Eliane Cantanhede responde.....
MC Albano também....
 
Senhora,
sua resposta (veja abaixo) é apenas tergiversação. Não reponde ao que pergunto, E se atribui funções que não são suas, que talvez nem sejam de ninguém. Registre, como jornalista, se assim se crê e ache que é "sua obrigação", critique, se se sente capaz. Condenar, porém, não é de sua alçada. E há mais, não são necessárias citações nem autores, seus atos são políticos sim, a senhora se envolve, sim. Toma partido, o que escreve aponta para algum lado. Condena, como diz. E o que é isso?
Meditação transcendental?
Também não diga que me recuso a ver isto ou aquilo, como pode saber? Somente se eu lhe disser. E não foi o que expressei em meu mail.
Indaguei, com considerandos. Foi isso, apenas. O resto, como de resto sempre é, quando se trata de "jornalistas" da "grande imprensa"é a a ação deliberada de agregar as manifestações não alinhadas ou não-conformes a uma geléia geral que não diz nada e que  será verberada como "radical"... por juízes de sua instância!
E há ainda mais, senhora. A senhora se permite o discurso moral. Mas não tem esse direito. Em que mundo vive? Ou sua labuta é uma farsa? Quererá dizer que as práticas que não "criticou nem condenou" com tanta ênfase, com tanto vigor, com tanto fervor, em outros governos eram diferentes? Não existiram?
Lamento. Mas não a condeno. A sua consciência o dirá, tendo  em conta os fatores de aplacabilidade que ajam sobre ela e talvez acabem por ser reconfortantes... mas serão isso, apenas... gratificações...
 
Albano Fonseca
 
Resposta de Eliane a carta aqui  do Albano
 
Eu não sou política. Sou jornalista e cumpro com o meu dever de registrar, criticar e condenar essa onda de escândalos que o sr. se recusa a ver.
Atenciosamente,
Eliane
 
Abaixo, outra resposta de Eliane, que se recusa a tocar no assunto do "furo" da equipe de TV do PSDB.

"Sou casada com o jornalista Gilnei Rampazzo há quase três décadas. Ele tem a carreira dele e foi chefe do Estadão, diretor da Isto É e diretor de jornalismo da TV Globo em Brasília durante anos, até sair e, um ano depois, virar sócio de uma produtora de vídeo que, em 15 anos, trabalhou entre outros para o PT, para o PMDB, para o PFL e em campanhas do PSDB. Agora, ele trabalha na do Alckmin. Isso é público e notório e jamais houve relação de causa e efeito entre o trabalho dele e o meu. Nós não somos políticos, não temos pretensões políticas e não interferimos um no trabalho do outro, basta ver tudo o que escrevi nos 8 anos de FHC e contra vários dos contratados da empresa dele. Aliás, tudo o que apuro e escrevo assino em baixo e está aí para análise e crítica pública. Tenho o direito de ter o meu trabalho, conquistado com muito suor e muita dignidade, e ele tem o direito de ter o dele. Nós chegamos onde chegamos cada um por seus próprios pés e por seus próprios méritos".

(Resposta de Eliane a um questionamento sobre a antecipação da equipe de TV do PSDB no casso do Dossiê, feito por DJ Moisés ao ombudsman da Folha,Marcelo Beraba, enviada por e-mail ao blog)

Postado pelo blogodita DJ MOisés, com a colaboração do MC Albano, Marcelo Beraba e Eliane Cantanhede

Do Vermelho

Cuba x EUA: O bloqueio e a questão da extraterritorialidade


Para o governo norte-americano, a regra é clara e simples: o bloqueio econômico, financeiro e comercial contra Cuba não existe apenas na relação entre os dois países, mas se estende a terceiros que não sigam à risca as regras estabelecidas, graças à aplicação extraterritorial das leis que há mais de 40 anos prejudicam os cubanos.
Por Fernando Damasceno

Nos últimos dois anos, período no qual os Estados Unidos recrudesceram sua política em relação a Cuba, a questão da extraterritorialidade acompanhou o ritmo das leis do bloqueio. A seguir, algumas de suas conseqüências práticas:

- Subsidiárias norte-americanas sediadas em qualquer outro país não podem levar a cabo nenhum tipo de transação com empresas cubanas;

- Nenhuma empresa, de qualquer país, pode exportar para os EUA produtos origem cubana ou até mesmo produtos que contenham alguma matéria-prima com procedência da Ilha;

- Empresas de quaisquer países não podem vender a Cuba nenhum tipo de produto que contenha mais de 10% de componentes de origem norte-americana, ainda que seus proprietários não sejam nascidos nos EUA;

- É proibida a entrada em portos norte-americanos de quaisquer navios que transportem produtos vindo de Cuba ou que estejam se dirigindo para a Ilha, independentemente da nacionalidade da embarcação;

- Bancos de qualquer país não podem abrir contas em dólares norte-americanos para pessoas cubanas (físicas e jurídicas).

