatura 250 milhões de dólares por ano, embora ainda responda por apenas 5% do comércio global de medicamentos. Estima-se que até 2003 a participação dos genéricos chegue a um terço do mercado e, com isso, seu faturamento salte para 1,6 bilhão de dólares. Na disputa por esse filé, já existe um campeão: o laboratório EMS, cuja sede fica em Hortolândia, no interior paulista.
Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, dos 574 genéricos já autorizados a circular nas farmácias brasileiras, o EMS é o fabricante de 95. Essas são as informações públicas e oficiais sobre o assunto. O que quase ninguém sabe é que nesse mercado circula um personagem polêmico. Chama-se Jorge Negri, 43 anos. Ele é irmão do atual ministro da Saúde, Barjas Negri.
Jorge Negri já teve vínculos com o laboratório EMS, o campeão nacional do pedaço. Há três anos, quando o EMS estava para inaugurar uma fábrica em Hortolândia, Jorge Negri foi genericamente acionado para atrair autoridades tucanas à festa. Nessa missão, ele levou o empresário Carlos Sanchez, dono do EMS, para encontros importantes. Em São Paulo, abriu as portas do gabinete do então governador Mário Covas e de seu vice, Geraldo Alckmin. Em Brasília, foi com Sanchez ao gabinete de seu irmão, Barjas Negri, na época secretário executivo do Ministério da Saúde. No auge de seu trabalho, Jorge Negri conseguiu marcar uma audiência de Carlos Sanchez com o então ministro da Saúde José Serra, hoje candidato à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. A festa de inauguração foi um sucesso.
“Ele abriu as portas. Eu nunca tinha feito uma festa de vulto. Não tinha entrosamento político”, conta Sanchez.
“Não fiz contrato. Foi informal. Eu dei um presente a ele na ocasião. Um presente em dinheiro. Acho que foram uns 2 000 reais.”
Jorge Negri tornou-se amigo do maior empresário de genéricos do país. Nas freqüentes idas de Carlos Sanchez a Brasília, Jorge Negri acompanhou-o em algumas oportunidades. O empresário não se lembra de quantas viagens fizeram juntos. “Como é que eu vou contar quantas vezes estive com ele em Brasília? Estive uma p… de vezes. Não sei se foi uma, duas ou três!”, diz. O empresário faz questão de esclarecer, no entanto, que as visitas a Brasília com o irmão do atual ministro foram sempre para tratar, especificamente, da tal festa de inauguração em Hortolândia, e não por quaisquer outros motivos genéricos – mas até hoje o empresário telefona para Jorge Negri pedindo conselhos. “Ele liga pra mim e diz assim: ‘Jorginho, você sabe como eu faço isso, como eu faço para conseguir?’. Mais nada. A gente só troca idéia por telefone. Não sou funcionário dele”, conta Jorge Negri. Barjas Negri lembra-se de ter recebido o empresário, levado por seu irmão, mas também diz que foi para falar da festa de Hortolândia. “Não acredito que meu irmão faça lobby. Não tenho conhecimento disso”, afirma o ministro. Na agência responsável pela aprovação de genéricos, a Anvisa, há quem acredite.
Na semana passada, VEJA teve acesso ao conteúdo de uma fita cassete em que se ouve um diálogo. De um lado da linha está o diretor da Anvisa, Luiz Felipe Moreira Lima. A conversa ocorreu há cerca de dez dias. Existem trechos curiosos. Num deles, perguntado se Jorge Negri faz lobby para laboratórios, Moreira Lima responde o seguinte: “É. Disso não há dúvida. Ele vai lá, ciceroneia. Mas o que ele faz na hora que entra na sala e vai conversar, isso eu não sei”.
Em outro trecho, ao ser questionado sobre se o irmão do ministro seria sócio do laboratório EMS, o diretor da Anvisa é cuidadoso.
“Não, atuar assim como dono, isso eu não sei, não.” E atuar como lobista? “Isso é óbvio. Ele vai lá na Vigilância (refere-se à Anvisa) para reunião com empresário. Isso faz parte do trabalho dele, entendeu? É um trabalho de intermediação, né?”
Que Jorge Negri gosta genericamente de intermediar, não há dúvida. Em São Paulo, ele já se apresentou como assessor do Ministério da Educação. Tem até cartão de visita, com a função impressa: “assessor do ministro”. Consultado, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que se encontrava em Washington, advertiu: Jorge Negri não trabalha nem nunca trabalhou para ele.
- Privatização , de forma duvidosa , do BEMGE ( Banco do Estado de Minas Gerais ) , entre os anos 1996/98 , sob a batuta de Eduardo Azeredo (Governador PSDB) , cujas contas até hoje não estão aprovadas pelo Tribunal de Contas de MG . O comprador, Banco Itaú , usou recursos do PROER na aquisição . Até hoje é um dos maiores doadores nas campanhas tucanas , sobretudo de Azeredo e Aécio. Vide valores no site oficial do TSE , eleições de 2000, 2002 e 2004. O Senhor Marcos Valério , era funcionário de carreira do BEMGE , saindo para seguir sua vocação empresarial.
- Privatização , de forma surpreendente e duvidosa do CREDIREAL ( Banco de Crédito Real de Minas Gerais) , banco enxuto e lucrativo , vendido para o minúsculo Banco BCN , que era menor que o banco adquirido. Também usou recursos do PROER e meses depois da aquisição vendeu o tudo ao Bradesco. O Governador era Eduardo Azeredo (PSDB).
- Banco Rural , estreitas relações com Clésio Andrade , Presidente do PFL/MG , dono da SMP&B (à época) , tendo seu Presidente José Augusto Drumond (já falecido) , relações fortes com o tucanato mineiro. É doador das Campanhas de Aécio , Azeredo , Danilo de Castro , etc. , conforme consta oficialmente no site do TSE . A sede do Banco é em Belo Horizonte . O Banco não tem muito rigor normativo na concessão de créditos á DNA e SMP&B , conforme amplamente divulgado na imprensa. O elo importante entre o Banco Rural e o comando tucano é João Heraldo Lima , Diretor financeiro do banco. João Heraldo era Secretário da Fazenda no Governo Azeredo (1995-1998) , indo para o banco a seguir. O nome de João Heraldo consta na agenda da secretária Karina Somaggio , com indi cações de muitos encontros e contatos.
O outro elo de ligação é o publicitário Sérgio Esses (PSDB) , ex-diretor de Marketing do Banco Rural , ex-Diretor da SMP&B . A entrada de Sérgio no comando da publicidade do Governo Aécio Neves(PSDB) coincidiu com os reparativos da licitação , com verba de R$ 55 milhões para promover um governo cujo titular pode disputar a reeleição, o Senado ou mesmo a Presidência da Republica.
Durante o 2º mandato de FHC(PSDB) , o Banco Rural sofreu auditoria precária do Banco Central e remeteu entre abril/1996 a janeiro/2000 e promoveu evasão de divisas de R$ 4,8 bilhões , com remessas irregulares ao exterior (dados da CPI Banestado).
- Banco BMG , também um banco mineiro , muito próximo a Marcos Valério e o tucanato mineiro. Seu , dono , Ricardo Anes Guimarães , contribuiu como pessoa física às campanhas tucanas e as agências do banco são usadas para intensa movimentação de recursos da DNA e SMP&B.
- Usiminas – empresa em a SMP&B tem grande conta publicitária, sendo doadora das campanhas de Aécio , Azeredo , Roberto Brant (PFL) . O Presidente da empresa , Rinaldo Campos Soares , tem relacionamento pessoal com Aécio e é filiado do PSDB .
- SMP&B/DNA , empresa que controla a propaganda do Governo e principais estatais do Estado de Minas , necessitando de projetar sua atuação para todo o Brasil , devido ao " know how " adquirido em Minas. Pimenta da Veiga , teve o papel de nacionalizar a SMP&B , sendo Ministro das Comunicações ( responsável pelos Correios , Embratel , Sistema Telebrás , etc.) . Aí começou ...
Consta ação pública no STF pedido de ressarcimento ao Estado de Minas ( contra Azeredo) por pagamento por serviço não prestado pela SMP&B , superfaturamento , Enduro da Independência , evento promovido pelo Governador na época.
- GTECH , gigante multinacional de operações de jogos , obteve no Governo Azeredo a autorização para operar a Loteria Mineira . Diversas dúvidas pairam sobre o contrato e sobre seus termos aditivos , sem licitação . Foram abafadas no Governo Azeredo e Itamar Franco várias CPIs para investigar o contrato , que supostamente seriam fonte para Caixa 2 das campanhas milionárias de Azeredo / Aécio / PSDB . O Ministério Público de Minas analisa processo sobre supostas (possíveis irregularidades) . Ainda hoje o contrato está em vigor.
FIAT Automóveis – gigante montadora internacional de veículos , localizada em Betim , na Grande Belo Horizonte . É apoiadora importante das campanhas , doadora de dinheiro para Azeredo / Aécio / PSDB . Em 2002 , conforme notícias de jornal , disponibilizou para campanhas de Aécio Neves 290 veículos Pálio , zero quilômetro , para utilização por cabos eleitorais . O eventual pagamento pelo aluguel não consta da prestação de contas de Aécio ou Comitê do PSDB. . A FIAT aparece entre fiscais incineradas , emitidas pela DNA , possivelmente emitidas para justificar doações a partidos , não contabilizada.
Telemig Celular – outra empresa que a DNA tem a conta publicitária , entre os 3 maiores anunciantes do Estado de Minas. Teve notoriedade e ganhou espaço na gestão de Pimenta da Veiga(PSDB) como Ministro das Comunicações do Governo FHC . A abertura da exploração da telefonia celular , o processo de privatização das teles e a quebra dos monopólios foram conduzidas pelo Ministro. A Telemig Celular também é doadora de recursos para campanhas do PSDB. A Telemig Celular aparece entre fiscais incineradas , emitidas pela DNA , possivelmente emitidas para justificar doações a partidos , não contabilizada.
Estatais do Estado de MG : I - a venda de ações da estatal de energia elétrica , CEMIG , rentável e com ações valorizadas nas Bolsas , para grupo norte-americano (Southern Electric) , trouxe dúvida á sociedade brasileira. Novamente operação anti-CPI foi deflagrada na Assembléia Mineira . Até hoje nada foi esclarecido. Responsável pela negociação : Governador Eduardo Azeredo (PSDB) e o fiel escudeiro Djalma Morais ( atual presidente da empresa).
II – duvidosa operação de lançamento de ações , alteração de capital , etc. , na estatal COMIG ( Companhia Mineradora de Minas Gerais) , gerando lucros especulativos em poucos dias . Coordenadores da operação : Governador Eduardo Azeredo (PSDB) e Carlos Cotta (PSDB , à época) , Presidente da estatal.
Banco Itaú , adquirente do Banco Bemge , privatizado no Governo Azeredo (1994/98) em condições ultra vantajosas , com cláusulas leoninas em prejuízo ao erário público. Várias cláusulas com validade de 5 anos já venceram e foram prorrogadas sem licitação ( sob o beneplácito do Tribunal de Contas do Estado de MG , sob protestos na minoria da Assembléia Legislativa). Continua retribuindo os favores recebidos e contribuindo fartamente com as campanhas do PSDB e aliados.
Amazônia Celular e Brasil Telecom , do Grupo Opportunity . Tem publicidade administrada pela DNA , aparece nas notas fiscais incineradas , emitidas pela DNA , encontradas pela Polícia Federal .
Banco Bradesco , adquirente do minúsculo Banco BCN , que por sua vez comprou o Banco Credireal em leilão de privatização no Governo Azeredo . Contribui para campanhas do PSDB
Enviado por e-mail por Duda, postado pelo blogodia DJ Moisés
Eleição não é luta do bem com o mal. É comparação. Voto em Lula porque, a meu ver, seu governo melhorou o Brasil. Ele recebeu o país com uma agenda ditada pela direita, que reduzia quase tudo à política econômica, ou pior, à monetária e à fiscal; um país que, no fim de 2001, não cumpria mais o Orçamento, sem dinheiro nem para pagar passagens de ministros, com o dólar a R$ 4 e um risco-Brasil enorme. Ora, o governo de centro-esquerda foi capaz de acalmar a economia, de baixar o risco, de aumentar as exportações, enfim, de cumprir uma agenda econômica que não era sua prioridade, nem a dos movimentos populares, e isso sem privatizar nada, sem desfazer o patrimônio público. Mais, ainda: Lula colocou na política brasileira, de modo definitivo, uma agenda social importante. E com êxito. Segundo Maria Inês Nassif ("Valor Econômico", 24/8), o maior rigor em programas como o Bolsa-Família e os do Ministério das Cidades "desintermediou o voto da população pobre, que antes passava pelo chefe local". Se isso é certo, não há paternalismo na atual política de promoção social. Não adianta ficar inventando que Lula se proclamou "pai dos pobres". Alguns jornalistas dizem isso, mas nunca informam quando o presidente teria usado uma linguagem tão contrária a suas crenças para se referir a si próprio. Tudo indica que há menos paternalismo agora do que antes. É engraçado: quando se banhava de dinheiro o grande capital (empréstimos do BNDES a juros baixos para privatizar estatais), a opinião dominante chamava isso de progresso, mas, quando se dá dinheiro aos mais pobres, para comerem e se vestirem melhor, a mesma opinião dominante entende que dinheiro nas mãos de pobres não presta. Discordo disso. Quero uma sociedade democrática. Isso significa, em primeiro lugar, o fim da miséria, a redução da desigualdade social. No horizonte político brasileiro, não vejo força melhor que a coligação de esquerda para promover esse salto qualitativo. Ela tem sido capaz de melhorar as condições sociais com uma temperatura baixa de conflitos, ao contrário do que diziam seus detratores. O país não pegou fogo. O saldo do governo é positivo: a questão social está sendo bem orientada. Agora vamos à questão ética. No governo atual o procurador-geral não engaveta processos, a Polícia Federal age, CPIs funcionam. Já seu principal adversário impediu 60 CPIs de funcionar na Assembléia paulista, deixou uma política de segurança prepotente e ineficaz (porque acabamos sob o domínio do PCC) e uma política de educação que não é das melhores. Eleição é comparação. Não vejo no governo Alckmin superioridade ética sobre o governo Lula. Contudo, há satisfações que o PT deve à sociedade. Os escândalos mostram que ele é um partido mais "normal" do que imaginava ser. Humildade não faz mal. O PT tem seus defeitos. Deve contas ao Brasil. Tem de fazer uma faxina interna e punir quem errou. Mas, ainda assim, consegue governar melhor que os outros. Aliás, seria bom o país todo fazer um exame de consciência. Com o financiamento privado de eleições, a porta se escancara para a negociata. Deveríamos priorizar em 2007 a reforma política, com fidelidade partidária, condições mais equilibradas de financiamento às candidaturas e talvez até o voto distrital. Uma eleição não é uma guerra. Amanhã e sempre, teremos de conviver, quem votou em Lula ou nos outros candidatos. Precisa cessar o terror discursivo, a ameaça ao voto universal. Este é o segundo ponto em que desejo uma sociedade democrática. Democracia significa respeitar o discurso do outro. Nas eleições, as pessoas se exaltam, mas é desonesto deformar o que o outro disse. Muito do que hoje se conta sobre o PT ou sobre quem o apóia, como eu, é uma enorme caricatura. Isso amesquinha a política, que deve ser arena de adversários, não de inimigos. Esse clima envenenado não ajuda o de que mais precisamos, não nós da esquerda, mas nós brasileiros: construir alianças, trabalho em conjunto, convergências. A sociedade é maior que a política. O Brasil é maior que os partidos. A pequena ambição não pode erodir nossas oportunidades. Podemos enfrentar a miséria, melhorar a educação e a saúde, integrar os excluídos. Penso que Lula é o mais adequado, hoje, para dirigir o governo neste rumo mas penso também que este tem de ser um projeto de sociedade, e não apenas de governo. Não estamos, hoje, terceirizando a solução de nossos problemas. Estamos elegendo o mais apto a dirigir um esforço que deve ser maior do que ele e do que qualquer um de nós.
RENATO JANINE RIBEIRO , professor de ética e filosofia política na USP, é diretor de avaliação da Capes e autor de, entre outras obras, "A Sociedade Contra o Social - O Alto Custo da Vida Pública no Brasil" (Companhia das Letras)
Geraldo Alckmin quer levar o país à recessão e o governo federal à inoperância. Este é o sentido da proposta de ajuste fiscal feita hoje por seu assessor econômico, Yoshiaki Nakano, em entrevista. "Potencial ministro da Fazenda" de um eventual governo Alckmin, quer fazer um corte anual de R$ 60 bilhões - 3% do PIB ou 13% das receitas - no Orçamento Geral da União.
Após delarações de seu potencial ministro, Geraldo dá uma de ditador e tenta esconder as verdadeiras intenções do seu programa de Governo.
Alckmin desautoriza propostas de Nakano
O candidato tucano foi ainda mais categórico: "pelo (eventual) governo só falo eu" (
Raquel Massote (do Estadão)
BELO HORIZONTE - O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, desautorizou as recentes declarações do economista Yoshiaki Nakano, responsável pela elaboração da proposta de governo na área econômica do PSDB. O economista defendeu nesta terça-feira, em palestra na Fundação Getúlio Vargas, o equilíbrio entre o juro interna e as taxas externas, a fim de equilibrar a conta de capitais do País; um câmbio flutuante, porém administrado; o controle de capitais de curto prazo; e o corte nas despesas correntes em 2007 da ordem de 3% do PIB (R$ 60 bilhões).
Por isso Geraldo prefere dar uma de delegado e ditador ao invés de discutir seu programa de Governo.
Postado pelo blogodita DJ Moisés com textos extraídos do "Linha Aberta" e do Estadão
Por Altamiro Borges* A candidatura Geraldo Alckmin se encaixa perfeitamente nos planos políticos e eleitorais do Opus Dei na América Latina. Desde a sua chegada ao continente, nos anos 50, esta seita planeja ascender ao poder na região. O projeto ganhou ímpeto com a onda de golpes militares a partir dos anos 60. Seguidores do Opus Dei presidiram ou assessoraram várias ditaduras. Nos anos 90, com a avalanche neoliberal no continente, os tecnocratas fiéis a esta seita voltaram a gozar de prestígio. Agora, o Opus Dei torce e trabalha na “surdina” pela eleição de Alckmin.
Gasto de Alckmin em passagens supera preço do Aerolula
O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, gastou R$ 130 milhões com passagens aéreas e aluguel de veículos e aeronaves entre 2001 e 2005, quando governou o Estado de São Paulo. O valor, confirmado pelo Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do estado (Sigeo), seria mais do que suficiente para comprar um Airbus igual ao que ficou conhecido como Aerolula. Ou seja: em apenas quatro anos, Alckmin gastou com deslocamentos mais do que o valor de uma aeronave cujo tempo de vida é estimado em 30 anos.
O avião da polêmica decola do Aeroporto de Brasília
Mesmo assim, o ex-governador classificou a compra do avião como "dinheiro jogado fora", durante debate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, na TV Bandeirantes, e prometeu que se eleito privatizará a aeronave.
Segundo o Sigeo, as despesas do governo do Estado de São Paulo com locação de veículos e aeronaves cresceram 623,17% entre 2001 e 2005, passando de R$ 5,39 milhões para R$ 39,04 milhões. Com passagens, houve aumento de 118,5% nos gastos, passando de R$ 4,9 milhões para R$ 10,71 milhões no mesmo período. Embora Alckmin tenha dito que seu governo vendeu as aeronaves do Estado, as vendas não constam da relação de bens alienados na Assembléia Legislativa. Além disso, a proposta de Lei Orçamentária de 2007 prevê um valor de R$ 3,08 milhões para a manutenção de três aeronaves e uma quarta aparece na relação.
Brigadeiro da FAB explica a compra
A compra do Airbus Corporate Jetliner, batizado pela imprensa de "Aerolula", é resultado da aprovação de uma diretriz presidencial sobre o plano de reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB), datada de 13 de julho de 2000. Foi, portanto, definida durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
O contrato de aquisição, assinado em 9 de fevereiro de 2004, contempla, além da aeronave, peças de reposição, equipamentos de apoio no solo, publicações técnicas, treinamento operacional e de manutenção e a assistência técnica, perfazendo o total de US$ 56,7 milhões, ou R$ 122 milhões ao câmbio de hoje. O Airbus pertence à FAB e não à Presidência da República.
Em entrevista ao jornal O Globo, o brigadeiro da FAB Francisco Joseli Parente Camelo, coordenador das viagens internacionais da Presidência da República, disse que, entre fevereiro de 1999 a abril de 2001, o governo gastou US$ 5 milhões em aluguel de aviões para algumas das viagens internacionais do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"Com a média do número de viagens de Fernando Henrique e do presidente Lula, o que foi gasto com o novo avião vai estar pago em dez anos. Seu tempo útil de vida é de 30 anos. Foi um negócio excelente. O avião não é do Lula, é do Estado brasileiro", afirmou o brigadeiro ao jornal.
Marilena Chauí: Globo pode repetir 1989 e manipular debate
Por André Cintra, de São Paulo É preciso ficar atento à cobertura eleitoral da TV Globo, alerta Marilena Chauí. Em entrevista ao Vermelho, a filósofa da Universidade de São Paulo (USP) declarou-se especialmente preocupada com o último debate entre os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), que a emissora carioca promove em 27 de outubro.
Marilena: a mídia vai radicalizar
Marilena, uma das principais apoiadoras de Lula entre os intelectuais, evoca a manipulação da Globo nas eleições presidenciais de 1989. No segundo turno, Lula vinha em franca recuperação e caminhava para uma situação de empate técnico com o favorito Fernando Collor de Mello (PRN).
A um dia do pleito, porém, duas bombas minaram sua recuperação: a falsa denúncia (fabricada pela Polícia Federal) de que petistas estavam envolvidos com o seqüestro do empresário Abílio Diniz; e a reportagem tendenciosa do Jornal Nacional sobre o último debate entre os candidatos. Além de dar mais - e melhor - espaço a Collor, a edição mostrava Lula apenas sob pressão.
Na opinião de Marilena, a Globo permanece em xeque, e o risco de nova manipulação continua. Autora do recém-lançado Simulacro e Poder - Uma Análise da Mídia, a filósofa pestista acredita que os jornais intensificarão, neste segundo turno, a campanha anti-Lula, radicalizando as diferenças entre direita e esquerda. A isso se soma, segundo Marilena, a ação "repressiva e policialesca" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Confira seu depoimento, concedido ao Vermelho em São Paulo (SP), na segunda-feira (09/10), após um debate sobre os rumos da esquerda brasileira. A entrevista teve de ser rápida: do hotel onde o evento foi realizado, Marilena partiu direto para o hospital em que sua mãe está internada desde domingo, após uma "forte crise". (Em tempo: foi justamente por conta da internação da mãe que Marilena não conseguiu assistir ao debate na Band entre Lula e Alckmin)
Neste segundo turno, a mídia tende a radicalizar ainda mais o discurso anti-Lula e a pregação conservadora? Eu acho que sim. Tudo se torna mais acirrado, e a distinção esquerda-direita fica mais acirrada também. A mídia ganha os contornos que teve na eleição do Collor. Estou só esperando o momento em que vai haver o debate na Rede Globo - e a Rede Globo vai editar, transmitir uma edição do debate. Vocês eram muito jovens. Vocês não se lembram, vocês não sabem o que foi feito naquela ocasião.
Sabemos, sim (risos). Eu estou de armadura e lança em punho, porque estou esperando todas essas barbaridades.
Esta campanha não lhe pareceu extremamente concentrada na televisão, a ponto de impossibilitar o debate de propostas? O que eu acho é que, como o TSE passou a exercer uma atitude verdadeiramente repressiva e policialesca, o número de debates se reduziu muito - a discussão de idéias na rua, a presença da eleição no espaço público. No Brasil inteiro, com tanto receio de que houvesse uma repressão por partes dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) e do TSE, houve uma espécie de grande silêncio. Afora a televisão, nada mais acontecia. Penso que, nos próximos dias, essa situação poderá sofrer uma alteração, com a presença de uma militância mais aguerrida nas ruas. Eu fui informada, por dois colegas, das agressões que os petistas estão recebendo.
Aqui em São Paulo? Aqui em São Paulo, na Avenida Paulista. Uma menina que tinha o adesivo do Lula no carro foi apedrejada. Um rapaz que estava usando um distintivo levou soco na cara e no estômago. Foi assim na eleição do Collor. A gente saía e levava pancada. Riscavam o carro da gente, quebravam a janela, batiam nas portas das casas. Foi uma coisa terrível. Vocês são muito jovens e não sabem como foi. Mas foi assim. Agora eu preciso ir embora. Prometi à minha mãe que vou vê-la.
Enviado por Danilo Tarpani, postado pelo blogodita DJ Moisés
Terminada a apuração, concluí que a situação exigia que dedicássemos todo nosso esforço para fazer Lula ganhar a re-eleição e que toda e qualquer divergência fosse deixada para depois da vitória. Que a "roupa suja" fosse lavada depois e também o acerto das diferenças de opinião. Li manifestações de aliados e associados que pensam da mesma forma.
Analisei retrospectivamente os acontecimentos que precederam o domingo, e os resultados apurados, também. Segui uma linha de raciocínio relacionando uma e outra coisa. Dentro de minha ótica PESSOAL (que fique bem claro), cheguei a algumas conclusões. Que me preocupam, de certa maneira.
1. Teria sido possível a vitória no primeiro turno? Foi uma derrota? a derrota é irreversível? Já reiniciaremos em inferioridade?
Respondo sim à primeira, e talvez à segunda pergunta, e não às seguintes. Minhas razões são, provavelmente, diferentes daquelas que geralmente tenho lido ou ouvido.
2. Ganhamos a eleição? Poderia ser maior a vitória?
Em números gerais, sim. Ganhamos mais governadorias e são possíveis mais uma ou duas. A bancada federal foi mantida, apesar de todos os fatores que jogaram contra. Mas sempre poderia ser maior, é claro.
3. O sul e o sudeste? Fomos varridos?
Aqui está o problema: Não fomos varridos, mas foi difícil manter as muralhas, alguma coisa se perdeu e, no caso de S. Paulo, foi quase catastrófico.
Isso deve ser visto, agora, para que não se repita e para que se aja com eficiência, de maneira a contrabalançar o fluxo contrário.
A partir de uma visão local, quero dar uma pista. Dentro da avalancha direitista, o quadro foi dominado: 1.pelos carismáticos e de muita visibilidade (sem qualificá-los como "do bem", "do mal"...), como Maluf, Russomano, Clodovil, Enéas etc.; 2. pelos "dinheiráticos" ou pelas escolhas preferenciais de interesse dos esquemas partidários, como Paulo Alexandre (Barbosa Jr., à maneira de meu ídolo, o Dr. Silvana Jr.!!!) - este nos dois casos -, Bruno Covas, Haifa Madi, o perígosíssimo e espertíssimo Márcio França ... e outros; 3. pela esquerda que se manteve de pé, que segurou a onda, que teve peito de encarar, que não correu, que não ficou no muro, mesmo nos casos em que houve encolhimento do seu eleitorado, como Palocci, Genoino, Berzoini, o Aldo Rebello e a gente do PCdoB. Os que quiseram dar de "mais éticos", de "moralistas", de "corretos e justos" e brincar com o pau de dois bicos, quebraram a cara ou quase, por ex. o Suplicy, a Telma... o próprio Lula, que nos dias que antecederam a eleição era só ato de contrição, se lamentando e batendo nos companheiros, que mesmo que tenham errado, são do nosso time, não do outro... não tinha nada que ficar dando pontapé em cachorro morto e ajudando o outro time, fazendo mais gols contra ... possivelmente ficaram alí os pouco mais de 1,5% que teriam dado a vitória no primeiro turno...
Os que tiveram peito de encarar, que não arredaram pé, descobriram que o eleitorado de esquerda compreendeu e os apoiou, como o Jacques Wagner, o Deda... o Olívio, que é de briga...
Na sangria de votos que acampanhou a tentativa de desconstrução do Lula e do PT, feita pela oposição e seus poderosíssimos aliados, mais os equívocos da nossa gente, nosso eleitorado preferiu aguentar as pontas com os que foram firmes, decididos e leais. Seu voto foi econômico, sábio e utilitário.
O que mais chama a atenção foi a maneira com que se trabalhou a opinião pública nestas partes onde a vitória do Alckmin foi flagrante. Exige atenção redobrada e ação imediata porquê escandalosa, criminosa e passível de levar o país a uma ruptura seriíssima. Tem que ser denunciada.
O que vimos por aqui foi uma campanha, ostensiva ou velada, pelos meios abertos ou por caminhos mais escuros e escusos, pela Internet, pelas publicações, pelos blogs, pela conclamação à desordem e à desobediência, pelo insulto, pelo baixo calão, pela grosseria, pela violência aberta ou disfarçada, pela calúnia, pela injúria, pela difamação, pelo perjúrio, pela trama desonesta, enfim por todos os meios possíveis, de desqualificar o governo, o presidente e o Partido dos Trabalhadores, para golpear as instituições e retomar o poder.
O cerne desse movimento foi a pregação cancerosa, a praga virótica do preconceito e do ódio.
O que esteve subjacente em todos os atos, o que se pregou, proclamou, declarou, nos programas de PFL/PSDB, de Serra, de Alckmin, de ACM, de Heráclito, de Virgílio, de traidores asquerosos como o Roberto Freire, de seus associados, foram o ódio e o preconceito contra os que não eram "seus iguais".
O preconceito esteve sempre presente: contra os nordestinos, contra os pobres, os negros. Contra os de baixa renda, contra os que trabalham com as mãos. Contra os que não são elegantes, não são frequentadores de "shoppings" nem compradores de boutique. Contra os que não vão a restaurantes, nem têm casas de praia ou de montanha, contra a "gentalha", enfim.
Sempre deixaram bem claro o que pretendem fazer, como resolver esse "problema": o que fazer com o povo!
Uma "solução final".
O que privatizar, que vantagens a mais dar aos que já têm e detêm quase tudo no Brasil. Como "abrir" mais a economia para o amigo "de fora" contra o inimigo "de dentro", os brasileiros. Menos investimentos no social, mais na "produção" e para os "produtores"...
Bem, é hora de mostrarmos tudo isso, é hora de fazermos ver a nossos irmãos nordestinos, sulistas, do centro-oeste, do norte, o que podem esperar se essa cachorrada voltar ao governo ( Atenção: agora eles sabem mais, e já perceberam contra o que têm que lutar, portanto vem com tudo, não dão trégua, não há refresco). Por isso, não podemos afrouxar.
Temos que mostrar aos nordestinos que vivem aqui no sudeste, como também aos que vivem lá no nordeste mesmo, que não passam de massa de manobras para a gente do PFL/PSDB, que são considerados inferiores e apenas úteis para servir aos bacanas, como faxineiros, garçons, balconistas, empregadas domésticas e assim por diante. E para votar para eles.
Não podem crescer, não podem querer mais para seus filhos, têm que se conformar com a pobreza e a privação.