Em geral, aqueles que descumpriram alguma dessas determinações sofreram multas ou então sanções por parte do governo dos Estados Unidos.

Caçada

Em alguns casos, a perseguição a Cuba alcança níveis tão absurdos que chegam a se assemelhar a uma verdadeira caçada. Funcionários cubanos da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, entre outros organismos internacionais, tiveram suas contas bancárias encerradas, simplesmente por terem nascido na Ilha.

Com essas ações, o governo dos Estados Unidos consegue, de uma só vez, punir Cuba, seus cidadãos, organismos internacionais e atirar contra si mesmo, já que grande parte dessas instituições tem forte atuação em território norte-americano.

Dados do próprio governo dos EUA informam que, somente em 2005, devido à política imposta pelo bloqueio, o montante dos bens cubanos congelados em bancos norte-americanos é de US$ 268,3 milhões.

A extraterritorialidade em outros setores

Em fevereiro de 2006, a delegação empresarial cubana que participou da Conferência Cuba-Estados Unidos sobre Energia, realizada na Cidade do México, foi expulsa do Hotel Sheraton por ordens do Departamento do Tesouro norte-americano, pois a rede hoteleira pertence a um grupo dos EUA. A gerência do hotel confiscou o depósito que a missão cubana havia feito para a estadia e enviou centavo por centavo ao Escritório de Controle dos Ativos Cubanos (OFAC, na sigla em inglês).

Como já foi relatado na primeira reportagem desta série, em junho de 2006 o jovem cubano Raysel Sosa Rojas, ganhador do Concurso Mundial de Desenho Infantil, organizado pela ONU, não pôde receber seu prêmio, pois a empresa japonesa Nikon negou-se a entregar-lhe uma câmera fotográfica digital, alegando que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a impedia.

Especialistas na área de automação e até mesmo controladores de tráfico aéreo cubanos não puderam mais entrar em território canadense, devido às regras do bloqueio. Tais medidas geraram grandes custos extras para o governo cubano, que se viu obrigado a treinar seus funcionários em outros países.

Os exemplos são vários e podem se tornar ainda mais específicos e delicados, dependendo da análise que é feita das conseqüências dessa política absurda. Nas duas próximas reportagens da série (no ar dia 5 e 6 de novembro, respectivamente), serão analisados os efeitos do bloqueio para a alimentação, saúde, transporte, educação esporte e tecnologia em Cuba.

Enviado por Danilo Tarpani, postado pelo blogodita DJ MOisés

Cuba x EUA: A oposição ao bloqueio dentro dos Estados Unidos


À primeira vista, pode causar surpresa pensar que há setores da sociedade norte-americana lutando pelo fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba. Mas eles existem. São, em geral, personalidades políticas, empresários, governos estaduais, líderes religiosos e organizações não-governamentais as poucas vozes que expõem sua contrariedade em relação a tal política.
Por Fernando Damasceno

O desafio de tais grupos, obviamente, é grandioso, em especial após o recrudescimento do bloqueio nos últimos dois anos. Mas exatamente nesse período algumas iniciativas mostram que a política do governo Bush está longe de ser subscrita por todos os norte-americanos.

Em 26 de outubro de 2006, o jornal The Capitol Times, do estado de Wisconsin, fez uma reportagem sobre o bloqueio e reproduziu a seguinte análise, feita por Ricardo Gonzalez, membro do Conselho da cidade de Madison: “O bloqueio é apenas mais um exemplo dos erros cometidos pelo presidente Bush em sua política externa (...) Ao fim, nós, norte-americanos, somos os grandes perdedores nesse enfrentamento, pois acabamos tendo uma má imagem em todo o mundo”.

O jornal dá destaque também ao fato de que ao menos dois potenciais candidatos democratas à Presidência já se mostraram favoráveis ao fim do bloqueio: os senadores Russ Feingold (de Wisconsin) e Chuck Hagel (de Nebraska).

Contrariedade
Apesar do aumento nas restrições de viagens a Cuba, o governo do EUA não tem podido frear o interesse de muitos representantes políticos e homens de negócio na Ilha. Somente no período entre 2004 e 2006, dois governadores, um vice-governador, um senador e mais de 360 empresários (vindos de 30 estados norte-americanos) estiveram em Cuba.

Em 30 de junho de 2005, o líder da minoria democrata do Comitê de Finanças do Senado, Paul Sarbanes, emitiu um comunicado à imprensa informando que bloquearia quaisquer nomeações para altos cargos do Departamento do Tesouro. O motivo: as restrições ao comércio com Cuba, cada vez intensificadas pelo governo Bush.

Em 8 de julho de 2005, a Associação Comercial EUA-Cuba enviou uma carta assinada por 62 associações nacionais e companhias agrícolas a 20 senadores, exigindo a flexibilização das restrições impostas ao comércio de produtos agrícolas com a Ilha.