Por isso, temos que copiar toda e quaisquer manifestações de racismo e preconceito que encontremos em cartas de leitores, em comentários a notícias e em blogs e sites da oposição e seus parceiros e publicá-las em nossos blogs e sites. Temos que enviá-las a nossos conhecidos e a todos que estão em nossas listas de correspondências. Temos que encher as sessões de cartas dos jornais e revistas, principalmente àqueles do norte , nordeste, sul e centro-oeste com esse material, para que vejam de que é feita essa gente.
foto do governador daslu inaugurando a meca do consumo da elite. era isso que o lula tinha que esfregar na cara desse papa-hóstia no debate: a capa da caras com ele inaugurando a daslue a manchete dos jornais dizendo que a federal encontrou lá dentro uma quadrilha de contrabandistas e sonegadores.
Lula em Salvador: “Eles privatizaram tudo. Onde está o dinheiro”?
Em um comício que reuniu mais de 30 mil pessoas em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou, em números, que mesmo a Bahia tendo sido governada por adversários políticos, não deixou de receber benefícios sociais, como o Bolsa Família e o Programa Luz para Todos. No comício, que teve a presença do governador eleito, Jaques Wagner, e do candidato eleito para o Senado, João Durval (PDT), além do prefeito de Salvador, João Henrique (PDT), o presidente criticou quem o acusa de querer dividir o país entre ricos e pobres.
“Agora estão dizendo que quero dividir o Brasil entre pobres e ricos. O que não quero é que o Brasil tenha pobres”, disse Lula. “Essa divisão já existia antes de eu nascer”, acrescentou Lula. No discurso, o presidente falou que seu governo atendeu 1,4 milhão de famílias com o Bolsa Família e mais 500 mil pessoas com o Luz para Todos. Segundo ele, a oposição diz que os programas sociais são gastos, quando, na verdade, são investimentos num país mais justo. “Entre construir um metro de asfalto e dar um prato de comida para uma criança que tem fome, prefiro dar o prato de comida”, ressaltou o presidente.
Na Bahia, Lula voltou a falar que a intenção de seus adversários em acabar com o PT não prevaleceu no primeiro turno das eleições. “Foi o partido mais votado”, afirmou, ressaltando que o próprio partido na Bahia acabou com um domínio político que já durava16 anos. “A Bahia está dando uma lição de consciência política”, disse o presidente, elogiando Jaques Wagner por ter feito uma aliança com outros partidos de oposição ao “carlismo” - alguns que nem mesmo são aliados da base governista, como o PPS e o PDT. O prefeito de Salvador confirmou que, para estar com Lula, teve que romper com o PDT. “Estar com Lula é estar com o povo”, disse João Henrique.
Mais uma vez, Lula mostrou os números da economia brasileira, fazendo uma comparação com o governo anterior. “Eles privatizaram tudo. E onde está o dinheiro? Eles não sabem administrar, só sabem vender o patrimônio público para pagar dívidas que eles contraíram”, disse Lula, acrescentando: “Mas nós, que éramos acusados de não saber administrar o país, estamos deixando um saldo positivo de R$ 47 bilhões na balança comercial. Quando esta elite governava, todos os anos os ministros deles viajavam para pedir dinheiro emprestado ao FMI. Mas nós chamamos o FMI e dissemos: toma aqui o que é de vocês, porque nós não queremos palpite em nosso governo”.
Lula afirmou que o povo já está percebendo com mais clareza o preconceito que a elite tem contra os nordestinos e, neste segundo, irá perceber ainda com mais clareza. “A elite vê o nordestino como mão-de-obra. Mas além de pedreiro, o nordestino quer ser também engenheiro. Por isso estamos investindo em universidades. Vamos abrir uma extensão universitária em cada cidade pólo do Brasil. Uma escola técnica em cada cidade pólo do Brasil e vamos melhorar o salário dos professores. Quatro anos é muito pouco para arrumar o desmonte de 500 anos”, finalizou o presidente.
Postado remixado e remasterixado pelo blogodita DJ MOisés
IstoÉ: Polícia descobre ligação entre sanguessugas e PSDB
A revista IstoÉ desta semana traz uma reportagem em que trata das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre as contas bancárias do empresário Abel Pereira, apontado como o operador tucano na máfia das ambulâncias. De acordo com a reportagem "Devassa sobre Abel", assinada pelo jornalista Hugo Marques, Pereira é apontado pelos chefes dos sanguessugas como operador de Barjas Negri (PSDB), o último ministro da Saúde na gestão de Fernando Henrique Cardoso.
Segundo a matéria, a Polícia Federal e o Ministério Público investigam um lote de documentos que poderão levar à efetiva participação de Barjas Negri no esquema de superfaturamento na compra de ambulâncias. "São cheques e depósitos bancários que comprometem o empresário paulista Abel Pereira, apontado pelos empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin – os chefes dos sanguessugas – como o operador do ex-ministro. Ainda essa semana, Abel será chamado para depor e terá que explicar as suas relações com os Vedoin", informa a reportagem.
Durante o depoimento, devem ser colocadas diante do empresário as cópias de 15 cheques que totalizam R$ 601,2 mil. "Esses cheques, teriam sido entregues a Abel, como propina pela venda das ambulâncias superfaturadas. As respostas dadas por Abel, serão confrontadas futuramente com os dados obtidos a partir da quebra do sigilo bancário do empresário, solicitada à Justiça Federal pelo Ministério Público e pela PF. Além disso, a polícia também está trabalhando no rastreamento desses cheques. Dessa forma, mesmo que eles não tenham passado pelas contas do empresário, se descobrirá o destino que tiveram e os favorecidos terão que prestar esclarecimentos", aponta a IstoÉ.
De acordo com a revista, a documentação e os depoimentos prestados pelos Vedoin somam-se às gravações telefônicas que vinham sendo efetuadas na investigação dos sanguessugas. "Há o registro de diversos telefonemas entre Abel e Luiz Antônio. Segundo o depoimento de Vedoin, Abel agia em nome do ministro Barjas Negri, ex-secretário executivo do Ministério na gestão de José Serra e seu sucessor a partir de março de 2002". Hoje, Negri é prefeito de Piracicaba, no interior de São Paulo.
Segundo a IstoÉ, "quanto mais os investigadores remexem na máfia dos sanguessugas, mais descobrem ligações com o PSDB". "Em 2001, segundo documentos disponibilizados pelos Vedoin, toda a bancada do partido estava unida em torno da liberação de dinheiro para a compra de ambulâncias. Quem indicava os municípios a serem contemplados pelo Ministério da Saúde era o deputado Lino Rossi, do PSDB. Entre os parlamentares que autorizavam Lino a operar o dinheiro das emendas com a máfia estão os ex-deputados Ricarte Freitas e Pedro Henry, além do senador Antero Paes de Barros. Todos estavam no PSDB".
A cada uma de suas entrevistas, o compositor e cantor Chico Buarque de Holanda sempre surpreende por sua lucidez e enorme coerência.Agora, no lançamento do seu novo CD, Carioca, ele novamente brilhou ao falar sobre a situação política brasileira.
A direita deve ter ficado furiosa, com saudades dos tempos da ditadura militar que o perseguiu e censurou; a esquerda "rancorosa" deve ter ficado ressentida com seus irônicos comentários; já os setores da sociedade que, mesmo críticos das limitações do governo Lula, não perderam a perspectiva, ganharam novo impulso criativo para a sua atuação.
Alguns trechos das suas entrevistas na revista Carta Capital e no jornal Folha de S.Paulo:
Sobre a crise política: É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos).Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto da história do Brasil é preciso dizer 'espera aí'.
Preconceito de classe. O preconceito de classe contra o Lula continua existindo - e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: 'Que história é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?'. Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! - até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. 'Agora sai já daí, vagabundo!'.É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo deocupar a Casa Grande. 'Agora volta pra senzala!'. Eu não gostaria que fosse assim.Eu voto no Lula!A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas o país deu um passo importante elegendo Lula. Considero deseducativo o discurso em voga: 'Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas'. Acho tudo isso muito grave.
Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: 'Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos'. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio.
Sobre o PSOL. Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.Papel da mídia.Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais.
Candidato Pinóquio de Plástico mente, quando diz que é o
"candidato da educação" segundo matéria do Diário de SP
USP LESTE RECEBE MENOS DE R$ 1 POR DIA POR ALUNO Na metade do processo de ocupação do complexo universitário inaugurado em 2005, a USP Leste - hoje com pouco mais de 2.000 alunos - refaz as contas, faz mudanças no projeto original e improvisa para driblar a falta de recursos para a manutenção da unidade.
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), que abriga os 10 cursos existentes na USP Leste, recebeu R$ 630 mil para a manutenção neste ano, o que representa diariamente menos de R$ 1 por aluno matriculado. Ou melhor: R$ 0,86.
"A gente tem um consumo básico muito grande. É preciso aumentar (o valor repassado à USP Leste). Por enquanto, estamos conseguindo equilibrar, mas no ano que vem precisamos de mais verba", afirma o diretor-geral da unidade, Dante De Rose Júnior.
Em 2008, quando deve atingir a plena ocupação, a unidade abrigará 4.080 estudantes, o dobro da população atual. Por ora, sem previsão de aumento na relação verba/aluno. Por conta disso, o diretor da unidade já formou uma comissão, da qual fazem parte professores e estudantes, para discutir os próximos passos da USP Leste. A idéia é traçar um plano estratégico: levantar problemas e definir prioridades.
O diretor da unidade já adiantou que parte do projeto original foi alterado. Obras foram abortadas, como a piscina do futuro centro poliesportivo e o conjunto didático que formaria um espelho com o prédio em funcionamento. Estão reservados R$ 18 milhões para a próxima fase de obras.
"Vamos construir um ginásio coberto e um prédio para laboratórios em 2007", diz De Rose Júnior, que deve inaugurar até o fim do ano dois prédios, um para a cozinha da unidade e outro para enfermaria e assistência social.
"Minha posição é oferecer o mais funcional, sem pensar muito em luxo. Você não precisa de algo luxuoso para ter qualidade", afirma.
Foi com esse pensamento que, a pedido dos estudantes, o diretor da Escola já autorizou pequenas intervenções no campus, que adaptam locais subutilizados ou improvisam a ocupação de espaços, como um minicampo de futebol feito com areia das obras em curso e a transformação do heliponto em uma quadra para atividades esportivas.
O heliponto, aliás, foi usado uma única vez, quando o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) desembarcou para inaugurar a USP Leste, em 2005. "Para que ter um heliponto aqui? Era uma área de 500 m² que ninguém podia usar", diz De Rose Júnior.
Em relação à infra-estrutura, os alunos não reclamam do espaço físico, mas do que não existe dentro dele. Uma estufa recém-erguida para o curso de Ciências da Natureza, por exemplo, não é utilizada. Outro exemplo: estudantes de Obstetrícia não usam os laboratórios, construídos no início de 2005. Até agora, não chegaram os equipamentos necessários.
"Não existem os equipamentos de que precisamos para aulas práticas", afirma uma aluna de Obstetrícia, que não quis se identificar.
Outros reclamam do acervo da biblioteca. "O aumento do número de livros está mais lento do que a gente imaginava", diz Lucas Mendes Magalhães de Oliveira, de 19 anos, aluno do segundo ano de Marketing. "Temos que pedir livros do Butantã - diz Ana Cristina Machado, 19, caloura de Gestão Ambiental, referindo-se ao campus da Cidade Universitária, na zona oeste.
O diretor reconhece que os problemas exigem uma certa dose de sacrifício. "Sei que Tecnologia Têxtil, por exemplo, necessita de um laboratório bem específico. O de Obstetrícia também. Tenta-se compensar com saídas a campo, mas não tem o que inventar - reconhece.
"A primeira turma teve a vantagem de inaugurar a USP Leste, mas também leva essa desvantagem. Estamos estudando em uma escola ainda em construção - afirma De Rose Júnior.
Enviado por MC Albano, postado e remixado pelo blogodita DJ Moisés
Geraldo Alckmin cedeu à pressão dos oligarcas do PFL e foi para o ataque no debate contra Lula. Uma coisa ficou clara: o médico se comportou como um valentão de bar - ao chamar Lula de mentiroso - e o metalúrgico se manteve com elegância.
Mauro Santayana
Em 1989, logo depois da visita a Roma de Lula e de Fernando Collor, perguntei a veterano político italiano, que estivera com os dois, qual fora a sua impressão de um e do outro.
"Bem" - me disse - "ambos me pareceram verdes, se pensamos nos políticos europeus. Mas Lula me pareceu boa matéria prima para se construir um estadista. Collor já está feito em sua vocação. É um cover-boy. Um belo garoto-propaganda de si mesmo."
Lembrei-me disso, ao assistir ao debate de domingo (8) entre Geraldo Alckmin e Lula, antes mesmo que Marta Suplicy se referisse ao ex-governador de São Paulo como "boneco de plástico". O Sr. Geraldo Alckmin estava visivelmente contrafeito em agir como se fosse ventríloquo de seus aliados do PFL, ao convocar Lula para a agressividade.
Não era o seu estilo, não era a sua conveniência. Cedera às pressões dos oligarcas do Nordeste que têm, além do desejo de poder, razões mais fortes para detestar Lula: o sertanejo de Pernambuco iniciou o processo de aposentadoria política desses senhores de engenho, para os quais - conforme a forte definição de Antonio Callado - a honra familiar e o banheiro só podem existir na casa grande.
O presidente relutou, insistiu em elevar o debate, mas foi obrigado a responder com ironia às provocações do adversário. Uma coisa ficou clara: o médico se comportou como um valentão de bar - ao chamar Lula de mentiroso - e o metalúrgico se manteve com elegância. Não devolveu a Alckmin os insultos, e se esquivou dos ataques de ordem pessoal. Não tocou em assuntos que embaraçariam o seu oponente, como o caso da Daslu e o caso dos vestidos. Enfim, Lula se manteve como um cavalheiro.
O autoritarismo totalitário de Alckmin se revelou, de forma cristalina, na crítica que fez à política externa do governo. Queria, por acaso, o ex-governador, que Lula enviasse força expedicionária à Bolívia, a fim de retomar, manu militari, o controle das instalações da Petrobrás? Se fosse presidente da República, Alckmin declararia guerra a La Paz? Repetiria, contra os índios do Altiplano, o ódio de Pedro II contra o os paraguaios, pelo fato de o ditador Solano López ter ousado insinuar a intenção de casar-se com uma das filhas do imperador? Nesse ponto, a postura do atual presidente foi a mais correta. Tratou de mostrar os êxitos inegáveis da política externa, confirmados pelo saldo dos balanços comerciais e de pagamentos. E respondeu, de forma irretorquível, com o acerto de sua política ao admitir a importação de produtos da China: o saldo comercial é superavitário para o Brasil.
Lula disse a Alckmin que ele não poderia resolver em quatro anos os problemas criados por "eles" em quatro séculos. Alckmin respondeu que o PSDB não existe há 400 anos, e não houve tempo para que Lula retorquisse, esclarecendo que "eles" não são o PSDB, mas todas as oligarquias brasileiras, que vêm dominando o país desde que Tomé de Sousa chegou à Bahia.
É interessante registrar uma curiosidade. Se Alckmin foi eleito vereador aos 19 anos, antes de concluir seu curso de medicina, se foi, em seguida, eleito prefeito e, depois, deputado - quando foi que sua excelência exerceu a medicina em tempo integral, a ponto de dizer a Lula que ele entende de saúde e o presidente, não? Como se sabe, Alckmin é anestesista - especialidade que, em alguns países, é vista apenas como técnica auxiliar na cirurgia.
Lula tem munição na cartucheira para abater elefantes. Por enquanto, pelo que se viu e ouviu, usou só chumbinho de espalho. Mas, nos próximos debates, se o adversário continuar nos ataques rasteiros, o presidente pode acionar a sua bazuca.
Numa reportagem que tenta limpar a barra do Opus Dei, a própria revista Superinteressante, da suspeita Editora Abril, reconhece o enorme influência política desta seita. E conclui: “No Brasil, um dos políticos mais ligados à Obra é o candidato a presidente Geraldo Alckmin, que em seus tempos de governador de São Paulo costumava assistir a palestras sobre doutrina cristã ministradas por numerários e a se confessar com um padre do Opus Dei. Alckmin, porém, nega fazer parte da ordem”. Como se observa, o candidato segue à risca um dos principais ensinamentos do fascista Josemaría Escrivá: “Acostuma-se a dizer não”.
Assessor de Alckmin prega corte que levaria o país à recessão/bigger>/bigger>/color>
/bigger>/fontfamily>Confira nota assinada pelo coordenador da campanha da coligação A Força do Povo, Marco Aurélio Garcia, e divulgada nesta segunda-feira (9)/x-tad-smaller>/color> /x-tad-smaller>/fontfamily>/center> /x-tad-smaller>/fontfamily>Geraldo Alckmin quer levar o país à recessão e o governo federal à inoperância. Este é o sentido da proposta de ajuste fiscal feita hoje por seu assessor econômico, Yoshiaki Nakano, em entrevista ao jornalista Terry Wade, da agência Reuters (/x-tad-smaller>/color>http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2006/10/09/ult27u58321.jhtm/x-tad-smaller>/color>)./x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>Nakano, apresentado como "potencial ministro da Fazenda" de um eventual governo Alckmin, quer fazer um corte anual de R$ 60 bilhões - ou 3% do PIB - no Orçamento Geral da União. Se efetuado, este corte seria equivalente a 13% do total das receitas líquidas do Orçamento do Governo Federal de 2006, que é de R$ 454,5 bilhões./x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>Sem uma reforma constitucional, só haveria um lugar onde efetuar esta redução: as chamadas despesas discricionárias, ou seja, custeio e investimentos dos ministérios. Em 2006, por exemplo, estas despesas são da ordem de R$ 82,7 bilhões./x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>Nakano, no entanto, aponta o "deficitário sistema de Previdência Social" como um dos principais alvos deste corte monumental, além de não ter identificado o que entende por "gordura" na burocracia pública./x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>Em outras palavras, o possível futuro ministro de Alckmin propõe a paralisia da máquina administrativa, com três conseqüências graves:/x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>1) reduzir os benefícios conquistados pelos idosos, como a melhoria do salário mínimo concedida pelo governo Lula, que foi criticada por vários economistas tucanos;/x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>2) interromper o processo de redução da pobreza e da desigualdade que vem sendo registrado nos últimos 4 anos, detectada em estudos da FGV, IPEA e BNDES;/x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>3) provocar uma séria recessão, já que haveria queda na renda da população e nos investimentos públicos alavancadores da economia./x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>A abordagem correta, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é continuar a política atual, marcada por um ajuste fiscal responsável, queda da inflação e da taxa de juros (que ainda absorvem parte importante do orçamento), e forte geração de empregos formais e aumento da renda per capita, acelerando assim o crescimento econômico./x-tad-smaller>/color>
/x-tad-smaller>Marco Aurélio Garcia/smaller>/color> Coordenador da campanha da coligação A Força do Povo (PT, PRB e PCdoB)/color>/smaller>/fontfamily>
Durante o debate entre os candidatos a presidente, o candidato tucano-pefelista disse que tornou-se médico para cuidar das pessoas e por isso entrou na política.
Palavras bonitas. Mas não correspondem à prática do PSDB e do PFL na saúde pública. Estes partidos não defendem o SUS (Sistema Único de Saúde).
Os governos tucanos e pefelistas, a exemplo do governo FHC e do governo Alckmin, não investiram na saúde pública. Os avanços do SUS, durante estes governos, ocorreram graças ao movimento sanitarista, os partidos de esquerda e os movimentos sociais.
Durante o Governo Lula, pelo contrário, houve investimentos concretos no fortalecimento do SUS. Os avanços na Saúde foram evidentes:
1. De 1998 a 2002, durante o governo FHC, o Piso de Atenção Básica ficou congelado em 10 reais per capita. De 2003 a 2004, o Piso de Atenção Básica aumentou de 10 para 15 reais per capita, ou seja, teve 50% de aumento. Este recurso é repassado diretamente para todos os municípios brasileiros, e seu aumento possibilita investir na qualificação da atenção básica. O governo do Estado de São Paulo, dirigido até há pouco por Alckmin, não repassa diretamente nem um tostão para os municípios investirem na Atenção Básica.
2. Durante o governo Lula, os municípios ampliaram de 16 mil equipes de Saúde da Família para 26 mil equipes. O custeio da equipes é feito com recursos federais (40%) e recursos municipais (60%). O governo estadual de São Paulo, dirigido pelo PSDB e pelo PFL, não participa do financiamento do Programa Saúde da Família na maioria dos municípios paulistas.
3. Durante o governo Lula, os municípios ampliaram de 4.260 equipes de saúde bucal em 2002 para 13.200 em 2006. O governo Alckmin não repassou um tostão para os municípios investirem na Saúde bucal.
4. A assistência farmacêutica foi uma prioridade definida pelo presidente Lula em todas as suas dimensões: desenvolvimento, produção, controle da qualidade e regulação de preços de medicamentos, disponibilidade e orientação de uso correto para a população. O governo Federal ampliou os recursos nesta área de R$ 1,9 bilhões, em 2002, para R$ 4,2 bilhões, em 2006, para assegurar distribuição gratuita de medicamentos na rede pública, ou seja, o aumento foi de 120%! O ministério da Saúde aumentou o repasse para os medicamentos da atenção básica. Mas o governo Alckmin ficou com 25 milhões de reais dos municípios, e não repassou para o Dose Certa
5. O governo Lula aumentou o valor da consulta médica realizada nos serviços públicos: passou de R$ 2,55 para R$ 7,55, em 2003. O governo tucano-pefelista do estado de São Paulo se apropriou desta diferença. Isto representa um milhão e duzentos mil reais mensais, que foram retirados dos municípios que custearam estas consultas.
6. O governo Lula criou a Rede de Cardiologia para atendimento de alta complexidade, e vai repassar 23 milhões de reais para o estado de São Paulo estruturar o atendimento. Os usuários do SUS de todos os municípios paulistas terão acesso ao atendimento especializado.
7. O governo Lula fortaleceu o SUS, que é muito provavelmente a política pública mais generosa e democrática deste país. Segundo o IBGE, 80% da população brasileira conta com um serviço de saúde de referência no SUS. Cerca de um 1 milhão e oitocentas mil pessoas procuraram diariamente os serviços de saúde do SUS, 98% são atendidas, sendo que 86% consideraram o atendimento recebido como bom ou muito bom.
8. O governo Lula, em conjunto com os municípios, implantou a Política de Atenção às Urgências e Emergências, sendo o atendimento pré-hospitalar móvel implementado em todo país por meio da Rede Nacional Samu 192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Atualmente, funcionam 101 Samus, em 784 municípios brasileiros de 25 estados, com 101 centrais de regulação implantadas e em funcionamento. A secretaria estadual de Saúde do governo paulista, dirigido por Alckmin, recusou-se a participar do projeto e não contribui com um tostão para financiar o transporte de pacientes graves pelo Samus.
9. O Sistema Nacional de Transplantes, maior sistema público de transplante do mundo, ampliou em 33% sua produção no período 2002-2005. Em 2005, foram realizados mais de 15 mil transplantes de órgãos e tecidos.
10. O governo Lula, em conjunto com os municípios, instituiu o repasse de recursos financeiros para a instalação e custeio dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Até então, não havia uma política para o financiamento das ações especializadas em saúde bucal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram implantados 420 CEO e outros 247 CEO já foram credenciados. Além disso foram implantados 135 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias e produzidas 249.793 próteses dentárias (dentaduras e próteses parciais). O governo do estado de São Paulo, dirigido por Alckmin, não repassa um tostão para os municípios investirem nos CEOs e nos laboratórios de Prótese Dentária.
11. O ministério da Saúde do governo Lula, em conjunto com os municípios, ampliou a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador - Renast, com 110 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador em 2006. Em 2002, no final do governo FHC, existiam apenas 17 Centros. O governo do Estado de São Paulo, dirigido por Alckmin, não repassa um tostão para os municípios investirem nos Cerest.
12. O governo Lula aprofundou a Reforma Psiquiátrica Brasileira, criou o Programa "De Volta para Casa", beneficiando 2.400 egressos de hospitais com ajuda financeira à família, e com a criação do Programa de Geração de Renda para usuários dos serviços de saúde mental, com 237 projetos em todos os estados do país. Em conjunto com os municípios, ampliou o número de Centros de Atenção Psicossocial - CAPS, de 424 para 882; ampliou as Residências Terapêuticas, de 160 para 480 módulos. O governo do Estado de São Paulo, dirigido por Alckmin, não repassa um tostão para os municípios investirem nos CAPS.
13. Durante o governo FHC, o Ministério da Saúde promulgava 2300 portarias por ano, ou seja, cerca de 10 portarias por dia útil, tratando de temas que desrespeitavam a autonomia de estados e municípios. O governo Lula pactuou com os municípios (Conasems) e com os Estados (Conass) uma nova forma de abordar a Saúde e fazer a gestão do SUS, mais democrática e solidária, que está colocada no Pacto da Saúde, que deverá ser aprofundado no segundo mandato do presidente Lula.
Como se vê, Alckmin é mesmo um "tucano": bom de bico. Mas seu governo não investiu na Saúde, não defende o SUS e boicota as ações corretas do governo federal. A verdade é uma só: o governo Alckmin faz mal para a Saúde.
Do boletim anti-vírus, postado pelo blogodita DJ Moisés
"O ex-presidente FHC continua querendo ditar regras de comportamento. A sua entrevista ao jornal argentino "La Nación", em que classifica a ida de Alckmin ao segundo turno de "proeza" e diz que os eleitores brasileiros se dividem em "modernos e atrasados", reflete bem o estilo preconceituoso de quem se julga o dono da verdade. E FHC vai além, ao declarar que na política brasileira "é difícil não fazer alianças com pessoas acusadas" de algo. Seria bom que seus colegas de partido usassem a sabedoria do "mestre" e fizessem uma campanha eleitoral baseada em propostas, e não em discursos que tomam como base o dinheiro, mas não o conteúdo do famigerado "dossiê"." URIEL VILLAS BOAS (Santos, SP)
Extraído do "painel do leitor" da FSP, postado pelo blogodita DJ MOisés
Tinha de me manifestar, e apresentei um motivo, a meu ver, suficiente, para justificar a permanência de Lula no poder
NA ÚLTIMA terça-feira, como fazemos há mais de quatro anos, assistimos às aulas do nosso amigo, o físico Luiz Alberto Oliveira, nas quais são debatidos os problemas da vida, da filosofia, deste estranho mundo em que vivemos. Nessa noite, prevaleceu em nossa conversa a notícia, divulgada pela imprensa, de que o Prêmio Nobel de Física tinha sido concedido a John Mather e George Smoot. E, durante meia hora, Luiz Alberto discorreu sobre a matéria, entusiasmado com a descoberta daqueles cientistas que apuravam a teoria do Big Bang, há tantos anos adotada. Interessados, acompanhamos as explicações do nosso amigo sobre o assunto. E foi já tarde, pelas 23h, que o problema do segundo turno das eleições presidenciais nos ocupou, cada um expondo o que pensava sobre o que poderá ocorrer, todos a apoiar Lula. E no calor da discussão comentou-se a campanha odiosa levantada contra ele durante todo o período que precedeu as eleições. Tinha de me manifestar também, e apresentei um motivo -a meu ver, suficiente- para justificar a defesa que fazemos da permanência de Lula no poder. Insisti em que ele seria indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos. Outro presidente menos interessado no problema, mais preocupado em atender às pressões dos Estados Unidos -esquecendo-se da nossa Amazônia, tão ameaçada-, romperia esse movimento em defesa da América Latina que o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a Bolívia vêm sustentando corajosamente. Precisamos não nos iludir com o argumento de que a política violenta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa a declinar. Quem sabe se, diante do que ocorre, ela não vai se tornar mais cruel ainda -e o inesperado surge de repente? Vivemos em um momento no qual a defesa da pátria e da sua soberania entre nós não pode ser esquecida. E, para isso, a integração de todos os países que compõem a América Latina se faz essencial. Nas discussões políticas, a crítica quase sempre é levada a voltar atrás para descobrir erros cometidos no passado. Nós, que estamos a favor de Lula, gostaríamos que isso ocorresse para comprovar que ele sempre permaneceu solidário com aqueles que lutam pela defesa da América Latina -de mãos dadas com Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Evo Morales.
OSCAR NIEMEYER , 98, arquiteto, é um dos criadores de Brasília (DF). Suas obras estão edificadas em diversos países, entre os quais Alemanha, Argélia, EUA, França, Israel, Itália, Líbano e Portugal.
Extraído do "tendências e debates da FSP, postado pelo blogodita DJ MOisés
O debate entre Lula e Alckmin, realizado pela Rede Bandeirantes, inaugurou oficialmente o segundo turno da campanha presidencial. É o primeiro de vários que devem ocorrer daqui até o dia 26 de outubro, data que a legislação eleitoral estabelece como sendo a última para realização de eventos do tipo.
O debate serviu como "amostra" do que será o segundo turno das eleições: muita agressividade por parte da direita, debate sobre corrupção, comparação de governos e confronto entre diferentes visões de programa para o Brasil.
Mal terminou o debate, começaram as avaliações sobre quem ganhou e quem perdeu (ver, por exemplo, o que diz o site da campanha Lula).
Como a maior parte dos meios de comunicação é simpatizante da candidatura Alckmin, cabe aos apoiadores da candidatura Lula repercutir o debate, tanto ouvindo a opinião das pessoas, quanto dando nossa opinião.
É importante, em primeiro lugar, destacar que Alckmin não está à altura de assumir a presidência da República. Alckmin não conhece o Brasil. Alckmin não conhece os grandes problemas nacionais.
O discurso de Alckmin é ensaiado. Nas perguntas, nas respostas, nas réplicas ou nas tréplicas, Alckmin repete chavões. Seu truque é a velocidade: são tantas as palavras, são tantas as mentiras, são tantas as acusações, são tantas as bravatas, que o telespectador não consegue acompanhar.
Por exemplo: Alckmin fala que vai cortar "gastos". Quando se pergunta quais gastos, ele responde: gastos com corrupção, com comissionados, com a ineficiência e com licitações malfeitas.
Essa resposta é como o ditado: "por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento". Os "gastos" que Alckmin quer cortar são os investimentos sociais, que cresceram durante o governo Lula. Por exemplo, o bolsa-família.
»Lula ganha debate de um adversário sem propostas [+] Leia mais
Postado pelo blogodita DJ MOisés, com informações do boletim "Anti vírus" Escrito por Rede da legalidade às 08h14
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Debate ? Que debate ?
Chuchu à vinagrete
O ex- picolé de chuchu, agora temperado, tem que explicar porque seu partido, o PSDB, e seus aliados do PFL não investigam a corrupção entre seus quadros . A saber:
- Barjas Negri, prefeito do PSDB de Piracicaba, envolvido até o bico no caso das sanguessugas, e Abel, empreiteiro detentor de 40% das obras na prefeitura de Barjas;
- Abel estava junto às negociações do Dossiê que colocam José Serra e Barjas sob suspeita.
A suspeita, agora colocada pelo Presidente da República,que citou Barjas no debate, deve ser investigada e questionada pela imprensa com a mesma veemência que cobram explicações dos petistas;
- Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB, plantou a semente do valerioduto;
- O deputado mensaleiro Brant, do PFL de Minas, foi absolvido pela "maioria" citada pelo Chuchú. Será que ele esqueceu disso ?
- Deputados foram comprados durante o governo do PSDB, para aprovar e impor a reeleição, eles não viram nada, não sabiam nada;
- Geraldo vinagrete , fugiu dos principais temas que interessam à nação e representou o papel que lhe foi imposto pelos seus marqueteiros. Mas ele não sabe ser agressivo , é mesmo um chuchú , mal ensaiado, bobalhão , longe de ser um estadista , ele parece mesmo um boneco Playmobil .