Em 3 de março de 2006, 105 congressistas enviaram uma carta à Secretaria do Tesouro questionando as medidas que “impediram várias organizações religiosas de viajarem para Cuba”. Alguns dias depois, importantes lideranças religiosas dos EUA se dirigiram à Secretaria de Estado para “exprimir sua profunda oposição à nova política que proíbe as organizações ecumênicas de viajar para Cuba”.

Em abril de 2006, o estado do Alabama aprovou uma resolução, devidamente encaminhada ao Congresso nacional, na qual “exige a eliminação das restrições de comércio, viagens e transações financeiras com Cuba”.

Prejuízos
Ao que parece, o governo norte-americano ainda não entendeu que sua política em relação a Cuba acaba gerando prejuízos consideráveis a alguns setores de sua economia.

Em 13 de abril de 2006, a cidade de Orlando foi sede do seminário “Fazendo negócios em Cuba”, com a presença de 54 representantes de grandes companhias norte-americanas interessadas em iniciar ou incrementar o comércio com Cuba. Muitas delas apontaram o problema da extraterritorialidade como um grande entrave, já que mesmo empresas multinacionais dos EUA, com sedes em outros países, também são afetadas pelo bloqueio.

A questão da extraterritorialidade será abordada na quarta reportagem da série, a ser publicada em 4 de novembro.

Leia também:
Vermelho inicia especial sobre o bloqueio à Ilha
As recentes investidas norte-americanas à Ilha

Enviada por Danilo Tarpani, postada pelo blogodita DJ MOisés

Tratado Geral Sobre as Qualidades das Coisas
 
Cap. I  -  A Simetria e o PSDB
 
Parte I
 
    Com exceção de contadores e economistas que, aparentemente, conseguem uma ereção, e o orgasmo que lhe corresponde, à simples visão de um relatório anual ou um balanço trimestral, outras pessoas que lêem desfrutam de um outro prazer, o de uma trama bem construída, de um romance policial bem escrito. Ágatha Cristhie, Chandler, Stout, Hammet sabiam como...
    Os enredos bem tramados, quase sempre, se servem de uma manobra de finta. Fazem uma jogada tática,  primeiramente chamam a atenção sobre o que está ocorrendo e, em seguida, deslocam a atenção do leitor/observador para outro lado, desqualificando ou desmontando as evidências primárias que, se seguidas, teriam levado à solução do caso, sem mais delongas..
    É uma técnica da construção literária policialesca, com grandes possibilidades de aplicação prática, basta prestar  atenção aos fatos da vida corriqueira, do dia-a-dia político, econômico, social... criminal.
    Dá o que pensar.
    Tais considerações me vieram à mente devido á insistência com que a oposição, seu candidato  e seus "capos" perguntavam: "De onde veio o dinheiro?"
    E o "capo de tutti i capi", reconhecido como uma pessoa que "perde o amigo, mas não perde a piada", ironizava por atacado e varejo, inspirado pelo dossiê.
    A palavrinha estava alí, latente, desde há muito, mas eu não fazia o correto encadeamento, a associação. Eis que acende a lampadinha na minha cabeça.                          
    Lembrei.        
   Não era a primeira vez. Já houvera um dossiê, coincidentemente às vésperas de uma eleição. Coincidentemente envolvendo "i capi" de uma agremiação política.Coincidentemente, a agremiação política era a mesma, o PSDB.
    Quem lembra do "Dossiê Caymán"?
    Pois então, agora é passado, não é para lembrar, dizem eles..
    Porém, como recordar é viver, recapitulemos:
    1. Durante a campanha à reeleição de FHC à presidência, e de Mário Covas ao governo de S. Paulo, surgiu um "falso" dossiê que denunciaria a associação entre "i capi" do PSDB (FHC, Covas, Serra, Sérgio Motta e outros menos votados) em negócios e contas bancárias em paraíso fiscal, do que a Receita Federal não tinha o menor vislumbre;
    2. Feita rigorosa investigação, feitas algumas mudanças tempestivas e necessárias na chefia da PF,  e - voilà - foi comprovado, o dossiê era falso;
    3. Um pastor evangélico bastante conhecido, então, foi entronizado como "laranjão" do esquema de forjagem da contrafação, mais adiante se fez posar de vítima, confessou arrependimento e aproveitou para deitar a culpa ao PT e ao Lula;
    4. Os inicialmente apontados sairam-se airosamente, com grande proveito eleitoral e previamente isentados de qualquer suspeita;
    5. A oposição que quisera, ao que se diz, pegar carona na desconstrução dos tucanos e associados, acabou responsabilizada e inculpada, recebendo o castigo no pleito;
    6. E ninguém, nunca mais, demonstrou curiosidade, nem perguntou, ainda que candidamente: "... tudo bem, o dossiê é falso. Mas, e os fatos apontados? Também o são?
    Nunca o saberemos... talvez.
                                                                       continua....
 