Foi poupado pelos jornalistas. Não se dignou apresentar nenhuma proposta. Insistiu em temas já saturados pela imprensa, sua principal aliada.
O chuchú à vinagrete não viu e nem sabia que sua esposa "ganhava" vestidos de luxo: foram 400. Não viu e não sabia que sua filha trabalhava na Daslu, acusada de fazer contrabando. Não viu e não sabia que o dinheiro de publicidade da Nossa Caixa patrocinava uma insignificante revista, de propriedade de seu acumpunturista. Não viu e não sabia que Barjas Negri, ministro da saúde que sucedeu José Serra nos anos FHC, iniciou o esquema das sanguessugas.O Chuchú à vinagrete engavetou todas as CPIs na AL de SP, não vê e nem quer ver a ficha corrida de seus aliados : ACM, Garotinho, Garotinha e garotinhazinha (Fã de Hugo Chavez ???), Cesar Maia, Ivo Cassol, Heráclito Fortes, Corruptasso Gerasauto,Herr Bornhausen,Roberto Jefferson,Paulo Souto,Salvatore Cacciola e Luiz Antônio Andrade Gonçalves, dos bancos Marka e Fonte/Cindam.
Chuchú à vinagrete, seu partido PSDB e seus aliados do PFL devem explicações à nação.Cabe à imprensa fazer o seu papel com imparcialidade, coisa que eu acho difícil que aconteça.
Muito se cobrou a presença de Lula nos debates. Agora temos que cobrar que o Chuchú à vinagrete, apresente suas propostas e esclareça suas ligações perigosas com sua patota de corruptos.
Quando Jornalistas profissionais se tornam militantes, DJ profissional se vê obrigado a se transformar em jornalista amador.
O moralismo, a ineficiencia e o atraso de Geraldo Alckmin
O moralismo, a ineficiencia e o atraso de Geraldo Alckmin
A candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência representa uma plataforma conservadora? SIM
Moralismo, ineficiência e atraso
LEONARDO AVRITZER
GERALDO ALCKMIN é um candidato conservador nos dois principais significados que o termo permite: no de preservar o status quo dos setores dominantes da sociedade brasileira e no de capitanear uma reação conservadora nas poucas áreas nas quais o Brasil mudou nos últimos anos: nos campos do pluralismo moral e religioso, das políticas heterodoxas na economia e das políticas de direitos humanos. Permitam-me elaborar de que maneira Alckmin é conservador em cada um deles.
Nos governos FHC e Lula, o Brasil avançou significativamente na separação entre religião e Estado e na aceitação do pluralismo religioso. Essa é uma dimensão central do republicanismo e de um importante processo de pluralização moral da sociedade brasileira. Alckmin parece ser, nesse quesito, o mais conservador dos candidatos à Presidência desde a redemocratização.
Suas relações com o Opus Dei incluem, segundo a revista "Época", ter um confessor ligado à ordem e realizar reuniões periódicas com membros da ordem no Palácio dos Bandeirantes. Essas relações revelam uma mistura perigosa entre religião e Estado e entre público e privado.
Além disso, o Opus Dei é conhecido internacionalmente por ligações escusas e secretas com o poder político. Alckmin rejeitou falar sobre suas relações com o Opus Dei na campanha. O Brasil pode se surpreender com essas relações caso escolha Alckmin.
No que diz respeito à questão econômica, um consenso tem se formado no Brasil nos últimos anos acerca dos limites das políticas neoliberais. Os quatro anos do segundo mandato FHC foram os anos de menor crescimento econômico na história recente do país. O crescimento nos últimos quatro anos foi um pouco melhor, mas aquém do que o país necessita.
Nesse momento, o consenso maior dentro do governo Lula é por uma política mais agressiva de crescimento econômico. Alckmin tende a reverter o debate econômico na direção da retomada das privatizações. Segundo a revista "Exame", Alckmin estaria muito próximo de economistas liberais ortodoxos como Malan, Armínio Fraga e José Pastore. Suas prioridades para a economia seriam o corte de gastos públicos, uma nova reforma previdenciária e a retomada das privatizações.
No caso mais conhecido de privatização hoje em São Paulo, o da linha 4 do Metrô, o Estado investirá 70% dos recursos, e a receita tarifária ficará integralmente com o parceiro privado por 30 anos. Esse é o padrão de privatização que podemos esperar em uma era Alckmin. Ele certamente significará índices muito baixos ou nulos de crescimento econômico motivados pelo fundamentalismo neoliberal.
O último ponto é a política de segurança e de direitos humanos. Alckmin tem uma política de segurança que, ao mesmo tempo, desrespeita os direitos humanos e é ineficiente. A sua apologia da violência policial e sua política carcerária parecem ter sido capazes de conjugar o pior dos dois mundos. O resultado todos conhecem: o aumento da população carcerária do Estado somente ampliou a vulnerabilidade do cidadão comum e sua insegurança física.
Nesse caso, o conservadorismo tem duas facetas: a incapacidade de pensar uma política de segurança moderna, aliada ao desrespeito secular das elites pelos direitos da população mais pobre. O resultado, mais uma vez, é uma política conservadora tanto nas suas concepções morais quanto no seu resultado administrativo. Responder se Alckmin é um candidato conservador não significa necessariamente fazer um juízo de valor acerca do conservadorismo. Afinal, existem momentos nos quais conservar elementos da ordem política pode ser considerado uma atitude positiva.
Mas não é esse o caso da candidatura Alckmin. Ela é conservadora em dois sentidos muito específicos: no de querer retornar a um status quo que não permitirá o crescimento econômico nos próximos anos e no de querer insistir em valores morais próprios de uma sociedade oligárquica que contrariam uma agenda de ampliação de direitos no país.
-------------------------------------------------------------------------------- LEONARDO AVRITZER, 47, mestre em ciência política e doutor em sociologia, é professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
Alckmin diz que o PT mente, quando afirma que ele vai privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal. Ele diz que mente quem diz que ele vai desativar o "Bolsa Família" e outros programas sociais.
Quem mente?
Alckmin MENTE! E MENTE para seus eleitores. E mente para os que não votam nele.
Porquê o que ele quer negar, é exatamente o que está em seu programa de governo, em seu embasamento ideológico, está nas declarações de seus conselheiros, assessores, planejadores de governo.
O discurso da privatização, do enxugamento do Estado, da liberdade de ação do mercado, do "supply side" pela redução de impostos é o discurso do PSDB, é o discurso do Alckmin. é o discurso de FHC, é o discurso do Serra. Foram eles que vendoaram* a Vale do Rio Doce e a maior mina de do mundo! Eles vendoaram* as telefônicas Eles vendoaram* a Eletrobrás.E o Banespa, e a Vasp, isso está vivo na memória das pessoas e se pode conferir nas coleções de jornais e revistas.
Alckmin MENTE porquê não pode deixar de faze-lo, esse é seu dilema e sua verdade: ou mente para conseguir votos, tentando enganar aos que não votaram nele, ou mente para seus apoiadores, seus eleitores, que esperam dele exatamente o que agora ousa negar!
O que ele e o PSDB agora negam é exatamente o que sempre pregaram, a sua profissão de fé. Está no DNA do candidato, no DNA de seu programa, está no DNA do PSDB.
Alckmin está como o escorpião da fábula, sabe que vai morrer afogado se picar a rã, mas isso faz parte de sua natureza, portanto não pode deixar de picar.
A MENTIRA, como a picada do escorpião, é PARTE NECESSÁRIA DA NATUREZA DA CAMPANHA DE ALCKMIN E DA PERSONALIDADE DO PSDB, portanto ELES não podem deixar de mentir.
Negar isso é outra mentira.
(* vendoaram: doaram, fazendo de conta que venderam. Uma "ação entre amigos", à custa da nação)
Escrito por Albano Fonseca para o blog Rede da Legalidade
Coordenador de Alckmin cai no conto dos "amigos de Plutão"
Um dos coordenadores de campanha do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no Nordeste, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) mostrou-se como exemplo clássico de como a campanha anti-Lula disseminada pela mídia consegue ludibriar os eleitores. Fortes, que se considera um político bem informado, subiu na tribuna do Senado para pedir a abertura de uma CPI que investigue as organizações não-governamentais, entre elas a "Sociedade Amigos de Plutão", que teria recebido alguns milhões do governo federal. Só depois da indignada denúncia, é que o senador soube que a história da ONG Amigos de Plutão foi uma piada de mau gosto lançada pelo jornalista Carlos Chagas e rapidamente espalhada pela internet por apoiadores de Geraldo Alckmin.
Na falsa notícia que publicou, Carlos Chagas diz que "A sede da Sociedade dos Amigos de Plutão está registrada na Esplanada dos Ministérios, ainda que sem particularizar qual deles. O presidente da entidade é um ex-líder sindical, filiado à CUT e ao PT, amigo íntimo do presidente Lula. O Diário Oficial publicou a liberação de 7,5 milhões de reais para estimular as primeiras ações da nova ONG, que também celebrará convênios de publicidade com a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e os Correios. O objetivo é conscientizar a população para o perigo que significa o rebaixamento de Plutão, primeiro passo para a exclusão da Terra."
A "crônica", disfarçada de notícia e sem nenhuma advertência ao leitor de que se tratava de uma informação inverídica, disseminou-se rapidamente pela internet por iniciativa de apoiadores da candidatura de Geraldo Alckmin, e foi parar no e-mail do senador Heráclito Fortes e, como diria o saudoso personagem de Francisco Milani no programa Zorra Total, "ele acreditou" !.
Num dos muitos e-mails que circularam pela rede divulgando a falsa notícia, um apoiador de Alckmin pergunta: "Não entendo por que não está sendo divulgado com o destaque que este assunto tão absurdo e vergonhoso merece".
O jornalista Carlos Chagas já reconheceu que era tudo mentira, mas este leitor que acreditou na história e a reproduziu tem razão num ponto do texto: este é mesmo um assunto "absurdo e vergonhoso".
E esta não é a primeira vez que textos ofensivos e mentirosos em relação ao governo Lula circulam pela internet como rastilho de pólvora, enganando enormes legiões de internautas mal informados. Boris Casoy, Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim são alguns dos jornalistas vítimas deste tipo de iniciativa. Mas no caso em questão, o problema é mais grave, pois não se trata de um texto no qual alguma pessoa mal intenciona coloca a assinatura de um jornalista conhecido à revelia dele. Na história dos "amigos de Plutão" foi o próprio jornalista Carlos Chagas quem criou a piadinha de mau gosto, obviamente para acrescentar uma dose de veneno a mais na já pestilenta onda de difamação que a mídia promove contra o governo Lula.
Leia abaixo a retratação que o jornalista Carlos Chagas fez sobre a falsa notícia:
Metáforas fazem parte da crônica política. Já escrevi que as oposições contrataram Sherlock Holmes para investigar a participação de José Dirceu no mensalão. Contei a passagem do genial detetive por Brasília. Nem o ex-chefe da Casa Civil sentiu-se agravado, muito menos os descendentes de Connan Doyle preocuparam-se com o uso indevido do personagem.
Com freqüência, apelando para a ficção, costumo trazer à realidade nacional mortos ilustres como Getúlio Vargas, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, que comentam e até participam de lances conturbados da política. Para não falar na intromissão de Napoleão, Maquiavel, Alexandre o Grande, Pedro Álvares Cabral e personagens da História instalados pela minha parca imaginação nas avenidas e palácios da capital federal. Nenhum protesto, até agora.
A 29 de agosto, enveredei pela mesma trilha, diante da desclassificação de Plutão de planeta para asteróide. Por conta da proliferação de ONGs fajutas mamando nas tetas do governo, uma delas, que a imprensa divulgara ser dirigida por um ex-líder sindicalista, imaginei outra, a "Sociedade dos Amigos de Plutão".
Ao descrever suas atividades, obviamente fictícias, não resisti à tentação de apresentá-la como da mesma forma presidida por líder sindical, suposto amigo do presidente, claro que inexistente, por isso jamais fulanizado. A ONG teria sede na Esplanada dos Ministérios e seus diretores empreenderiam farta e luxuosa viagem ao redor do mundo, pregando a imprescindível reabilitação de Plutão.
Esclarecendo dúvidas
Simples metáfora, mas, reconheço, sem a caracterização explícita. Como no período eleitoral que agora se encerra andam exasperadas as emoções, houve quem supusesse naquela crônica uma agressão ao PT, às lideranças sindicais, ao presidente e à Esplanada dos Ministérios. Penitencio-me, para que não haja dúvidas. A ONG "Sociedade dos Amigos de Plutão" não existe. Pelo menos, ainda não foi criada.
Para evitar a repetição de um problema que já relato, lembro a Lei de Imprensa, dispondo de uma figura denominada retratação. Quando, no mesmo espaço, na mesma página, um jornalista se retrata, reconhecendo o erro, cessa ou nem se inicia a respectiva ação penal....
''Desaparece'' o site de ONG que teria feito caixa 2 para Alckmin
O Tribunal Superior Eleitoral decide esta semana se vai investigar a suspeita de que uma ONG de nome Nova Política arrecadou resursos de forma ilegal para a campanha do presidenciável tucano Geraldo Alckmin. A denúncia foi feita pela coligação A Força do Povo que flagrou no site da ONG um sistema de arrecadação que pode ser configurado como caixa dois. Mas desde que a denúncia tornou-se pública, o conteúdo do site ''sumiu'' misteriosamente.
Nesta fantasia política, nosso colunista narra um discurso que poderia ter acontecido: “Quero agradecer a meus irmãos da Opus Dei. Mas quero agradecer acima de tudo aos jornalistas brasileiros, sem os quais seria impossível desconstruir esse mito da política”.
Bernardo Kucinski
“Quero agradecer em primeiro lugar aos meus companheiros de partido de São Paulo. Foi graças a São Paulo que estamos virando o jogo. E agradecer a meus irmãos da Opus Dei que me confortaram nos piores momentos da campanha até aqui. Mas quero agradecer acima de tudo aos jornalistas brasileiros, sem os quais seria impossível desconstruir esse verdadeiro mito da política que estamos enfrentando. Parecia uma tarefa impossível. O arquétipo do “pai dos pobres” estava profundamente enraizado no imaginário popular. Mas certos preconceitos também estavam e a imprensa foi muito feliz em fazer aflorar esses preconceitos. Lembro a todos a associação dos petistas a ratos através do poder da imagem, na capa de VEJA que vocês todos conhecem . Vários jornalistas, trabalharam essa associação depois por escrito, com grande sucesso. Foi um risco calculado, usar mesma técnica que Goebbels usou no seu filme “ O judeu eterno”, para convencer os alemães de que os judeus deveriam ser exterminados. Mesmo porque, não se trata da eliminação física dos nossos adversários ou dessa raça, como disse equivocadamente, o nosso amigo senador Bornhausen. Mas se trata, sem dúvida, de sua erradicação da política brasileira. Outra associação importante foi com o conceito de “quadrilha.” Arnaldo Jabor foi muito eficaz quando escreveu que “com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. “ A própria palavra “petista” já está adquirindo uma conotação pejorativa. É, sem dúvida uma grande vitória na batalha pelas mentes e corações dos brasileiros... (interrupção por aplausos prolongados).
“Não importa se no final dos inquéritos em curso, não ficar provada corrupção no governo, ou que o dinheiro do mensalão não veio dos cofres do Estado, ou que a maioria dos esquemas de corrupção começou no governo anterior. Os jornalistas brasileiros agiram bem ao ignorarem formalismos como o da presunção da inocência ou o do direito à auto- imagem. E mais ainda ao cunharem a expressão “mensaleiro” que estigmatiza por igual toda uma categoria de políticos, independente do grau ou tipo de envolvimento de cada um. Foi através de abordagens corajosas como essas, ignorando a superada ética jornalística liberal, que conseguimos inculcar em grande parte do eleitorado a idéia da quadrilha (aplausos).
“Da mesma forma, com a expressão “Nosso guia”, a imprensa conseguiu associar sutilmente a figura desse falso “pai dos pobres” à dos ditadores comunistas, Stalin, Mao e Enver Hoxa. Com isso personalizamos a idéia geral , que já havíamos conseguido disseminar antes, de que essa gente é autoritária por natureza . Também conseguimos convencer boa parte do eleitorado de que esse “pai dos pobres”, não tem educação nem cultura, é um ignorante.E não foi fácil, dada a propensão do povo de respeitar as autoridades. Muitos jornalistas contribuíram para isso e todos eles eu agradeço. A idéia de que se trata de um ignorante pegou fundo e hoje é encampada inclusive por intelectuais, como o dramaturgo Lauro Cezar Muniz que em declaração de grande destaque na Folha Ilustrada, explicou como “ a falta de escolaridade impede a pessoa de entrar em contato com a lógica” e que por isso nosso adversário “não tem clareza para governar o Brasil.”
“A imprensa estrangeira também ajudou. Quero lembrar a vocês o artigo do New York Times sugerindo que o mito é um alcoólatra. A primeira reação do povo foi repudiar o jornalista americano, por aquele motivo que já mencionei, o respeito à autoridade, ainda mais quando atacada por um estrangeiro. Mas graças ao desastrado gesto de sua expulsão e posterior ajuda de alguns de nossos mais brilhantes jornalistas, conseguimos reverter esse quadro e hoje posso assegurar a vocês, são muitos os brasileiros que acreditam na tese do alcoolismo. Agradeço em especial ao diretor da sucursal da Folha em Brasília , que através de pesquisa cuidadosa nos mostrou que o alcoolismo está no DNA da família Silva. Finalmente quero mencionar o brilhantismo com que alguns jornalistas trabalharem a delicada idéia de esse pai dos pobres e os petistas em geral são tipos patológicos. VEJA foi pioneira ao dizer que “Lula tem dificuldades patológicas em compreender o que lhe pertence e o que pertence e ao Estado.” E Diogo Mainardi, comparou Lula ao Papa Léguas, “uma besta primária, um oportunista microcéfalo perfeitamente adaptado ao seu meio, que sabe apenas fugir das ciladas preparadas pelo coiote.” Quero mencionar, em especial o artigo de José Neumanne Pinto: “Freud, Lombroso e Jung no Planalto”, publicado às vésperas da eleição, no jornal mais importante do país, O Estado de S.Paulo. Hoje, como vocês sabem, há um retorno ao paradigma genético, portanto ao modelo lombrosiano. Meus irmãos da Opus Dei, a propósito, nunca abandonaram a abordagem lombrosiana. O artigo de Neumanne foi tão importante, que o colocamos no nosso site. Enfim, sei que deixei de mencionar dezenas de jornalistas que também contribuíram para o combate ao mito. A todos agradeço de coração. E os conclamo a continuar a lauta.O mito foi duramente atingido, mas ainda não morreu. Nossa tarefa é destruí-lo. (aplausos prolongados, gritos de Viva a Liberdade de Imprensa, Viva São Paulo.)
A Folha deveria ter mantido na Edição SP a mesma visibilidade que deu para o caso da senadora Serys Slhessarenko, do PT, na Edição Nacional, com título no alto de página ("Para relator, senadora do PT não se envolveu com Planam", pág. A11). Como a senadora foi objeto de várias reportagens críticas, era justo que a informação tivesse visibilidade. Na Edição SP virou uma nota no meio da página, "Para relator, petista [qual?] não se envolveu com a máfia [qual?]" (pág. A12).
Escrito por Marcelo Beraba , ombudsman da Folha em sua crítica de 06/10/2006.
O blog Rede da Legalidade tem a obrigação de prestar alguns esclarecimentos :
1-Na última terça feira, nos deparamos com o blog totalmente truncado (onde cedilhas, acentos etc são substituídos por estranhos signos, impossibilitando a leitura).Constatamos que este problema acontecia na maioria dos blogs UOL e inclusive nas páginas da UOL que davam acesso aos blogs (como se pode ver nos posts abaixo).
2-Começamos então a , na busca de solucionar o problema, contatar o serviço de atendimento da empresa. O tel disponível pra nossa região 40028009 esteve ocupado nos últimos 3 dias. Absurdo, pois o atendimento é eletrônico e nunca deveria estar ocupado. Tentamos por e-mail através do diretorgeral@uol.com.br e recebemos apenas algumas respostas evasivas e padrão. Tentei ainda pelo serviço da central do assinante on line, onde somos atendidos num chat por atendentes que, após algumas tentativas de provar que o problema é nosso, fogem e desconectam na nossa cara.Por fim consegui um contato no 0800 77 11 015 , desta vez com um atendente sério e competente, que esclareceu enfim que o problema era na central da UOL.
3-O problema do truncamento no nosso blog está resolvido, mas desapareceram nosso histórico, que iniciava em 01/05 e agora inicia em 16/08 assim como desapareceram as categorias que ficavam na barra vermelha ao lado, algumas fixas padrões da UOL e outras duas que haviam sido criadas por nós como "Editorial" e "Entrevistas".
4-Problemas podem acontecer em qualquer empresa ou sistema, mas esconder o problema e tentar empurrar para cima dos assinantes a responsabilidade pelos danos causados é prática horrenda que a UOL utiliza, assim como a maioria da empresas prestadoras de serviço.Se esconder atrás de "fofos" e "fofas" que são colocados no serviço de atendimento, não para darem esclarecimentos e sim para "nos enrolar", também é horripilante para uma empresa que se diz "O maior provedor da América Latina".
5-Esperamos que a UOL se digne a restaurar o blog como era antes pois , com as ferramentas que nos oferecem, não nos é possível fazer isso.Na base de configuração do blog, as categorias estão "ativadas" mas não aparecem mais na barra vermelha.O histórico antigo é encontrado no Google, mas desapareceu na UOL, que aliás, tem um "buscador" que se recusa a admitir que nosso blog existe.
6-Voltaremos a blogar daqui a pouquinho, pois apesar das difiduldades impostas pela UOL nosso objetivo de reeleger Lula Presidente assim como Olívio Dutra, Ana Júlia e outros "candidatos aliados" nos Estados é o que nos move.
uol o pior conteudo Escrito por Rede da legalidade às 22h26
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uol uma tranqueira Escrito por Rede da legalidade às 22h26
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uol incopetente Escrito por Rede da legalidade às 22h26
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uol uma vergonha Escrito por Rede da legalidade às 22h24
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Novo esclarecimento
desculpe o texto sem pontuacao til cedilha e desculpe a falta de vergonha na cara do meu provedor a uol
o blog continua truncado
esta truncado ha mais de 40 horas
varios blogs e paginas da uol estao truncadas
apos 1 hora de conversa com um atendente da uol que sabia do que estava falando
cheguei a conclusao que o problema e mesmo da uol
a uol que nos enche de pop-ups para vender qualquer tranqueira
nao se digna a informar para seus usuarios que
esta enfrentando um serio problema nos seus computadores centrais e por isso este problema de truncamento esta acontecendo
poderia fazer um pop-up esclarecendo os usuarios de que o problema e deles e nao nosso mas nao o faz
nao o faz porque nao quer admitir que esta sendo incompetente e nao fazendo deixa no ar a duvida aos usuarios de que o problema e do blog ou do blogueiro
esta postura da uol reflete bem a postura de seus donos que so querem saber de arrumar novos assinantes e ganhar muito dinheiro nao oferecendo um servico de atendimento e suporte tecnico digno de quem se diz o maior provedor da america latina
a uol quer esconder seus problemas
a uol aumenta a cada dia o numero de assinantes mais nao aumenta proporcionalmente o numero de empregados para solucionar problemas e oferecer um bom atendimento aos clientes
a uol esta se mostrando nestes dias um provedor incopetente e incapaz
Desde antes da própria fundação do PSDB, lembremos apenas a mão de gato da Paulipetro: vem logo à mente a divisa de São Paulo: "Non ducor, DUCTOR".
E os casos da CDHU e tantos outros.
Pastas rosas, caimãs...
E sempre a se bater no peito, a proclamar a honestidade, a probidade, sua e dos seus, pelo rádio, pela televisão, em rede nacional ou estadual...
Lula recebe apoio de governadores (Foto: Stuckert)
Questões que estão em jogo no segundo turno
No segundo turno, precisamos manter o voto de quem nos apoiou no primeiro turno. E precisamos conquistar os votos de quem votou nulo e branco, de quem se absteve, de quem votou nas demais candidaturas, inclusive de quem votou em Alckmin.
Há basicamente três motivos que podem levar um eleitor a votar em Lula.
Fica claro, portanto, que num governo Alckmin a polÃtica externa mudaria. Sairia a relação com os paÃses do Sul do mundo, acabaria a polÃtica de integração continental, cessaria a relação prioritária com o continente africano. E voltaria, no seu lugar, a subordinação do Brasil à polÃtica dos EUA.
Se Alckmin nem sempre abre o jogo, outros tucanos são mais explÃcitos e revelam que, num eventual governo Alckmin, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Economia Federal entrariam na fila da privatização.
Como lembrou recentemente Guido Mantega, ministro da Fazenda do governo Lula, Alckmin fala muito em reduzir os ?gastos públicos?, mas não esclarece o que quer dizer com isto. Façamos nós a tradução para o português corrente: quanto Alckmin falar em cortar gastos, entendamos o seguinte: um governo tucano-pefelista reduziria o orçamento da bolsa-famÃlia, da saúde, da educação e de outras áreas sociais.
São estas e outras questões que estão em jogo no segundo turno. Haverá mais ou menos investimentos públicos em áreas como energia, comunicações, rodovias, saneamento básico, educação, saúde?
....O segundo turno ocorrerá, dentre outros motivos, porque os meios de comunicação forjaram um noticiário que deu ao país "certezas" absolutamente inexistentes sobre o caso do dossiê antitucanos, como a difundida pelo telejornalismo da Globo de que "membros do PT, que estavam a serviço do partido, foram presos com R$ 1,7 milhão". Ora, isso não está confirmado, por mais que seja possível, pois as investigações estão em andamento e não há provas de que a ordem e os fundos para compra do dossiê tenham saído do PT. Portanto, há, sim, a possibilidade de que as pessoas presas com o dinheiro tenham agido à revelia da legenda, por conta própria. No entanto, a imprensa não está preocupada com julgamentos apressados e com a influência ilegal e antidemocrática que a difusão em larga escala desses julgamentos possa ter sobre o processo eleitoral...
.....Ao tomar conhecimento de que a Polícia Federal não encontrou indícios que liguem o ex-assessor de Lula Freud Godoy ao caso do dossiê sobre o governador eleito de São Paulo, José Serra, e de que até o procurador da República Mário Lúcio Avelar, que pediu duas vezes a prisão temporária do ex-assesor, compartilha da teoria da PF de que ele não está envolvido no caso, concluo que o Estado de Direito está em risco no Brasil, pois Godoy foi execrado em praça pública, condenado peremptoriamente, teve sua vida exposta de uma maneira absurdamente cruel e irresponsável e agora está a um passo de se tornar uma prova viva de que este país mergulhou num processo fundamentalista e histérico em que basta acusar alguém (contanto que seja do PT) para que seja considerado automaticamente culpado. E o pior é que os cidadãos responsáveis que enxergam o que está acontecendo e querem denunciar, são censurados pela imprensa....
Trechos do texto de Eduardo Guimarães para seu blog Cidadania.com
O Bico dos Tucanos Que a mídia é parcial, e enquanto mídia hegemônica é a parcialidade do capital, não resta nenhuma dúvida. Na crise dos partidos políticos tradicionais, à direita e à esquerda, a mídia vem se comportando como verdadeiro partido político de novo tipo. Já escrevi sobre isso analisando o caso venezuelano, e à época alertei que não deveríamos venezuelanizar o fato. O exercício de desconstrução dessa mídia hegemônica passa a ser, então, analisar o que diz e, principalmente, o que não diz. Por exemplo, nas análises do resultado as eleições do último domingo, além da manifestação explícita de satisfação pelo segundo turno, foram destacadas a derrota de ACM na Bahia e a vitória do tucanato no RS, com Yeda Crusius. Sobre a acachapante derrota dos tucanos no CE, nenhuma linha. E olha que ali foi uma derrota direta do PSDB para a esquerda, com a perda do governo estadual para Cid Gomes, irmão do Ciro e com trajetória de vida política mais à esquerda que o irmão, e para o PC do B que elegeu Inacio Arruda como Senador. Acrescente-se que o recordista de votos no Brasil para Deputado Federal foi um dos ministros mais fiéis a Lula, o Sr. Ciro Gomes, ele que também se apresenta desde já como presidenciável. Já aqui começam os silenciamentos, as invisibilizações. Enfim, para o complexo empresarial-midiático nada de mostrar tucano de bico quebrado. Democratizamos a democracia. Eleições diretas para Editor! Carlos Walter BLOG LANÇA CAMPANHA: PROBIBIDO VIRAR A DIREITA
Você já imaginou o que significará a volta da direita neoliberal conservadora para o país? O que significará para os movimentos sociais? para a América Latina?
Por isso, no dia 29 de outubro é proibido virar à direita!
E estendo isso a vocês, amigos leitores. Estou farto de ver a mídia denunciada só em bloguinhos. Tudo o que escrevemos aqui, tudo o que há para denunciar do partidarismo midiático deve ser denunciado pela TV, no horário eleitoral, e em cada declaração de petistas à imprensa. E não é porque eu quero, mas porque é extremamente óbvio que esse é o único caminho que resta ao PT, o de mostrar ao Brasil que a mídia que o acusa o faz porque é parte do jogo e não, apenas, uma expectadora inocente. ...
Trecho do post de Eduardo Guimarães do blog Cidadania.com
"O que está em jogo no segundo turno não é apenas se a Petrobrás vai ser privatizada – como afirma o assessor de Alckmin, Mendonça de Barros à revista Exame – e, com ela, o Banco do Brasil, a Caixa Economia Federal, a Eletrobrás.
O que está em jogo no segundo turno não é apenas se os movimentos sociais voltarão a ser criminalizados e reprimidos pelo governo federal.
O que está em jogo no segundo turno não é apenas se o Brasil seguirá privilegiando sua política externa de alianças com a Argentina, a Bolívia, a Venezuela, o Uruguai, Cuba, assim como os países do Sul do mundo, ao invés da subordinação à política dos EUA.
O que está em jogo no segundo turno não é apenas se retornará a política de privataria na educação.
O que está em jogo no segundo turno não é apenas se a política cultural será centrada no financiamento privado."
Direita à beira de um ataque de nervos com Manuela,
comunista campeã brasileira de votos !
Hoje à tarde estava ouvindo na Rádio Jovem Pan a entrevista de Manuela (PC do B / RS),deputada federal mais votada do Brasil.
Um dos entrevistadores - não sei qual era e não vem ao caso, porque os que tratam de política durante a tarde são um pior que o outro - querendo diminuir o tamanho do éxito da "camarada Gaucha" indagou algo mais ou menos assim :
A sra. é comunista. Na China Comunista não existem direitos para os trabalhadores, liberdade de imprensa etc. A sra. sendo comunista, quer isso para o Brasil ?
Ela respondeu fácil esta e mais um monte de perguntinhas malandras, mas não é a entrevista que quero reproduzir aqui, apenas refletir sobre esta pergunta:
Quando eles querem criticar o crescimento de 4% do pib Brasileiro, usam a China Comunista como exemplo de sucesso com seus 10% ao ano. Quando querem diminuir a retumbante vitória de uma integrante doPC do B usam a China Comunista como exemplo de fracasso.
Afinal de contas: qual é a China desses "gênios" do "jornalismo" ?