Parte II
 
    Uma vez mais, já no presente século, no presente ano, nestas últimas eleições, por passe de mágica, prestidigitação...
"... façam seus jogos senhores, onde está a bolinha?... aqui?... aqui?... aqui? ... ah, viram?... está aqui... as mãos são mais rápidas que os olhos..."
    ... surge de novo... o quê? 
    Já pensaram? Um dossiê! Dá pára acreditar?    
    Pois é.
    Para incriminar a quem?
    Ah, já aprenderam?
     Isso mesmo, ao PSDB e seu santos homens...
    E uma vez mais, mais mágica, ainda. A peça tem o dom da ubiquidade, ora está aqui, ora está lá... ou as qualidades da Conceição, "que ninguém sabe, ninguém viu..."
    E acabamos ficando assim, um "dossiê" que não há, apontando o dedo acusador para o governo e o PT... isso é que é mágica!
    Mágica besta. Desta vez não deu, não realizou a virada, só deu para ficar de bruços, como disse o preclaro ministro das comunicações...
    E ainda pode acabar explodindo no colo do "capitão", no estacionamento de um riocenter colorido e bicudo, quem sabe? 
    Não obstante, fazendo justiça à produção cítrica tucana, foram ao mercado algumas 'laranjas' de grande porte, a questão é saber se essas frutas,  espremidas, não terão gosto ruim...
    Aguardemos, quanto ao fato político-policial, há suspeita de surpresas à frente.
    E continuaremos, ainda por mais algum tempo, sem saber "de onde veio o dinheiro". E de onde veio o dossiê. E para onde foi . E o que continha. E quê a Ductor tinha a ver com a Paulipetro do Maluf. E quem gerenciava os contratos da CDHU quando Fleury era governador? E quem era diretor da Ductor, quando a Paulipetro "perfurou" $500 milhões em poços artesianos... E como vai o Goro Hama, vai bem?... e a Tejofran? E qual é a composição da diretoria da Ecovias, nestes dias tão difíceis, em que só crescemos mais que o Haiti?
    Este é um caso policial ainda buscando seu Sherlock, com suas abordagens desenquadradas  e suas conclusões surpreendentes e inexoráveis.
    Usei-o com finalidade puramente didática, para tratar de paralelismos e, essencialmente, de simetria, essa notável qualidade pessedebista. Quando duas coisas são tão simétricas, já se vê o dedo do gigante e facilita a compreensão. É PSDB puro.
    O próximo capítulo tratará de outra qualidade dos notáveis malandros-agulhas do PFL e do PSDB.
    Falei 
 
Albano.

Cuba x EUA: As recentes investidas norte-americanas à Ilha


Em 10 de julho de 2006, o governo dos Estados Unidos apresentou oficialmente ao mundo a segunda versão do “Plano de Anexação para Cuba”, com o objetivo de aprofundar e consolidar outra política apresentada dois anos antes, o relatório “Comissão de Ajuda para uma Cuba Livre”. Somados, os dois documentos miram a soberania do povo cubano e são a marca indisfarçável da intensificação das ações de agressão econômica e política à Ilha.
Por Fernando Damasceno

O raciocínio do governo norte-americano é simplório, mas ao menos é coerente com a política adotada contra Cuba há mais de 40 anos: é necessário gerar um clima de penúria e instabilidade no país, de tal modo que a população dê seu aval a uma eventual intervenção militar dos EUA.

Para tanto, o novo relatório expõe sem qualquer pudor a determinação do governo norte-americano em derrubar as instituições amparadas pela Constituição cubana, aprovada em referendo por mais de 95% do país. Se isso não bastasse, tal política significa apenas parte do “Plano de Anexação para Cuba”, já que alguns trechos do documento são mantidos em segredo, “por razões de segurança nacional”, segundo informações da Casa Branca.

Assédio, ameaças, represálias, perseguições...
Na prática, boa parte das novas medidas são baseadas no recrudescimento de alguns artigos da Lei Helms-Burton, aprovada em 1996 pelo governo Clinton, cujo conteúdo principal é a proibição da concessão de vistos para entrar nos EUA àqueles que invistam em Cuba.

Com a nova versão do plano, o governo norte-americano conseguiu que sua política afetasse setores tão distintos de Cuba como o turismo e a produção artística, atingindo até mesmo entidades religiosas e cidadãos comuns norte-americanos.

Segundo informações do Consulado de Cuba em São Paulo, em outubro de 2005 o governo dos EUA passou a criar dificuldades para que artistas cubanos obtivessem o visto de entrada em seu país. A alegação: os artistas “reportariam benefícios financeiros para o regime de Castro”.

Outros casos ilustram muito bem até que ponto chega a insensatez norte-americana:

Desde janeiro de 2006, dezenas de agências de turismo norte-americanas foram fechadas, após uma intensificação de auditorias. O motivo: oferecer a seus clientes pacotes de viagem para a Ilha, “descumprindo as sanções vigentes contra Cuba”, segundo relatório do Escritório de Controle dos ativos Cubanos (OFAC, na sigla em inglês).

Em 4 de maio de 2006, a deputada Ileana Ros-Lehtinen, assumidamente anticubana, apresentou um projeto de lei “para não admitir nos Estados Unidos estrangeiros que realizaram investimentos que ajudem a ampliar a capacidade de Cuba para desenvolver os seus recursos petroleiros e para outros fins”.

Somente em 2005, 487 cidadãos ou residentes nos Estados Unidos foram multados por terem cometido “violações” ao bloqueio, especialmente por terem viajado a Cuba.

Em julho de 2005, o governo norte-americano confiscou 43 caixas com computadores que seriam doados a escolas cubanas, como ajuda humanitária organizada pela organização inter-religiosa Pastores pela Paz. Dois meses depois, membros do Conselho Nacional de Igrejas dos Estados Unidos tiveram suas licenças para viajar a Cuba negadas.

Em fevereiro de 2006, começaram a vigorar novas restrições da OFAC sobre as instituições bancárias dos EUA. Qualquer “transgressor” que se disponha a realizar alguma transação com Cuba será alvo de investigações civis – a lei também permite que inquéritos sejam abertos.

No primeiro semestre de 2006, 73% dos vistos solicitados por funcionários cubanos para viajar aos Estados Unidos por motivo de trabalho não foram outorgados pelo Departamento de Estado.

Para o ano de 2006, o governo dos EUA destinou mais de US$ 37 milhões para as transmissões ilegais de rádio e TV para Cuba, com o objetivo de financiar propagandas contra o regime cubano. Em relação a 2004, o valor recebeu um acréscimo de mais de 30%.

Ajudas humanitárias
Em junho de 2006, mais de 30 mil funcionários cubanos da área de saúde estavam espalhados pelo mundo trabalhando em missões humanitárias, cuidando especialmente de vítimas de catástrofes e fenômenos naturais.

Há décadas Cuba é vanguarda nesse tipo de ação, mas grande parte desse trabalho depende da importação de equipamentos médicos. Apesar do caráter nobre desse tipo de ajuda, o recrudescimento do bloqueio tem causado dificuldades àqueles que se dispõem a colaborar com o governo cubano.

O feitiço, como diz o velho ditado, realmente acaba tomando rumos inesperados às vezes. Em 2005, após os problemas causados pela passagem do Furacão Katrina, em Nova Orleans, Cuba não pôde enviar seus funcionários para ajudar as centenas de milhares de vítimas. À época, a demora e a limitação do serviço prestado pelas autoridades norte-americanas foi um duro golpe para a adminsitração de George W. Bush.

Fatos como esses – e até mesmo prejuízos econômicos aos Estados Unidos – fazem com que com importantes setores do país sejam contrários ao bloqueio. A terceira reportagem desta série, a ser publicada em 3 de novembro, tratará deste assunto.

Leia também: Vermelho inicia especial sobre o bloqueio à Ilha

Enviada por Danilo Tarpani, postada pelo blogodita DJ MOisés

 

Prezada senhora
Eliane Cantanhede,
 
a oposição e o candidato do PSDB, especialmente, se esmeraram até à exaustão em perguntar:"De onde veio o dinheiro";perguntaram tanto que acabaram cansando aos eleitores, que sabiam muito bem que estavam indo à eleição de um presidente da república, não de um investigador de polícia. A senhora, gostosamente como parece ter sido o caso, repercutiu e apoiou o questionamento, até mesmo porquê tinha interesse e participação familiar na parição do assunto, o que  também é de conhecimento geral.
Isto posto, e agora que, esperemos, começa a "baixar a poeira", por falta de fôlego e combustível na fábrica de intrigas, calúnias e desinformação tucanalho-pefelosa, peço que informe se não se perguntaria, também, o que continha o tal "dossiê"? E de onde veio essa ave fênix, que se consumiu à vista, apenas, dos circunstantes e da qual nunca mais se viu a sombra ou se ouviu falar? E para onde foi, se renascerá das cinzas?
E se não terá ouvido dizer em que artigo de que Código se enquadra o indiciamento dos detidos, se houve crime político, crime fiscal ou qual outro? E qual é a materialização, se crime político, onde está a prova física, o corpo de delito?
Li uma resposta sua à interpelação sobre sua postura no caso, a senhora diz que "não é política... e nem seu marido"(!!!), daí que junto às demais esta outra pergunta:
Se não é política, então o que faz aí, nessa folha?
Bem, é possível que a senhora não possa ou não saiba a resposta a esta última. Mas, então, é certamente um caso de inadequação ao posto e de indefinação de objetivos pessoais. É bom que fiquemos sabendo.
Respeitosamente,
 
Albano Augusto da Fonseca Neto
 
Carta enviada a Sra. Eliane. Aguardamos resposta.
 