Escrito e postado pelos blogoditas DJ Moisés e Danilo Tarpani
Voto em Lula porque hoje mais pessoas comem no Brasil. Porque hoje temos mais crianças e jovens pobres nas escolas e faculdades. Porque hoje temos mais empregos e o maior salário mínimo dos últimos 40 anos. Voto em Lula porque hoje os corruptos e trambiqueiros, sejam de que partido forem, têm sido demitidos, afastados, presos, punidos. Voto em Lula porque hoje temos um país muito melhor do que há 4 anos atrás. E este país melhor, onde se come, estuda e trabalha, é um país em que o homem se torna cidadão. E o homem que se torna cidadão questiona a vida, exige. E um país onde o homem exige e questiona é um país que se transforma, se torna mais justo. E quanto mais justo este país se torna, mais exige justiça para si e para os seus numa ciranda sem fim. Por fim, voto em Lula hoje pra que esta ciranda não rode outra vez ao contrário. Pra que ela dance pra sempre a sua dança enlouquecida por vida e futuro.
Em entrevista coletiva realizada no dia 02/10, no Palácio da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que está pronto para o debate, e declarou que agora, no segundo turno, poderá discutir o país e comparar o Brasil de hoje com o Brasil dos governos anteriores. “Vamos vir com mais força agora, e certamente não vai faltar voto para a gente ganhar no segundo turno", afirmou.
Lula começou a entrevista parabenizando o povo brasileiro pelo comportamento exemplar durante as eleições de domingo. “Mostramos para o mundo que o processo democrático brasileiro está consolidado”, disse. O presidente ainda elogiou a rapidez da apuração e se referiu as urnas eletrônicas como um exemplo que deve ser adotado em outros países democráticos.
Falando como candidato, ele agradeceu aos mais de 46 milhões de eleitores que apoiaram sua reeleição no primeiro turno e comemorou a possibilidade de uma eleição mais transparente a partir de agora. “Teremos uma campanha mais justa e verdadeira, com debates cara a cara e com o mesmo tempo de TV para cada um dos candidatos”, celebrou. Lula ainda afirmou estar muito satisfeito pelas vitórias de Jacques Wagner na Bahia e Marcelo Deda em Sergipe. Ambos derrotaram candidatos do PFL em seus estados.
Sobre as alianças para o segundo turno, o presidente explicou que já foram iniciadas as conversas com os candidatos a governador que foram para o segundo turno em seus estados. Afirmou, inclusive, que, no Rio de Janeiro, deverá dividir o palanque com Sérgio Cabral, do PMDB. “Não mediremos esforços para que apoiemos Sérgio Cabral no segundo turno”, garantiu.
O presidente também pediu respeito ao voto dos eleitores, e disse que não pode julgar ninguém que foi eleito porque quem julga é a justiça e o povo nas eleições. “Para nós não existem eleitores de primeira e segunda categoria”, disse. Ele ainda elogiou o Congresso Nacional por ter votado quase todos os projetos enviados pelo governo e lembrou que nunca interferiu nos trabalhos do parlamento. “É o exercício da democracia”, afirmou. “Não interferimos nem nas CPI’s, como fez o governo passado e o governo de São Paulo, que impediu a instalação de 60 pedidos de investigação”, lembrou.
O presidente ainda ressaltou o papel fundamental da imprensa para democracia, e rejeitou ser classificado de candidato apenas dos pobres. “Isso não existe em um país como o Brasil”, explicou. “O que faço questão de deixar claro é que governamos para 190 milhões de brasileiros, mas damos uma atenção especial para os mais pobres”, concluiu.
Do site da campanha de Lula, que já voltou ao ar : www.lula.org.br
Enviado por Danilo Tarpani, postado pelo blogodita DJ MOisés.
Muita comemoração e alegria é o que tomou conta dos comunistas gaúchos após a apuração dos votos na noite de ontem. O motivo não poderia ser melhor, a grande votação alcançada pela candidata do PCdoB à Câmara Federal, Manuela, que obteve 271.938 votos (4,5%) sendo a deputada federal mais votada do Estado no pleito. A comemoração foi também pela eleição de Raul Carrion para a Assembléia Legislativa e o resultado que definiu segundo turno no Estado entre Olívio Dutra (PT/PCdoB), que tem a deputada comunista Jussara Cony como vice, e Yeda Crusius(PSDB).
Manuela eleita Deputada Federal
Primeira mulher comunista eleita pelo Rio Grande para a Câmara Federal
Manuela fez uma campanha alegre. Conquistou amplo apoio para a sua candidatura graças ao trabalho realizado na Câmara de Porto Alegre, firmeza de posições demonstradas durante a campanha e empatia com o eleitorado. Por outro lado, a sua candidatura procurou encarnar o anseio de renovação existente nesta eleição articulado com a necessidade de se aprofundar as mudanças no país - tanto que a sua marca foi ''A cara do novo Brasil''.
Manuela conquistou alguns feitos históricos na eleição. Além de ter obtido a terceira maior votação a deputado federal na história do Estado, é a primeira mulher comunista eleita para a Câmara Federal o segundo mandato comunista eleito pelo Rio Grande do Sul, que só havia eleito em 1945.
Em entrevista hoje pela manhã à rádio gaúcha disse estar muito feliz com a votação recebida. Segundo ela é resultado de uma grande mobilização partidária. Enfatizou a importância do voto nas mulheres e também a grande quantidade de votos que o PCdoB recebeu na sua legenda.
Sobre os resultados da eleição majoritária disse que agora o embate fica mais nítido, pois, no segundo turno, haverá um cenário muito claro de dois campos políticos, tanto no Estado quanto no país.
A expressiva votação obtida por Manuela acabou contribuindo também para a manutenção da quantidade de cadeiras da bancada petista do RS na Câmara Federal. A coligação petista permanece sendo a maior, com oito deputados, embora o PT tenha perdido uma cadeira.
Raul Carrion eleito para a Assembleía
Outra vitória dos comunistas gaúchos foi a eleição de Raul Carrion para deputado estadual. Com isso o PCdoB manteve o seu espaço na Assembléia Legislativa, já que Jussara Cony, cuja reeleição era praticamente garantida, não concorreu na eleição proporcional pois compõe a chapa majoritária como candidata a vice-governadora, ao lado de Olívio Dutra (PT). Carrion obteve votação significativa, superando os 40 mil votos e ficou entre os mais votados da Frente.
Segundo turno no RS repete polarização nacional
A grande surpresa da eleição no RS foi o desempenho da candidata do PSDB Yeda Crusius, que acabou sendo a mais votada no 1º turno. O atual governador, Germano Rigotto (PMDB), apontado por todas as pesquisas como favorito, sofreu sério revés e acabou na terceira colocação, ficando de fora da disputa no segundo turno. A eleição revelou também impressionante recuperação do candidato da Frente Popular, Olívio Dutra, que nos dias que antecediam a eleição não aparecia bem nas pesquisas.
O segundo turno para o governo gaúcho reproduz a polarização do pleito para a Presidência, em que PT e PSDB, com Lula e Alckmin, concorrem ao cargo também em segundo turno. Outra novidade no Estado é que a configuração da disputa pôs fim a histórica polarização entre PT e PMDB, presente há três eleições.
Seguimos os rastros de um dossiê, e dos crimes cometidos. À irresponsabilidade dos petistas envolvidos, soma-se o crime acobertado pela imprensa cúmplice.
Flávio Aguiar
Meu implacável amigo Saul Leblon traçou o seguinte roteiro:
“1. Na sexta-feira, 15 de setembro, data marcada pelos Vedoins para entrega do dossiê Serra/Sanguessua a um grupo de petistas, num hotel em SP, o delegado de plantão na PF na capital paulista era Edmilson Pereira Bruno
2. O delegado prendeu os petistas em flagrante no hotel Ibis.
3. Antes mesmo que os presos fossem conduzidos à sede da PF, em SP, uma equipe de TV da produção do programa do candidato Geraldo Alckmin já estava a postos no local, para filmar a chegada dos detidos e usar as imagens no horário eleitoral do tucano. A equipe de Alckmin demonstrou agilidade superior a de qualquer órgão da grande imprensa, no principal centro jornalístico do país.
4. No dia 18, três dias depois desses acontecimentos, o delegado Bruno foi afastado do caso após declarar que o suposto dossiê Serra/Sanguessuga continha mais de duas mil folhas e implicava todos os partidos. Na verdade, o que tinha mais de duas mil folhas era o inquérito que investigava a ação dos sanguessugas em Cuiabá.
5. Dez dias depois, na quinta-feira, dia 28, o mesmo delegado Bruno invade uma sessão de perícia na qual dois técnicos da PF fotografavam o dinheiro supostamente utilizado para comprar o dossiê Serra/Sanguessua.
6.O delegado Bruno alega aos peritos que havia sido reconduzido ao caso. Enquanto eles realizavam seu trabalho, o delegado sacou uma máquina digital e fez 23 fotos do dinheiro
7. Nos dias anteriores, à medida em que se aproximava a data do pleito e a vitória de Lula no primeiro turno mostrava-se cada vez mais provável, o candidato Alckmin e todo o PSDB, bem como seus ventríloquos na mídia, elevaram o tom das cobranças. A artilharia tucano-pefelê-midiática, centrava fogo em duas cobranças: a liberação das fotos do dinheiro pela PF e a presença de Lula no debate da Globo, marcado para o dia 28, quinta-feira, à noite.
8. Lula, na última hora, decidiu não ir ao debate prevendo um "massacre orquestrado" da oposição contra o seu governo.
9. O Presidente escapou do massacre, que de fato ocorreu, e teve ampla repercussão no JN e nos diários. Mas não escapou das fotos.
10. Na sexta-feira, dia 29, pela manhã, o delegado Bruno pessoalmente entregou cópias em CDs das fotos que havia feito a três jornalistas em frente do prédio da PF, em SP. Sequer marcou um encontro em local mais discreto. Segundo o jornalista Bob Fernandes do site Terra Magazine, teria explicado assim seu gesto aos repórteres: "Quero f... com o Lula e o PT".
11. No mesmo dia, quando as fotos já circulavam na Internete -- divulgadas pela Agência Estado-- o delegado procurou superiores e informou: "Estou desesperado. Pegaram uma cópia das fotos que eu havia feito".
12. Pouco depois, em entrevista à mesma Agência Estado que havia distribuído as fotos e sabia sua origem, o delegado Bruno afirmou: "Estão veiculando que eu cedi o CD. Eu não cedi este CD. Eu não sei se é para me prejudicar ou não. Não sei quem foi o autor do crime, mas não fui eu que distribuí o CD". O delegado afirmou ainda nessa entrevista, divulgada amplamente por um veículo que sabia de antemão a versão verdadeira, que as fotos haviam sumido do seu arquivo pessoal.
13.No sábado, dia 30, as fotos dominaram o noticiário das TVs e as primeiras páginas de todos os jornais. No Globo, a foto ocupou mais de metade da pág. frontal. A Folha foi além e optou por uma composição grotesca. Sob a pilha de dinheiro colocou uma foto de Lula encapuzado, enquanto vestia um casaco. Uma mão apertada sobre o seu ombro sugeria um caso de detenção. Um truque de composição fotográfica, reduziu assim o Presidente e induzia os leitores a enxergarem-no como um marginal preso em flagrante, a 48 horas do pleito presidencial.
14. Todos os jornais publicaram as imagens do dinheiro sem indentificar a origem das fotos. Nenhum informou as palavras ditas pelo ofertante –ainda que sua identidade fosse mantida em sigilo: "quero fu.. com Lula e com o PT".
15. No domingo, finalmente, os jornais traziam uma entrevista do delegado Bruno. Nela , o policial admite que fez e distribuiu as fotos—o que antes havia negado peremptoriamente e os jornais – embora sabendo que era uma mentira – publicaram e atestaram a verdade. O delegado, porém, insiste, desta vez, que eu gesto não teve motivação política e nega qualquer ligação com a campanha tucana. Os jornais de novo publicam suas declarações, sem contextualizá-las.
17. No mesmo domingo, dia do pleito, os jornais afirmam que o desgaste desse episódio reduziu dramaticamente a vantagem anterior de Lula nas pesquisas de intenção de voto, referentes ao primeiro turno. Segundo as novas enquetes, mesmo no segundo turno, a reeleição do Presidente agora tornara-se incerta.
18. Tudo fica como dantes no quartel do Abrantes. A imprensa continua a acobertar e a ser cúmplice do crime de violação do segredo de justiça. Por quê? Porque ao invés dos eventuais crimes cometidos por petistas, desta vez os crimes a interessam, e favorecem seu candidato, Geraldo Alckmin”.
Eh, Leblon bom de bola!
Flávio Aguiar é editor-chefe da Carta Maior.
Agora pouco, no Jornal Nacional, Bruno lança uma terceira versão para o caso :
Um dos três CDs havia sido roubado de sua mesa, por isso distribuiu os outros.
Que venham as próximas versões, ou verdades.
Postado e remixado em vermelho pelo blogodita DJ MOisés dia 02/10 as 21:42h
Disputas que ocorrerâo em 2º turno e todos os eleitos, em todos os cargos, em todo o Brasil:
Quando quiser mudar o quadro de visualização baixe toda a barra de rolagem e selecione lá abaixo a disputa eleitoral que quer verificar (no box marrom "LISTAS").
Para ver os nomes dos Deputados Federais e Estaduais por estados, depois de selecionar o pleito desejado (ver linha acima desta em azul), selecione o estado nos quadrinhos com as siglas estaduais no alto da página que se abre.
Concluída a apuração, Lula teve 46,7 milhões de votos
O Tribunal Superior Eleitoral concluiu a apuração das urnas. Lula teve 46.661.622 votos, correspondendo a 48,61% do total de válidos. Geraldo Alckmin teve 39.968.037, equivalente a 41,64%.
Heloísa Helena ficou com 6,85%. Cristovam Buarque, com 2,64%. Ana Maria Rangel, com 0,13%. José Maria Eymael, com 0,07%. Luciano Bivar, com 0,06%.
Os votos válidos somaram 95.995.598 (91,58%). Os votos em branco foram 2.866.191 (2,73%). Os nulos, 5.957.117 (5,68%). os Os resultados detalhados por região e por Estado podem ser consultados no site da Justiça Eleitoral.