Postado pelo blogodita DJ MOisés
Lula foi reeleito. E agora?
 
E agora, tudo igual. Tudo continua como antes.Nada mudou do outro lado.
Temos que continuar atentos, não se pode esmorecer, a banda de música e a central de intrigas continua a todo vapor, com seus especialistas, marketeiros, comunicadores e, especialmente, "jornalistas" - se se pode chamar tal corja disso e se, também a conferir, ser jornalista tem alguma importância... o que está por aí são redatores com bom texto e outros escribas  que recebem os trinta dinheiros da traição, da empulhação, da desfaçatez, da pouca-vergonha com regularidade, alguns muito mais, alguns muito menos, mas todos iguais, lambe-botas, baba-ovos e deslumbrados -, metendo cada vez mais o pé na jaca da sabotagem, da traição à pátria e da safadeza pura e simples.
Nem bem terminava a apuração e a Veja, lixo impresso, veio com mais uma futrica mentirosa e mal-intencionada contra a Polícia Federal - a fábrica de excrementos da marginal (bem apropriado o endereço...) não aprende nada, comete harakiri, devagarinho, mas quer tocar fogo em Roma,  seu grande final.
Concomitante, a questão dos controladores de vôo, com toda a cara de pinochetismo, é pretexto para mais uma saudação e afago ao amigo "de fora" contra "o inimigo de dentro", o povo brasileiro.
Babam de gôzo, uma dessas vendilhonas atribui a culpa aos controladores brasileiros, por  êrro da torre de S. Paulo. Os miseráveis não se condoem pelas vítimas e suas famílias, se doem pelos admirados norteamericanos. Não querem soluções nem avanços, querem revanche e desmanche. 'Chacrinhas' menores e vís, querem apenas confundir para tirar o máximo proveito pessoal e de suas corriolas...
A insinuação torpe, solerte,  cae por sí, não tem a menor base. Se fora o que diz a redatora de aluguel, por quê os pilotos do jatinho executivo não o disseram desde a primeira hora? Agora, somente, a "jornalista" vem dizer isso.
Esperemos que o brigadeiro(???) Ivan Frota, muito ágil para se contrapor à corrente que reconduziu Lula à presidência, tenha a mesma agilidade para sair em defesa de seus companheiros de farda que são, afinal, os controladores do controle de tráfego aéreo do Brasil.
A ação dos veículos de comunicação é muito rápida e coordenada.
Muito conveniente, muito sintomático.
É sintoma, é fotografia, é antecipação do que teremos pela frente.
E é uma coisa muito perigosa, também.
Já circula por aí uma versão fantástica de uma possível ação norteamericana oficial e privada, com o intuito de assassinar a um grupo de pesquisadores brasileiros. Eles teriam chegado a uma descoberta extraordinária, um novo tipo de combustível baseado em vírus. Essa descoberta prejudicaria a interesses de empresas dos Estados Unidos e, talvez, provocaria um reposicionamento das potências, projetando o Brasil para a primeira linha. Esses pesquisadores estariam juntos no vôo 1907 da Gol e, por isso, os outros passageiros tiveram que morrer.
Imagine-se o que uma história como esta, explorada por um demagogo carismático ou por um boquirroto verboso, como o senador Arthur Virgílio ou o senador Heráclito "o Flato" Fortes poderia causar, a comoção que provocaria, as massas na rua, as depredações, o ataque às propriedades estrangeiras? Um surto de nacionalismo?...
É a teoria da conspiração em pleno curso.
Essa gente doente da oposição parece que não pensa, que não sabe bem o que tem pela frente.
O que têm pela frente somos nós, os brasileiros. E temos um recadinho pros bandalhos, pra corja: vão quebrar a cara.
De tanto atirar contra o PT e o presidente Lula, não perceberam que estavam atingindo o próprio eleitorado, que revidou asperamente à estupidez oposicionista. Pensaram que tinham contra si o presidente Lula e o PT e deram de cara com todo um povo que sabe muito bem com quem conta e quem é contra.
Têm cada vez menos munição, suas baterias estão descalibradas, perderam o foco. Falta-lhes argumento.
Ficaram sem nada mais para  dizer. E o que dizem não é ouvido, aí estão os resultados das eleições para demonstrar.
Que se cuidem.
Mas não temam a violência, as agressões físicas e morais, as calúnias, a difamação, a infâmia , não somos dessa laia, não sujaremos as mãos. Essas práticas são deles, não nossas.
Vão ter contra si a lei e a ação coordenada de todo um povo que já não os suporta, que já não aceita a prepotência e o abuso, o preconceito e a desfaçatez.
Vamos para cima das Vejas, das Folhas, dos Globos, dos bobalhões deslumbrados e semialfabetizados que se crêem muito por terem um covil onde se refugiar e uma malta acumpliciada com que se juntar e se lamber mutuamente.
Vamos para  a grande campanha, permanente, pelo boicote, pela desmoralização, pelo desequilíbrio econômico e financeiro. Nem uma assinatura mais, nem um centavo de publicidade. Protesto e recursos judiciais contra a distribuição de verbas e contratação de publicidade por órgãos públicos.
Não precisamos de jornais, revistas, TVs e rádio COMO OS QUE TEMOS para nos informarmos, podemos nos atualizar a cada momento, de maneira mais segura. A opinião expressa de cada um de nós, pelo meio eletrônico, pela internet, tem valor igual ou maior que a avalizada e contratada pelos interesses escusos, nossa opinião decorre da discussão, do debate, do dissenso e do consenso democraticamenter expressos, não é de encomenda como a deles. 
Vamos para cima, tolerância zero, como gostam de bradar os amigos da bravata, do machismo... da oposição.
Vamos ficar de olhos bem abertos para  com os bandalhos do Congresso e das Assembléias Legislativas, vamos fazer marcação corpo-a-corpo. Nada de chantagens e bloqueios contra o Executivo para amealhar a moeda porca da barganha e politiquice ou do desmonte. Nada de legislar em causa própria e ampliar proventos e vantagens paralelas, nada de acúmulos nem de nepotismo ou empreguismo familiar e de amigos.
Pra cavalo comedor, cabresto curto!
Cobraremos trabalho e decência, propagaremos e ampliaremos as ações de iniciativa popular, já aprendemos muito e muito mais vamos aprender.
 
MC Albano Fonseca,
emulando Lacerda e a "sinfônica" da UDN:
"O preço da liberdade é a eterna vigilância...
ou
...pimenta no seu é refresco..."
 
Do Vermelho

Cuba x EUA: Vermelho inicia especial sobre o bloqueio à Ilha


O governo de Cuba apresentará pela 15ª vez na Assembléia Geral da ONU, no próximo dia 8 de novembro, uma resolução pedindo o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto oficialmente pelos Estados Unidos ao país desde 7 de fevereiro de 1962. De hoje (1º/11) até a véspera da reunião, o Vermelho publicará uma série de reportagens, nas quais serão expostas, com números e exemplos concretos, as conseqüências que tal política vem causando aos cubanos.
Por Fernando Damasceno


Em virtude do bloqueio, Cuba não pode exportar nenhum produto aos Estados Unidos, nem importar qualquer tipo de mercadoria norte-americana. É proibida também a comercialização de todo tipo de produtos junto a filias dos EUA em outros países. Além disso, a Ilha também não pode receber turismo norte-americano, usar o dólar em suas transações com o exterior e ter acesso a crédito de instituições financeiras multilaterais (nem fazer qualquer negociação com elas), entre outras restrições condenadas pelas normas do Direito Internacional.


Um caso recente ilustra à perfeição o quanto o bloqueio pode ser ao mesmo tempo violento e desprovido de qualquer sensatez. O jovem cubano Raysel Sosa Rojas, de 13 anos, foi um dos três vencedores do 15º Concurso Internacional Infantil sobre o Meio Ambiente, realizado na Argélia, em junho, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Os prêmios para os melhores trabalhos eram câmeras fotográficas digitais. No entanto, o jovem cubano não recebeu a câmera da empresa japonesa Nikon, como os outros dois agraciados de outros países.


Um representante da companhia japonesa argumentou que não podia entregar o prêmio ao jovem porque a câmera continha componentes fabricados nos Estados Unidos, condição que caracterizaria uma transgressão às leis do bloqueio. Diante de fato tão absurdo, o presidente cubano Fidel Castro tomou providências para que o governo adquirisse uma câmera semelhante e presenteasse o rapaz.


ONU
Em 2005, a resolução apresentada por Cuba obteve o apoio de 182 países na ONU – resultado semelhante aos das votações ocorridas desde 1992. Como tornou-se praxe nessa disputa, os Estados Unidos ficaram isolados na defesa do bloqueio, mas mesmo assim nenhuma mudança foi tomada. Pelo contrário.


No último dia 18 de outubro, o governo cubano denunciou o recrudescimento do bloqueio. Segundo Josefina Vidal, diretora do Departamento de América do Norte da Chancelaria de Cuba, as últimas medidas são ''uma forma refinada ainda de atacar a economia cubana, mas não por isso menos perversa, afetando os principais ramos da atividade econômica e as principais fontes de recursos para o desenvolvimento do país''.