Os 17 governadores eleitos ou reeleitos, por partido:
PT: 4 PMDB: 4 PSDB: 4 PPS: 2 PDT: 1 PFL: 1
Os resultados, por Estado:
Governadores reeleitos
Piauí: Wellington Dias (PT) Espírito Santo: Paulo Hartung (PMDB) Minas Gerais: Aécio Neves (PSDB) Rondônia: Ivo Cassol (PPS) Roraima: Ottomar Pinto (PSDB) Tocantins: Marcelo Miranda (PMDB) Mato Grosso: Blairo Maggi (PPS) Amazonas: Eduardo Braga (PMDB) Amapá: Waldez Góes (PDT)
Governadores eleitos
Bahia: Jaques Wagner (PT) Sergipe: Marcelo Déda (PT) Acre: Binho Marques (PT) Distrito Federal: José Roberto Arruda (PFL) Mato Grosso do Sul: André Puccinelli (PMDB) Ceará: Cid Gomes (PSB) Alagoas: Teotônio Vilela Filho (PSDB) São Paulo: José Serra (PSDB)
Segundo turno
Pará: Almir Gabriel (PSDB) x Ana Júlia (PT) Rio Grande do Sul: Yeda Crusius (PSDB) x Olívio Dutra (PT) Goiás: Alcides Rodrigues (PP) x Maguito Vilela (PMDB) Santa Catarina: Luiz Henrique (PMDB) x Esperidião Amin (PP) Paraná: Roberto Requião (PMDB) x Osmar Dias (PDT) Pernambuco: Mendonça Filho (PFL) x Eduardo Campos (PSB) Maranhão: Roseana Sarney (PFL) x Jackson Lago (PDT) Paraíba: Cássio Cunha Lima (PSDB) x José Maranhão (PMDB) Rio de Janeiro: Sérgio Cabral (PMDB) x Denise Frossard (PPS) Rio Grande do Norte: Wilma de Faria (PSB) x Garibaldi Alves (PMDB) Escrito por Rede da legalidade às 08h35
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Acre: Tião Viana (PT), reeleito Alagoas: Fernando Collor (PRTB), ex-presidente da República Amapá: José Sarney (PMDB), reeleito, ex-presidente da República Amazonas: Alfredo Nascimento (PL), ex-ministro dos Transportes Bahia: João Durval (PDT), pai do prefeito de Salvador Ceará: Inácio Arruda (PCdoB), deputado, ex-líder do partido Distrito Federal: Joaquim Roriz (PMDB), ex-governador Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB), deputado, ex-líder do partido Goiás: Marconi Perillo (PSDB), ex-governador Maranhão: Epitácio Cafeteira (PTB), ex-senador Mato Grosso: Jaime Campos (PFL) Mato Grosso do Sul: Marisa Serrano (PSDB), ex-deputada Minas Gerais: Eliseu Resende (PFL), deputado Pará: Mário Couto (PSDB) Paraíba: Cícero Lucena (PSDB) Paraná: Alvaro Dias (PSDB), reeleito Pernambuco: Jarbas Vasconcelos (PMDB), ex-governador Piauí: João Vicente Claudino (PTB) Rio de Janeiro: Francisco Dornelles (PP), deputado Rio Grande do Sul: Pedro Simon (PMDB), reeleito Rio Grande do Norte: Rosalba Ciarlini (PFL) Rondônia: Expedito Junior (PPS), ex-deputado federal Roraima: Mozarildo Cavalcanti (PTB), reeleito Santa Catarina: Raimundo Colombo (PFL) São Paulo: Eduardo Suplicy (PT), reeleito Sergipe: Maria do Carmo (PFL), reeleita Tocantins: Kátia Abreu (PFL), deputada
Será que agora no segundo turno a cobertura será imparcial e apartidária ? Chegamos ao cúmulo de ter um artigo encomendado pela folha de SP , censurado por estar "fora de foco" ! Fora de qual foco, o de fabricar um segundo turno ?
O Povo foi enganado pela mídia que não questionou o envolvimento de Serra/PSDB/Barjas/Abel, no embrólio do dossiê. O Marco Aurélio Mello, melou a eleição ! E o promotor de Mato Grosso ? E o delegado tucano da PF ? E a cartilha da folha jogada no lixo ? Até o Beraba,ombudsman da folha se curvou nos últimos dias, que vergonha !
Mesmo assim, Lula venceu o primeiro turno ! O povo aprovou o Governo Lula com quase 49% dos votos válidos, contra a chusma e seus "votos inválidos"capengas, surrupiados da massa com truques midiáticos, conquistado a custas de armações muito bem articuladas por Tucanospeefelentos e sua "ética de ratoeira", muito bem embalados por Rossis, Mainardis,Mesquitas,Frias, Castanhedes, Josias, Noblats,Cívitas e outros "penas de aluguel".
A imprensa , principalmente a paulista mudou o resultado da eleição, essa é a verdade !
Temos quatro governadores do PT eleitos, dois no segundo turno, além de outros aliados do PSB como Cid Gomes no Ceará.
Confirmamos Suplicy e Tião Viana no Senado pelo PT além de Inacio Arruda do PC do B.
Manuela, do PC do B (RS), recebeu a maior votação para câmara federal no RS, com 271.896 votos , é a grande revelação destas eleições
Tivemos um crescimento da bancada, tanto do PT quanto do PC do B.
A derrota de ACM foi nossa maior vitória nestas eleições !
E os paulistas que elegeram retumbatemente Maluf,Eneas e Clodovil, que não reclamem se a câmara federal não funcionar,pois o que não funcionou foi o dedinho deles na hora de apertar os botões.
Nossos objetivos :
Confirmar a vitória de Lula no segudo turno, assim como Ana Júlia no Pará e Olivio Dutra no RS.
De cabeça erguida, vamos a luta que o resto é truta !
Marcelo Déda, do PT, é o novo governador de Sergipe
Com 99,55% das urnas apuradas em Sergipe, Marcelo Déda (PT), ex-prefeito de Aracaju, está eleito governador do Estado. Até o momento, Déda conta com 52,46% dos votos válidos. João Alves (PFL) tem 45,02%. João Fontes (PDT), 2,12%.
Postado pelo blogodita DJ Moisés Escrito por Rede da legalidade às 22h17
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Wellington Dias, do PT, é reeleito no Piauí
Com 97,51% das urnas apuradas no Piauí, o governador Wellington Dias (PT) está reeleito. Até o momento, Dias conta com 61,79% dos votos válidos. Mão Santa (PMDB) teve 25,01%. Firmino Filho, 12,37%.
Postado pelo blogodita DJ Moisés Escrito por Rede da legalidade às 22h15
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A derrota de ACM
Jaques Wagner, do PT, é eleito governador da Bahia
Com 93,72% das urnas apuradas na Bahia, Jaques Wagner (PT), ex-ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, está eleito governador do Estado. Até o momento, Wagner conta com 53,27% dos votos válidos. O atual governador, Paulo Souto (PFL), tem 42,48%.
Quero demonstrar todo meu repúdio à capa da Folha de sábado, 30 de setembro de 2006. Como a Folha pode dizer que é apartidária e publicar uma capa com a foto ilegal do suposto dinheiro da compra do dossiê Vedoin?
A Folha não é a primeira a dizer que só veicula imagens e depoimentos baseados em fatos comprovados? Como teve tanta pressa pra publicar as fotos de um delegado que disse que sua intenção era FERRAR o PT? E por que usar, maldosamente, a foto de Lula como se fosse um marginal, com a cabeça coberta? Vão dizer que foi coincidência, eu sei.
Pra mim, se a Folha nunca foi apartidária, esta capa só veio confirmar que a Folha além disso é criminosa, pois busca assustar seus leitores, ou causar comoção de forma subliminar. Vou cancelar minha assinatura pois considero nojenta essa forma de fazer jornalismo.
O engraçado é que ao fazer o pedido de cancelamento, me ofereceram 1 mês de jornal grátis. Eu entendo que é obrigação de quem me atendeu fazer isso, mas vejam: estão tentando me comprar por um mês de assinatura grátis?
Não aceito! Não quero! Só quero distância deste tipo de jornalismo maldoso, preconceituoso, partidário. Antes só do que mal informado.
E mais, me surpreende o ombudsman não ter sequer tocado no assunto hoje. O jornal de sábado estava fechado na sexta à noite. Será que o ombudsman escreve sua coluna com tanto tempo de antecedência e não tem mobilidade para alterar um parágrafo?
Chegada dos candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin ficou marcada pela truculência de seguranças com a imprensa
Francisco Carlos de Assis e Elizabeth Lopes (para o Estadão)
SÃO PAULO - Tumulto e desorganização marcaram a votação no Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, causados pelo despreparo dos seguranças do PSDB.
Eles agrediram os fotógrafos e cinegrafistas, que também provocaram tumulto na chegada, no desejo de conseguir imagens e fotos da chegada dos candidatos do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao local de votação de Serra.
Houve gritaria e desespero entre as pessoas que estavam chegando ou saindo do colégio. Na ocasião, uma senhora foi derrubada.
Jornalistas, durante a cobertura das eleições 2006, lamberam os cuturnos dos chefes e dos tucanopeefelentos , mereceriam da parte deles um tratamento melhor. Bem feito ! (DJ MOisés)
Lula: "Confio na maturidade do povo e vou ganhar esta eleição hoje"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou às 10h deste domingo (1º) na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo.
Na saída, Lula disse que o processo fortalece a democracia e que acredita na vitória em primeiro turno. "Estou confiante que vou ganhar esta eleição hoje".
O presidente votou na seção 70 e a primeira dama, Marisa Letícia, na seção 72, na mesma escola.
Lula votou acompanhado do candidato a governador de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, pelo ministro Luiz Marinho (Trabalho), pelo senador Eduardo Suplicy e pelo deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho.
"É um momento muito especial para o Brasil porque é uma eleição que vem consolidar nosso processo democrático", disse ele.
O presidente afrimou que confia na maturidade do povo. "Estou confiante que o Brasil tem um destino traçado. O país tende a continuar crescendo e a vida do povo tende a continuar melhorando. Espero que o povo brasileiro coloque na urna o seu desejo, o seu sonho e a sua força para que a gente possa consolidar as mudanças que o Brasil tanto precisa."
Com participação de uma só empresa, licitação da Prefeitura de Jaciara aponta elo entre ex-ministro da Saúde e empresário
A Cicat, de Abel Pereira, venceu a concorrência para construir um hospital que, apesar de inaugurado em 2004, continua fechado
MAURÍCIO SIMIONATO DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
Uma licitação da Prefeitura de Jaciara (MT) da qual apenas uma empresa participou reforça os indícios de um possível elo entre o empresário Abel Pereira, o ex-prefeito da cidade mato-grossense Valdizete Martins Nogueira (PPS) e o prefeito de Piracicaba (SP) e ex-ministro da Saúde, Barjas Negri (PSDB). A Construtora e Pavimentadora Cicat Ltda., empresa de Abel com sede em Piracicaba, foi a única a participar da licitação para construir um hospital em Jaciara, de acordo com levantamento da atual administração da prefeitura da cidade. A Cicat venceu a licitação para executar as obras do hospital, no dia 18 de dezembro de 2002, último mês de Barjas no ministério. O dinheiro foi liberado por Barjas por meio de um convênio com a prefeitura. Assinam o convênio Abel e Valdizete. Abel e sua família têm fazendas em Jaciara. Valdizete foi citado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, donos da Planam e líderes da máfia dos sanguessugas, como receptor de um cheque de Abel, fruto de propina para liberação de recursos durante a gestão Barjas no ministério, em 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A Polícia Federal, a Corregedoria Geral da União e fiscais do Ministério da Saúde estiveram recentemente em Jaciara, segundo a prefeitura, e levaram cópias de todos os documentos. O Hospital Cristo Redentor foi inaugurado oficialmente em 2004, mas apresenta diversas irregularidades e continua fechado para o atendimento da população. Após analisar a licitação, a prefeitura informou ainda que o mesmo convênio incluía a compra de diversos aparelhos hospitalares a uma valor total de R$ 147,3 mil. Neste caso, a vencedora foi a Manoel Vilela de Medeiros-ME -empresa considerada pela Polícia Federal uma das laranjas da Planam no esquema das sanguessugas. Uma vistoria técnica realizada entre junho e julho deste ano por fiscais do Ministério da Saúde nas obras do hospital constatou que "o projeto de arquitetura executado apresenta-se totalmente em desacordo com o aprovado" e que "há incompatibilidade entre notas fiscais e boletins de medição". Barjas confirmou ontem à Folha que Abel esteve uma vez no Ministério da Saúde, acompanhado de Valdizete, para tratar do convênio do hospital de Jaciara. No entanto, ele negou irregularidades no convênio. A assessoria jurídica de Abel disse que a Cicat foi a única empresa a participar da licitação apenas porque nenhuma outra teria se candidatado. A assessoria disse ainda que a Cicat repassou as obras de ampliação do hospital para outra empresa, em 2003. De acordo com a assessoria jurídica, a Cicat tem um braço da empresa em Jaciara que atua no ramo de agropecuária e a família tem fazendas na cidade há cerca de 15 anos e, por isso, decidiu entrar na concorrência para executar as obras. Abel e Barjas negaram envolvimento com o esquema das sanguessugas. Valdizete foi procurado ontem, mas não foi localizado. Em entrevista anterior, Valdizete confirmou que conhece Abel e os Vedoin, mas negou envolvimento com irregularidades.
Aperto nas pesquisas sobre o resultado da eleição, no primeiro turno, ressalta o papel fundamental da consciência política e da militância no voto.
Flávio Aguiar - Carta Maior
SÃO PAULO - Nem parece verdade, mas é: as últimas pesquisas, com algumas forçadas aqui e ali (falaremos disso), demonstram o papel fundamental da consciência política e da consciência militante no voto de 1° de outubro. Basta ler nossos comentaristas hispano-americanos para ver o tamanho da importância do que está em jogo nesta eleição. É algo de proporção continental. É o destino da esquerda na América Latina inteira, e de todas as correntes.
Os números das pesquisas são eloqüentes sobre o aperto a que se chegou, mas também sobre os arredondamentos necessários para se chegar ao resultado “empate”. As manchetes nos sites apregoam: “Eleição indefinida”, “Chance de segundo turno”, “Empate absoluto”. Vejamos primeiro os números.
De acordo com a divulgação no Jornal Nacional, da TV Globo, os números assim estão:
IBOPE: Lula 45, Alckmin 34, Heloisa Helena 8, Cristóvão Buarque, 2. Soma: Lula, 45; outros, 44. Entretanto, no ar foi feito o anúncio de que “pela primeira vez o número de votos nos outros candidatos passava um ponto em relação aos de Lula”. Ou seja, atribui-se aos outros candidatos um percentual de dois pontos, 2 milhões e 400 mil votos aproximadamente. Quero ver.
Data Folha: Lula 46, Alckmin 35, Heloisa Helena 8, Cristóvão Buarque 2. Soma: Lula 46, outros 45. Arredondamento: 1, atribuído aos outros candidatos, 1 milhão e 200 mil votos mais ou menos. É de menor tamanho, é verdade. Chegaram até nós informes do “tracking” feito pelo Vox Populi neste sábado. Lula 46, Alckmin 34, Heloísa Helena 7, Cristóvão Buarque 2, outros, 1. Soma: Lula 46, outros, 44. Está mais favorável a Lula, mas mantém-se na margem de erro.
Ou seja, vai-se destacar, amanhã, a disposição de decidir pela esquerda de uma vez ou não, deixando mais uma oportunidade para a direita armar suas arapucas e as trapalhadas petistas, como essa última dos aqualoucos do dossiê, entrarem nelas.
As declarações reproduzidas pelo Ministro Tarso Genro em entrevista coletiva à imprensa em destaque nesta página (onde mais?), feitas pelo delegado Edmilson Bruno, que afinal reconheceu ter violado o segredo de justiça divulgando as fotos do dinheiro apreendido com os aqualoucos, mostram a disposição de “estrepar” o PT e o presidente Lula, para não citar o palavrão empregado. Em entrevista ao site do Globo, o coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, afirma que as declarações do delegado estão gravadas.
Além disso ele afirma que “dois partidos teriam estimulado o vazamento com apoio material”. A outra está referida em blog situado na página do Estadão, o de Cristiane Padiglione, que faz perguntas incômodas, sugerindo que a TV Globo está mais furiosa com a ausência de Lula do que com a ausência de debate.
“Por que a repercussão do encontro [o debate na Globo] nos noticiários enfatizou tão somente a ausência de Lula? Se era para auxiliar o eleitor, por que não abrir às propostas de governo de quem compareceu ao debate o mesmo espaço consumido por esses na indignação causada pela ausência do petista?”
Depois: “O cano dado por Lula virou “informação” mais importante do que as idéias de quem se deu ao trabalho de comparecer”. Conclusão puramente minha das pertinentes perguntas de Cristiane: Ou as idéias eram irrelevantes, ou a TV Globo boicotou-as, ou o único interesse da repercussão era conjugar a malhação de Lula com as exibição das fotos, obtidas ilegalmente o que, no entanto, não parece constranger a nossa imprensa conservadora tão pudica, feroz e conclusiva quanto a outras ilegalidades ou meras suspeitas de.
A eleição deste domingo está, em suma nas mãos da consciência política das pessoas de esquerda. Que sairá daí? A conferir.
Da agência Carta maior, postada pelo blogodia DJ MOisés