Vidal apresentou à imprensa mundial algumas informações que ilustram sua queixa. Segundo ela, desde o início do bloqueio até 2005, o prejuízo econômico causado é da ordem de US$ 86,1 bilhões. Entre 2003 e 2005, apontou, ''houve uma diminuição de 54% nas viagens a Cuba de parentes de cubanos residentes nos EUA''. Além disso, os intercâmbios acadêmicos, culturais e científicos, entre outros, caíram praticamente ''ao nível mínimo'' e ''houve uma intensificação maior na perseguição contra as transações comerciais e financeiras de Cuba no mundo''.


Em uma conta rápida, nota-se que em 43 anos (entre 1962 e 2005), levando-se em conta o total de US$ 86,108 bilhões de prejuízos apontados pelo governo cubano, obtém-se uma média anual de aproximadamente US$ 2 bilhões. No entanto, somente em 2005, o dano econômico direto causado pelo bloqueio ultrapassou a cifra dos US$ 4 bilhões, numa prova inconteste do recrudescimento da política dos EUA contra Cuba.


É esse mesmo recrudescimento o tema do segundo texto da série de reportagens sobre o bloqueio dos EUA contra Cuba, a ser publicado nesta quinta-feira, 2 de novembro.

Enviado por Danilo Tarpani, postado pelo blogodita DJ MOisés

Plim plim...

Vale a pena ouvir de novo

Vale a pena ouvir até o final a entrevista do governador eleito do Paraná Roberto Requião - Clique aqui.

Que sirva de exemplo para todos os dirigentes políticos quando pensar sua ação no trato com a mídia.

Que sirva também de exemplo para os jornalista subalternos, sem ética, sem responsabilidade e sensibilidade social com o povo, que docilmente alimentam o lado dos "donos privados do meio de produção" da comunicação social, formando um grande partido das elites e seus partidos conspirando à serviço dos interesses nacionais e populares.

Foram eleitoralmente derrotados. Continuam partidários e vão continuar sabotando o novo governo popular, seja para apoiar o golpismo e impedir a posse e/ou a governabilidade de LULA, hipótese que considero improvável diante da esmagadora vitória, mas que devemos ficar atentos.

O mais provável, diante da derrota, é conduzir um movimento de disputa política ideológica objetivando "enquadrar" o Governo Lula na pauta ditada por seus interesses.

O apoio da maioria do povo brasileiro ao novo governo derrotando a mídia, a meu ver, deve ser combinado, com um amplo movimento social democrático de controle social dos meios de comunicação de massa, uma ação pensada e organizada pelas centrais sindicais e partidos políticos para fortalecimento e organização dos trabalhadores dos meios de comunicação e políticas públicas governamentais visando democratizar e socializar os meios de produção de comunicação de massas.

Penso também, que os partidos políticos no congresso, apoiados pelos movimento sindical, movimentos sociais juntos com o Governo Federal, Estaduais e Municipais democráticos-populares, devam, desde já, constituir um grupo de trabalho, com o objetivo acima e rever todas as concessões de rádios e TVs existentes adequando a uma política de concessão, democrática e socialmente controlada.

Clique aqui para ouvir, até o final, a brilhante entrevista coletiva de Roberto Requião. Ele lavou nossa alma

Por sugestão do Lamir e Vasco Nunes, postado pelo blogodita DJ MOisés

Absurdo "judicial": Emir Sader condenado por chamar Jorge "estaremos livres dessa raça" Bornhasen de racista:
 
http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12728
 
A condenação ocorreu em 1ª instância e a defesa irá recorrer.
 
A esquerda tem que se mobilizar em defesa de Emir Sader, e, consequentemente, de si própria !

Intelectuais lançam manifesto contra a
condenação de Emir Sader

Intelectuais brasileiros lançaram nesta quarta-feira (1º) um manifesto de “veemente repúdio” contra a condenação despropositada do professor Emir Sader, por este ter escrito um artigo em que criticou declarações preconceituosas e “racistas” do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC).

No manifesto, que é encabeçado por Antonio Cândido e está aberto a adesões, os abaixo-assinados classificam a decisão judicial como um ataque ao direito de livre-expressão e à autonomia universitária – já que o juiz também determinou a demissão de Sader da universidade pública em que dá aulas.

“Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças”, diz o texto.

Leia abaixo a íntegra do manifesto:

A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 11ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu.

O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em virtude de artigo publicado no site Carta Maior
(
http://cartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=2171), no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução". O juiz ainda determina: “(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado”.

Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária, que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças.

Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio.

Os que desejarem assinar, favor enviar e-mail para solidariedadeaemirsader@hotmail.com

Por sugestão do Danilo Tarpani e Vasco Nunes, postado pelo blogodita DJ MOisés

Muller Valente e os homens cínicos e covardes.

Sobre a liberdade de imprensa

No dia em que a grande imprensa saiu em defesa da Veja, Emir Sader foi condenado por crime de opinião. Quem chama Lula de “bêbado” e “mentiroso” e defende a extinção da raça da esquerda está exercendo a liberdade de imprensa. Quem responde a tais xingamentos é condenado. De que liberdade estamos falando?

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